Atracou ontem no Porto do Itaqui para cumprir operação de descarga de contêineres com estocagem de cerveja no sistema de cabotagem o cargueiro Log In Rio, da empresa Log In Rio Transporte Logística. O navio foi o primeiro a desenvolver atividades na linha de testes quinzenais do terminal portuário, em etapa específica que deve se estender até o mês de fevereiro de 2010. O objetivo, segundo a direção da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), é implantar uma linha fixa de operação de contêineres no estado. O incremento possibilitará à indústria maranhense, assim como a de outros estados como Piauí, Pará e Tocantins, realizar movimentação de riquezas para as regiões Sul/Sudeste via Porto do Itaqui.
Essa foi a primeira movimentação no terminal portuário referente ao sistema de cabotagem, que, segundo a Emap, diz respeito à navegação realizada entre portos do mesmo país pelo litoral ou por vias fluviais, se contrapondo à navegação de longo curso, que é aquela realizada entre portos de diferentes nações.
O navio, carregado com um total de 170 contêineres, com capacidade de estocagem de 20 toneladas cada, passou pelos portos brasileiros de Santos, Salvador e Suape. Antes, havia embarcado no Porto de São Francisco do Sul, no estado de Santa Catarina.
De acordo com o gerente de planejamento da Emap, Gustavo Lago, as únicas movimentações de contêineres já executadas no Itaqui foram a longo curso, também em etapas experimentais. Ele enfatizou que, com os testes de cabotagem, o empresariado maranhense vai desfrutar de vantagens da nova forma de transporte de cargas. Com o incremento, afirmou Lago, o Itaqui passa a ter potencialidade para movimentar com suporte de contêineres, produtos como alumínio, castanha de caju, gesso, arroz, trigo, açúcar, entre outras riquezas. "Esse é um meio de transporte seguro, menos poluente que as demais alternativas, compacto e com uma logística consistente". Ele finalizou afirmando que a operação de contêineres é uma tendência portuária mundial devido a sua praticidade e à possibilidade de fracionamento de carga.
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Em 2008, o Porto do Itaqui recebeu navios com carregamentos de até 400 contêineres em navegação de longo curso. Este ano, o Itaqui realizou a primeira exportação de castanha e caju, pela armadora francesa CMA-CGM. A carga veio do Piauí, saiu estocada em contêineres pelo navio Homere, que havia embarcado no Caribe, com passagem pelos estados do Pará e Maranhão, de onde seguiu para Fortaleza. Outros 100 contêineres foram movimentados com projetos para Vale e Alumar.
Transporte de produtos deve chegar a 13 milhões t
Em 2009, renda gerada pelo transporte de produtos deve chegar aos R$ 65 milhões.
SÃO LUÍS - Discutir logística com as maiores empresas nacionais e internacionais de exportação e importação e criar negócios com foco nos investimentos em instalação no Maranhão: esses serão os objetivos da participação do Porto do Itaqui no IV Seminário SEP de Logística do Norte e Nordeste, promovido pelo governo federal e que começa hoje (4), em Fortaleza, no Estado do Ceará.
O Porto do Itaqui é um dos maiores de todo o mundo. A profundidade chega a 19 metros, isso sem precisar fazer dragagem. Por aqui circula boa parte dos produtos que chegam e são produzidos no Maranhão.
Até o fim do ano, estima-se que serão cerca de 13 milhões de toneladas transportadas, o que movimentaria junto com os serviços de armazenagem e de arrendamento de áreas do porto, mais de R$ 65 milhões. Números que podem crescer ainda mais. É que a demanda pelo transporte de cargas para o Nordeste do Brasil, e o aumento da produção nos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins levaram o Itaqui a realizar também o transporte regular de containers dentro do próprio pais, a cabotagem. Até fevereiro de 2010 vão chegar ao porto 600 novos containers. Aumentando o volume de produtos que passam pelo complexo portuário da capital maranhense.
Os principais produtos que circulam pelo Itaqui e pelos terminais Ponta da Madeira e Alumar são derivados do petróleo, fertilizantes, minério de manganês, alumínio, ferro gusa e soja.
O complexo portuário de São Luis é o que tem a menor distancia entre o Brasil e os maiores mercados mundiais: Estados Unidos, Europa e Ásia. Um navio que parte do Maranhão rumo a Roterdã, na Holanda, gasta, por exemplo, sete dias a menos de viagem que um navio saindo do porto de Santos. Vantagem que coloca o Estado em posição de destaque.
http://imirante.globo.com/noticias/pagina220700.shtml
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