quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Temer corta programa que previa ampliação de aeroportos regionais. Maranhão foi um dos estados que mais perdeu



Temer corta programa que previa ampliação de aeroportos regionais

RENATO ANDRADE
DE SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

24/08/2016 02h00

Pedro Ladeira/Folhapress

Presidente interino, Michel Temer, dá posse a presidentes do BNDES, BB, Caixa, Petrobras e Ipea
O governo do presidente interino, Michel Temer, decidiu cortar drasticamente o programa de investimentos federais em aviação regional lançado pela presidente afastada, Dilma Rousseff, reduzindo de 270 para 53 o número de aeroportos que passarão por obras de ampliação a partir do próximo ano.
"Chegamos à conclusão de que não seriam necessários 270 aeroportos para iniciar um programa realista que atenda aos Estados, à demanda e às empresas", disse à Folha o ministro de Transportes, Aviação Civil e Portos, Maurício Quintella Lessa.
O plano de desenvolvimento da aviação regional foi lançado no fim de 2012 pelo governo petista. A presidente Dilma chegou a avaliar a possibilidade de fazer investimentos em cerca de 800 pequenos e médios aeroportos, mas acabou reduzindo a lista inicial para 270 unidades.
O investimento estimado na época era de R$ 7,3 bilhões, mas quase nada saiu do papel nestes quatro anos. Segundo Quintella, a nova lista é "bem mais realista" e adequada à situação financeira do governo federal.
Serão necessários R$ 2,4 bilhões para os investimentos previstos nos 53 aeroportos até 2020. Quintella diz ter assegurado, até o momento, metade desse dinheiro, o que que representará desembolso anual de R$ 300 milhões.

Além dos 53 aeroportos, o governo terá uma lista de outras 123 unidades que poderão receber investimentos à medida que a situação econômica melhorar ou se os Estados assumirem os projetos.
Em São Paulo, por exemplo, havia a previsão de investir em 19 aeroportos regionais. Agora, serão apenas dois, em Sorocaba e no Guarujá. Outros seis já foram repassados ao governo estadual para que sejam feitas concessões.
Além da falta de dinheiro, a lista de aeroportos foi reduzida porque 94 projetos foram considerados inviáveis. Ficavam perto de aeroportos já em operação, estavam previstos para locais inadequados, como áreas de preservação, ou não havia demanda.
Editoria de Arte/Folhapress
Temer revisa plano de aviação regional e reduz número de aeroportos que receberão investimentos até 2020
Dos aeroportos que vão receber investimentos, 27 já recebem voos atualmente. Outros 11 estão numa lista que a Associação das Empresas Aéreas publicou em 2012 pedindo prioridade para injeção de recursos por causa do potencial de demanda. Segundo o ministro, a escolha dos aeroportos se deu em acordo com os Estados, bancadas no Congresso e companhias aéreas.
O ministro afirmou ainda que o governo exigirá que as cidades apresentem, na assinatura dos contratos, garantias de que leis locais irão preservar as áreas ao redor dos aeroportos para evitar tornar inviável no futuro o uso dos terminais por causa de construções inadequadas.
Além disso, está em estudo uma parceria com o Sebrae para qualificar gestores, para que eles tenham noções sobre como conseguir empreendimentos para manter a rentabilidade das unidades, já que em geral eles não se sustentam apenas com receitas de tarifas aeroportuárias.
"É necessário buscar fontes de receitas compatíveis com a operação", afirmou Dário Rais, secretário de Aviação Civil do ministério.
O ministro Quintella disse ainda que o governo definirá em breve o sistema de subsídios das passagens aéreas regionais, mecanismo que dará sustentação ao programa. A prioridade será subsidiar passagens na região Amazônica, como estabelecido em lei.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A realidade sobre os sargentos medalhistas nas olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro

Esses atletas nunca foram militares ou serviram às Forças Armadas. Eles receberam título de terceiro sargento e uma pequena ajuda de custo mensal para não precisarem trabalhar e se dedicarem exclusivamente a seus esportes. Não há nisso motivo para apoiar a volta dos militares ao Poder. Esse acordo foi feito ainda no governo Lula como incentivo ao esporte. Nada tem a ver com Bolsonaro. 

Nem 8 nem 80: a real sobre os sargentos medalhistas

Por Atualizado em 17/08/2016
ThiagoBraz_home
Um terço da delegação brasileira nos jogos é composta por sargentos. Entre eles, estão os três medalhistas de ouro: Rafaela Silva, sargento da marinha, Thiago Braz, da aeronáutica e Robson Conceição, também da marinha. Nove dos onze medalhistas, na verdade, são terceiros-sargentos das forças armadas.
Quem tem fetiche político por farda tece loas à disciplina militar pelo feito.
Quem não tem, tende a achar que é tudo farsa, já que ninguém ali é sargento de porcaria nenhuma. Eles são filhotes do “Programa Atletas de Alto Rendimento”: as Forças Armadas pegam o atleta pronto, dão automaticamente uma patente de terceiro-sargento e um salário de R$ 3.200. Em troca, esperam que eles batam continência num eventual pódio. Ninguém ali presta serviço militar. Eles só treinam. E se quiserem, podem usar as instalações dos quartéis para praticar seus esportes – coisa que muitos deles não fazem, já que treinam em clubes.
Ok. A questão aqui é a seguinte: esses dois pontos de vista estão certos. Consequentemente, estão errados também.
Porque esse caso, como todos os casos em que resolvem politizar qualquer coisa, não é 8 nem 80. Primeiro, o programa não é iniciativa de um Bolsonaro da vida, mas do governo Lula, numa parceria que o Ministério do Esporte e o da Defesa firmaram em 2008.
A ideia ali é aproveitar a capilaridade das Forças Armadas. Tem quartel em todo canto. Logo, atletas do Brasil todo passam a ter instalações para treinar – coisa que boa parte deles não tinha. Os salários equivalem a uma carta de alforria para a maior parte deles, já que sem esses R$ 3.200 os atletas sem patrocínio teriam de trabalhar – aí tchau olimpíada. Esses salários custam R$ 18 milhões por ano ao governo. Merreca. Isso é o que a Petrobras gasta em 20 dias com o aluguel de uma única sonda de petróleo. E a empresa opera 45 sondas. O ganho em “Felicidade Interna Bruta” para o país a cada medalha supera fácil um gasto desses.
É isso. Eles não são militares de verdade. Mas nem por isso o apoio das Forças Armadas é puramente midiático – ele faz diferença para os atletas, e proporciona um belo entretenimento para o resto dos brasileiros, a custo baixíssimo, aproveitando a estrutura que Exército, Marinha e Aeronáutica já têm. Aí tem é que bater continência mesmo, mas sem confundir as bolas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Globo continua apostando no talento dos modelos maranhenses, primeiro foi Rômulo Estrela, agora é a vez de Igor Monteiro

Modelo maranhense será Francisco Cuoco jovem em Sol Nascente

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Novela conta, ainda, com Giovanna Antonelli e Bruno Gagliasso no elenco.

O modelo Igor Monteiro. - Divulgação
SÃO LUÍS - Sol Nascente, a próxima novela das seis da Rede Globo - que substituirá Êta Mundo Bom -, terá um astro maranhense em seu elenco. O modelo Igor Monteiro, que venceu mais de cem candidatos em um teste para dar vida à fase jovem do mesmo personagem que será vivido por Francisco Cuoco.
No começo do mês, Igor Monteiro gravou cenas do personagem, chamado de Gaetano de Angeli. Com a assinatura de Walter Negrão, Júlio Fischer e Suzana Pires, Sol Nascente terá a direção geral de Leonardo Nogueira e Marcelo Travesso.
No elenco, estão nomes como Giovanna Antonelli, Bruno Gagliasso, Henri Castelli, Laura Cardoso, Claudia Ohana, Rafael Cardoso, Marcelo Novaes, Aracy Balabanian, entre outros.
Atualmente, o modelo, que vem se preparando na atuação há três anos, é aluno de interpretação do diretor Fernando Leal.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Brasil possui um vulcão e ele é o mais antigo do mundo

Novidade para muitos, Brasil possui um vulcão e ele é o mais antigo do mundo

Descoberto em 2002 e com um diâmetro de 22 km, o vulcão Amazonas, que possui 1,9 bilhão de anos, já foi ativo num passado remoto e oferece risco quase zero de entrar em erupção, mas a natureza é uma caixinha de surpresas!



As crianças brasileiras sempre aprenderam nas escolas que o Brasil é um país único, sem terremotos, tornados ou vulcões, além de uma exuberante natureza. Ao contrário da lenda urbana que afirma sobre a inexistência de vulcões no país, as terras tupiniquins possuem dois exemplares bem camuflados, mas que não passaram despercebidos pelos geólogos.
Localizados nas regiões sudeste e norte do Brasil, eles possuem 'status' diferentes na visão dos estudiosos. O primeiro a ser descoberto foi o vulcão "Amazonas" e o segundo ainda está em fase de avaliação pelos geólogos. Apelidado de "Nova Iguaçu", o suposto novo cone vulcânico ainda não foi confirmado oficialmente como o segundo exemplar brasileiro, mas já é tratado como tal por muitos especialistas.
Além de ser considerado o primeiro e único brasileiro, o vulcão Amazonas é o mais antigo do mundo. Datado de 1,9 bilhão de anos atrás, seu cone chegou a ter 400 metros de altura no auge das erupções e hoje possui uma cratera de aproximadamente 22 km de diâmetro. Localizada entre os rios Jamanxin e Tapajós, numa região que é conhecida como Uatumã, a área é formada por rochas vulcânicas que mostram a potência das antigas erupções. A cidade mais próxima é Itaituba, no Pará.
Afinal, há motivos para preocupação dos brasileiros? Segundo os geólogos, ele está inativo há muito tempo e não há qualquer indício que possa voltar a atividade qualquer dia, porém a natureza é sempre uma caixinha de surpresas.
Ao contrário de seu 'primo' que de fato já foi confirmado pela ciência, o vulcão de "Nova Iguaçu" ainda não é oficialmente o segundo em solo brasileiro, mas está sendo estudado para comprovar a hipótese. Localizado na região da cidade de mesmo nome, o vulcão ainda é uma possibilidade que foi levantada devida a composição do solo do local ser rica em rocha vulcânica, além de piroclástica. Porém, ao contrário do vulcão da Amazônia, o carioca (se existir mesmo!) está extinto e não tem possibilidade de voltar a entrar em erupção.
Se hoje o território brasileiro possui 'apenas' um vulcão, no passado poderia ser chamado de "terra de lava". Todo o gigantesco trecho entre os estados do Amazonas e Santa Catarina era ocupado por dezenas de pequenos e grandes cones que viviam em constante erupção. Este cenário diferente no Brasil ainda é comum no exterior. Atualmente, existem pelo menos 550 vulcões ativos no mundo, sendo que o maior de todos é o Mauna Loa, no Havaí. Ele mede cerca de 5,2 mil km².
  
  
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domingo, 14 de agosto de 2016

“Presidenta” em português é mais antigo que “a presidente”

“Presidenta” em português é mais antigo que “a presidente” o uso fica a critério de cada um. Entre a gramática e a política, melhor confiar mais nos gramáticos que nos políticos.

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A palavra “presidenta” é feminino correto para “presidente“, aceito por todas as gramáticas e presente em dicionários portugueses há séculos. Hoje, “a presidente” é considerada igualmente correto, mas a verdade é que “a presidenta” é forma muito mais antiga e tradicional na língua portuguesa do que “a presidente”.


A palavra presidenta está hoje em todos as gramáticas e dicionários portugueses e brasileiros. Gramáticos contemporâneos, como o professor Pasquale (vejam aqui) concordam: “pode-se dizer a presidente ou a presidenta“.
As gramáticas portuguesas e brasileiras tradicionais – como a Nova Gramática do Português Contemporâneo, do brasileiro Celso Cunha e do português Lindley Cintra, ou a Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara – também concordam: “Quanto aos substantivos terminados em -e, uns há que ficam invariáveis (amante, cliente, doente, inocente), outros formam o feminino com a terminação em “a”: alfaiata, infanta, giganta, governanta, parenta, presidenta, mestra, monja. Observação: “governante”, “parente” e “presidente” também podem ser usados invariáveis no feminino.”
Presidenta” está no Dicionário Aurélio desde a sua primeira edição, em 1975 (ver aqui); está no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras desde a sua primeira edição, em 1932; no Dicionário da Academia Brasileira de Letras; e estava já no primeiro Vocabulário Ortográfico sancionado pela Academia de Lisboa, de Portugal, em 1912 (o vocabulário integral pode ser acessado aqui).
Presidenta já aparecia também em textos de nossos melhores escritores dois séculos atrás: Machado de Assis, por exemplo, usa “presidenta” em Memórias Póstumas de Brás Cubas, sua obra-prima, publicada em 1881 e disponível gratuitamente aqui.
Anos antes, em 1878, o português O Universo Ilustrado narrava o enterro fictício de uma “presidenta”; em 1851, a Revista Popular de Lisboa  também se referia à “presidenta” de uma reunião.
Ainda em Portugal, podemos encontrar presidenta no primeiro vocabulário oficial da língua portuguesa, elaborado em 1912 por Gonçalves Viana (disponível aqui) .
“Presidenta” está também no vocabulário do português Rebelo Gonçalves (1966), e, desde um século antes, no Dicionário de Português-Alemão de Michaëlis (1876), no de Cândido de Figueiredo (1899), no Dicionário Universal / Texto Editores (1995), na primeira edição do Dicionário Lello (1952) e na primeira edição do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora (também de 1952).
Na verdade, ainda antes disso – no ano de 1812 (antes ainda, portanto, da independência do Brasil de Portugal), a palavra “presidenta” já aparece dicionarizada: está no Dicionário de Português-Francês de Domingos Borges de Barros, que viria a ser diplomata e senador. Versão digitalizada do dicionário, de 1812, pode ser acessada aqui.
Por falar em outras línguas: não apenas no francês, mas também nas línguas irmãs do português, o galego e o espanholpresidenta é considerado o feminino mais gramaticalmente correto de “presidente“.
A palavra “presidenta” nada tem a ver, portanto, com Dilma Rousseff ou com o PT, e quem se recusa a usar a palavra por achar que é uma invenção recente de petistas está apenas atestando ignorância em relação à língua portuguesa.

Isso porque a forma “a presidenta” é, na verdade, mais antiga e mais tradicional na língua portuguesa que “a presidente”.

Como se pode ver em todos os dicionários e vocabulários oficiais anteriores a 1940 (por exemplo: aquiaquiaquiaqui, aquiaqui), até a metade do século passado a palavra “presidente” era considerada substantivo exclusivamente masculino, e “presidenta” era o único feminino aceito para “presidente”.

Em outras palavras: apenas a partir de 1940 a forma “a presidente” passou a ser aceita por gramáticos e dicionaristas portugueses e brasileiros. Ou seja: a palavra “presidenta“, dicionarizada desde 1812, é mais antiga e tradicional em português que a forma neutra “a presidente“, apenas dicionarizada a partir de 1940.
A passagem, no século passado, de presidente” como forma exclusivamente masculina para forma neutra baseou-se no mesmo processo de “neutralização de gênero” pelo qual passaram, e vêm até hoje passando, vários outros substantivos portugueses – como “a parente”, que antes antes só se dizia “parenta” -, sobretudo profissões – como “a oficial” (que antes só se dizia “oficiala”), “a cônsul” (que antes só se dizia “consulesa”) ou “a poeta” (que antes só se dizia “poetisa”).
A Revista Veja, por exemplo, deixou de usar a palavra “presidenta” apenas quando Dilma Rousseff chegou ao poder e disse que gostaria de ser chamada assim. Até então, porém, a mesma Veja usava “presidenta”- vide exemplos de edições da década de 1970 (ao se referir à então presidenta deposta da Argentina), de 1980, de 1990 e mesmo 2000.
Do mesmo modo, anos antes de o PT chegar ao poder, os demais órgãos de imprensa usavam “presidenta” – como a Folha de S.Paulo – por exemplo, em 1996 (“Secretária de Turismo de Alagoas e presidenta da Fundação“), 1997 (“Segundo a presidenta da CPI, deputada Ideli Salvatti“), 2003: (“A presidenta da CDU e líder da bancada parlamentar, Angela Merkel, já deixou claro que seu partido não se dispõe a salvar a situação para o governo de Berlim.“), etc.; O Estadão (em 2004:”Empresária de Shakira era presidenta da  companhia“; em 2008: “disse a presidenta da Plataforma, Maribel Palácios“, etc.), o Correio Braziliense, etc.
Em resumo: hoje, é indiferente o uso de “a presidenta” ou “a presidente” – ambas as formas são gramaticalmente corretas e equivalentes.
Mas, ao contrário do que diz o senso comum e do que supõem muitos em sua ignorância, “a presidenta” não é informal, não é uma invenção recente nem é “coisa de feministas” ou “de esquerdistas” (pelo contrário, é a forma mais antiga e tradicional em língua portuguesa).
Um bom exemplo de sensatez, por exemplo, vem do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB – um dos principais opositores de Dilma Rousseff, que, no entanto, nunca deixou de falar “presidenta“, por saber que essa forma é antiga, tradicional e perfeitamente correta em português.
E, para fechar, um videozinho de programa educativo da TV Cultura de 1996, mostrando que ninguém estranhava o uso de “presidenta” no Brasil… até Dilma Rousseff chegar ao poder e pedir para ser chamada assim:




domingo, 7 de agosto de 2016

Complexo Eólico Delta 3 está sendo instalado no litoral maranhense



Complexo Eólico Delta 3

Maranhão será inserido no mapa da energia eólica após operações

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Complexo Eólico Delta 3, que está sendo instalado pela empresa Omega Energia nos municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, litoral maranhense, tem previsão de entrar em operação no segundo semestre de 2017



Energia produzida pela força dos ventos se tornará realidade no estado (Foto: Divulgação)
SÃO LUÍS - No segundo semestre de 2017, o Maranhão deve entrar definitivamente no mapa da energia eólica brasileira com o início das operações do seu primeiro complexo eólico, localizado em Barreirinhas e Paulino Neves, no litoral do estado. Em construção pela Omega Energia desde fevereiro, o Complexo Eólico Delta 3 tem capacidade instalada de 220 megawatts e deve gerar 1 milhão de megawatts/horas por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade com 700 mil habitantes.
O Maranhão mostra seu potencial para geração eólica em um momento de expansão da produção nacional desse tipo de energia. Atualmente, 30% de toda a energia produzida no Nordeste é gerada pelo vento. Em alguns períodos do dia, as usinas eólicas conseguem abastecer até 50% do consumo da região. "O litoral do Maranhão, mais especificamente a área onde estamos instalando o Delta 3, é uma das melhores regiões para a geração de energia eólica. Os ventos constantes e baixa incidência de chuva são uma combinação ideal para viabilizar a implantação de um complexo eólico competitivo, que contribuirá para o desenvolvimento da região e para a melhoria da qualidade da energia", afirma Gustavo Mattos, diretor da Omega Energia.
Vantagens
O Brasil tem uma diversificada matriz energética (com fontes hidráulica, térmica, eólica e biomassa), mas se destaca por sua capacidade de produção de energia a partir de fontes renováveis e limpas.
A energia eólica é renovável, não poluente, e sua implantação não causa impactos relevantes, com ampla possibilidade de mitigação. Além disso, parques eólicos não geram qualquer tipo de resíduo. É uma atividade de baixíssimo impacto ambiental, uma energia totalmente limpa e que tem importante papel para a preservação do meio ambiente e para o crescimento sustentável do país.
Os empreendimentos eólicos têm também a vantagem de ocupar uma área reduzida. De acordo com Gustavo Mattos, menos de 4% da área arrendada será usada para a instalação dos aerogeradores. “Todo o restante ficará intocado, podendo ser utilizado para as mesmas atividades já desenvolvidas anteriormente, como cultivo e criação de animais, e também para preservação ambiental”, diz.
A maioria dos parques eólicos brasileiros está situada em regiões com baixo índice de desenvolvimento e acabam tornando-se um vetor de crescimento para as comunidades onde se instalam. O modelo de arrendamento de terras para a construção dos aerogeradores adotado pela maioria dos empreendimentos do país gera também renda extra para a população. Adicionalmente, a arrecadação de impostos e geração de empregos com a formação de mão de obra local, especialmente na fase de implantação dos projetos, também contribuem para a região de Barreirinhas e Paulino Neves.
Estrada
No caso do Maranhão, o projeto eólico viabilizou a construção de uma estrada de 36 quilômetros entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, um desejo antigo dos moradores da região, que tinham dificuldade para se deslocar e circular mercadorias. A rodovia, fruto da parceria entre a Omega, Governo do Estado e as prefeituras de Barreirinhas e Paulino Neves, deve ser entregue em agosto, com pavimentação em piçarra. A construção desta primeira fase ficou a cargo da Omega. Ao Governo do Estado ficou a responsabilidade pela manutenção da via e sua pavimentação no futuro.
O projeto de melhoria do acesso entre os municípios seguiu o traçado original da estrada que já existia em areia e por onde apenas carros com tração 4x4 conseguiam circular. Com a conclusão da obra, a viagem entre Barreirinhas e Paulino Neves poderá ser feita em carro comum e passou de duas horas para cerca de 40 minutos, contribuindo para o fortalecimento da economia e do turismo da região. A construção da estrada nessa primeira fase durou oito meses, incluindo a construção de duas pontes de concreto e teve a participação de 150 profissionais, dos quais mais de 100 foram contratados na região. A obra foi fiscalizada pelas secretarias estaduais de Infraestrutura e de Meio Ambiente e respeitou os quesitos ambientais.


Estrada
No caso do Maranhão, o projeto eólico viabilizou construção de uma estrada de 36 quilômetros entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, um desejo antigo dos moradores da região, que tinham dificuldade para se deslocar e circular mercadorias.
A rodovia, fruto da parceria entre a Omega, Governo do Estado e as prefeituras de Barreirinhas e Paulino Neves, deve ser entregue em agosto com pavimentação em piçarra. A construção desta primeira fase ficou a cargo da Omega. Ao Governo do Estado ficou a responsabilidade pela manutenção da via e sua pavimentação no futuro.
O projeto de melhoria do acesso entre os municípios seguiu o traçado original da estrada que já existia em areia e por onde apenas carros com tração 4x4 conseguiam circular. Com a conclusão da obra, a viagem entre Barreirinhas e Paulino Neves poderá ser feita em carro comum e passou de duas horas para cerca de 40 minutos, contribuindo para o fortalecimento da economia e do turismo da região.
A construção da estrada nesta primeira fase durou oito meses, incluindo a construção de duas pontes de concreto e teve a participação de 150 profissionais, dos quais mais de 100 foram contratados na região. A obra foi fiscalizada pelas secretarias estaduais de Infraestrutura e de Meio Ambiente e respeitou os quesitos ambientais.
Mais
Trabalho de conscientização
Um trabalho de conscientização dos motoristas quanto ao excesso de velocidade e riscos de acidentes vêm sendo conduzido em conjunto com as prefeituras, Polícia Militar e comunidade local. Como medida adicional visando a segurança, foram implantadas placas de sinalização e redutores de velocidade, com atenção especial às regiões próximas às comunidades.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Governo e ITA assinam convênio de Mestrado Aeroespacial


O governador Flávio Dino assinou, na tarde desta quinta-feira (4), um Termo de Cooperação Técnica e Acadêmica com Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para realização do Mestrado Aeroespacial. O curso de mestrado oferecido pela Uema, contará, no corpo docente, com professores do ITA. Um passo importante para a qualificação de mão-de-obra e para impulsionar a retomada do projeto aeroespacial brasileiro a partir da Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
Durante a assinatura do Convênio, que contou com a participação do reitor da Uema, Gustavo Pereira, e do reitor do ITA, Anderson Correia, o governador Flávio Dino reiterou a importância do mestrado para formação profissional e cientifica que deverá fortalecer o projeto aeroespacial, que está sendo retomada, com novas negociações com os Estados Unidos e China para uso comercial da base de Alcântara.


“A presença do ITA é muito importante porque é a principal instituição acadêmica em nível nacional na área e agora de modo integrado no Maranhão. Essa é a grande novidade, porque nós temos uma iniciativa conjunta das universidades locais do nosso estado com o ITA para formar mão de obra, recursos humanos, que serão utilizados, com certeza, a partir dessa intensificação e retomada do projeto aeroespacial brasileiro. E dessa vez os maranhenses devem estar prontos a participar”, destacou o governador Flávio Dino.
Segundo o reitor do ITA, Anderson Correia, a presença de professores da Instituição aqui no estado vem atender o interesse a Força Área Brasileira, sendo o braço área espacial da Força, o Centro de Lançamento de Alcântara, que vai apoiar na supervisão das pesquisas e dos trabalhos de mestrado que serão feitos na Uema, com apoio do ITA.
“A tendência é que tendo sucesso a gente deve estar dando continuidade. A ideia é que o mestrado apoie no empreendedorismo da região, apoie a criação de serviços especializados, na formação de gente que vai atuar no Centro e nas empresas que trabalham hoje e nas que podem vir a surgir como resultado do trabalho dos profissionais”, destacou o Anderson.
O reitor Gustavo Pereira, explica que a pós-graduação será profissional, tendo na grande área a Engenharia da Computação e Sistemas e a área especifica a Engenharia Aeroespacial, com professores da Uema, ITA e ainda da Universidade Federal do Maranhão e do Instituto Federal de Educação Tecnológico do Maranhão.
“Esse termo de cooperação assinado hoje pela Uema com ITA vai permitir o oferecimento de uma turma especial do Mestrado de engenharia da computação, uma linha de concentração nova na área de engenharia aeroespacial. Há de se considerar que temos aqui o centro de lançamento de Alcântara, que é um vetor estratégico de desenvolvimento do nosso estado. É um passo importantíssimo que estamos dando e tem a plena convicção que o estado do Maranhão se tornará, em pouco tempo, uma grande referência na formação de profissionais nessa área de desenvolvimento do país”, destacou o reitor, lembrando que ainda este semestre será lançado a seleção e matricula para que se inicia no início do próximo ano as aulas.

Intolerância religiosa é crime. Crer ou não crer é um direito de todos

Intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade

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O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis e imprescritíveis
Juliana Steck
Celebração no Rio de Janeiro pede respeito à liberdade religiosa, em 21 de janeiro, com presença de adeptos de diversas tradições de fé
A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana. O agressor costuma usar palavras agressivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, deuses e hábitos da religião. Há casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, destruindo imagens, roupas e objetos ritualísticos. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode incluir violência física e se tornar uma perseguição.
Crítica não é o mesmo que intolerância. O direito de criticar encaminhamentos e dogmas de uma religião, desde que isso seja feito sem desrespeito ou ódio, é assegurado pelas liberdades de opinião e expressão. Mas, no acesso ao trabalho, à escola, à moradia, a órgãos públicos ou privados, não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião. Isso também se aplica a transporte público, estabelecimentos comerciais e lugares públicos, como bancos, hospitais e restaurantes.
Presidente da CDH, Ana Rita faz duras críticas ao deputado Marco Feliciano
Ainda assim, o problema é frequente no país. Algumas denúncias se referem à destruição de imagens de orixás do candomblé ou de santos católicos. Ficou famoso no Brasil o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Sérgio Von Helder, que, em 1995, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional de TV. Há também casos de testemunhas de Jeová que são processadas por não aceitarem que parentes recebam doações de sangue, de adventistas do Sétimo Dia a quem não são dadas alternativas quando não trabalham ou não fazem prova escolar no sábado, e de medidas judiciais que impedem sacrifício de animais em ritos religiosos, entre outros.
Em janeiro, a TV Bandeirantes foi condenada pela Justiça Federal de São Paulo por desrespeito à liberdade de crenças porque, em julho de 2010, exibiu comentários do apresentador José Luiz Datena relacionando um crime bárbaro à “ausência de Deus”. “Um sujeito que é ateu não tem limites. É por isso que a gente vê esses crimes aí”, afirmou o apresentador. A emissora foi condenada a exibir em rede nacional, no mesmo programa, esclarecimentos sobre diversidade religiosa e liberdade de crença.
Recentemente têm provocado reações algumas ­declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP). Pastor evangélico, ele escreveu no Twitter que africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousam maldições como paganismo, misérias, doenças e fome. A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), se manifestou a respeito.
— São declarações e atitudes que instigam o preconceito, o racismo, a homofobia e a intolerância. Todas absolutamente incompatíveis e inadequadas para a finalidade do Legislativo — disse.
Denúncias cresceram mais de 600% em um ano; crenças de matriz africana são as que mais sofrem ataques
A quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República cresceu mais de sete vezes em 2012 em relação a 2011, um aumento de 626%. A própria secretaria destaca, no entanto, que o salto de 15 para 109 casos registrados no período não representa a real dimensão do problema, porque o serviço telefônico gratuito da secretaria não possui um módulo específico para receber esse tipo de queixa. Ou seja, muitos casos não chegam ao conhecimento do poder público. A maior parte das denúncias é apresentada às polícias ou órgãos estaduais de proteção dos direitos humanos e não há nenhuma instituição responsável por contabilizar os dados nacionais.
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir) também não possui dados específicos sobre violações ao direito de livre crença religiosa. No entanto, o ouvidor do órgão, Carlos Alberto Silva Junior, diz que o número de denúncias de atos violentos contra povos tradicionais (comunidades ciganas, quilombolas, indígenas e os professantes das religiões e cultos de matriz africana) relatadas à Seppir também cresceu entre 2011 e 2012.
Caminhada no Dia Contra Intolerância Religiosa, em Fortaleza. Data foi criada em 2007, após morte de líder do candomblé difamada por jornal evangélico
Muitas agressões são cometidas pela internet. Segundo a associação ­SaferNet, em 2012, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos ­recebeu 494 ­denúncias de intolerância religiosa praticadas em perfis do Facebook. O mundo virtual reflete a situação do mundo real. De 2006 a 2012, foram 247.554 denúncias ­anônimas de páginas e perfis em redes sociais que continham teor de intolerância religiosa.
Ministra da Seppir, Luiza Bairros ressalta a gravidade das agressões
A tendência é de queda: de 2.430 páginas em 2006 para 1.453 em 2012. Mas a tendência não significa que o número de casos reportados de intolerância religiosa tenha diminuído. “Uma das razões é a classificação feita pelo usuário. Mesmo páginas reportadas por possuir conteúdo racista, antissemita ou homofóbico têm, também, conteúdo referente à intolerância religiosa”, explica Thiago Tavares, coordenador da central.
Os dados foram ­divulgados pela Agência Brasil este ano no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro. A data foi instituída em 2007 pela Lei 11.635, em homenagem a Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, do terreiro Axé ­Abassá de Ogum, de Salvador. A religiosa do candomblé sofreu um enfarte após ver sua foto no jornal ­evangélico Folha Universal, com a manchete “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a indenizar os herdeiros da sacerdotisa.
A ministra da Seppir, Luiza Bairros, disse, nas comemorações de 21 de janeiro, que os ataques a religiões de matriz africana chegaram a um nível insuportável. “O pior não é apenas o grande número, mas a gravidade dos casos. São agressões físicas, ameaças de depredação de casas e comunidades. Não se trata apenas de uma ­disputa religiosa, mas também de uma disputa por valores civilizatórios”, disse.
Na ocasião, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República lançou um comitê de combate à intolerância religiosa. A ­iniciativa pretende promover o direito ao livre exercício das práticas religiosas e auxiliar na elaboração de políticas de afirmação da liberdade religiosa, do respeito à diversidade de culto e da opção de não ter religião.
O comitê terá 20 integrantes, sendo 15 deles representantes da sociedade civil com atuação na promoção da diversidade religiosa. Ainda sem data definida para começar efetivamente a funcionar, o comitê depende de um edital que selecionará os integrantes.
Perseguição policial até os anos 1960
O Brasil é um país laico. Isso significa que não há uma religião oficial e que o Estado deve manter-se imparcial no tocante às religiões. Porém, sendo um país de maioria cristã, práticas religiosas africanas foram duramente perseguidas pelas delegacias de costumes até a década de 1960.
Como agir
No caso de discriminação religiosa, a vítima deve
ligar para a Central de Denúncias (Disque 100) da
Secretaria de Direitos Humanos.
Também deve procurar uma delegacia de polícia
e registrar a ocorrência. O delegado tem o dever de
instaurar inquérito, colher provas e enviar o relatório
para o Judiciário. A partir daí terá início o processo penal.
Em caso de agressão física, a vítima não deve
limpar ferimentos nem trocar de roupas — já que
esses fatores constituem provas da agressão —
e precisa exigir a realização de exame de corpo de delito.
Se a ofensa ocorrer em templos, terreiros, na
casa da vítima
, o local deve ser deixado da maneira
como ficou para facilitar e legitimar a investigação das
autoridades competentes.
Todos os tipos de delegacia têm o dever de averiguar
casos dessa natureza, mas em alguns estados há
também delegacias especializadas. Em São Paulo,
por exemplo, existe a Delegacia de Crimes Raciais e
Delitos de Intolerância (veja o Saiba Mais).
No período colonial, as leis puniam com penas corporais as pessoas que discordassem da religião imposta pelos escravizadores. Decreto de 1832 obrigava os escravos a se converterem à religião oficial. Um indivíduo acusado de feitiçaria era castigado com pena de morte. Com a proclamação da República, foi abolida a regra da religião oficial, mas o primeiro Código Penal republicano tratava como crimes o espiritismo e o curandeirismo.
A lei penal atual, aprovada em 1940, manteve os crimes de charlatanismo e curandeirismo.
Até 1976, havia uma lei na Bahia que obrigava os templos das religiões de origem africana a se cadastrarem na delegacia de polícia mais próxima. Na Paraíba, uma lei aprovada em 1966 obrigava sacerdotes e sacerdotisas dessas religiões a se submeterem a exame de sanidade mental, por meio de laudo psiquiátrico.
Muitas mudanças ocorreram até 1988, quando a Constituição federal passou a garantir o tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças.
O texto constitucional estabelece que a liberdade de crença é inviolável, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos. Determina ainda que os locais de culto e as liturgias sejam protegidos por lei.
Já a Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso. O crime de discriminação religiosa é inafiançável (o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade) e imprescritível (o acusado pode ser punido a qualquer tempo).
A pena prevista é a prisão por um a três anos e multa.
Restrições religiosas atingem 75% da população mundial
Uma pesquisa mundial feita em 2009 e 2010 indicou o aumento da intolerância religiosa. Segundo o Instituto Pew Research Center, com sede nos Estados Unidos, 5,2 bilhões de pessoas (75% da população mundial ) vivem em locais com restrições a crenças.
No período, passou de 31% para 37% a proporção de países com nível elevado ou muito alto de restrições. Entre os países com as maiores restrições governamentais (leis, políticas e ações para limitar práticas religiosas), estavam Egito, Indonésia, Arábia Saudita, Afeganistão, China, Rússia e outros que somaram 6,6 pontos ou mais em um índice de máximo 10. O Brasil aparece, junto com Austrália, Japão e Argentina, em nível baixo, entre os países com 0 a 2,3 pontos.
Mesmo nos países com nível moderado ou baixo de restrições, houve aumento da intolerância. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve uma proposta — ­rejeitada pela Justiça — de declarar ilegal a lei islâmica. Na Suíça, foi proibida a construção de novos minaretes (torres em mesquitas). O aumento dessas restrições foi atribuído a fatores como crescimento de crimes e violência motivada por ódio religioso.
Projetos modificam Código Penal e regulamentam a Constituição
Entre as propostas em tramitação no Congresso para combater a intolerância religiosa, está o PLC 160/2009, que dispõe sobre as garantias e os direitos fundamentais ao livre exercício da crença, à proteção aos locais de cultos religiosos e liturgias, e à liberdade de ensino religioso, buscando regulamentar a Constituição. O projeto, do deputado George Hilton (PRB-MG), está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). O relator, Eduardo Suplicy (PT-SP, foto), propôs audiência, ainda não agendada, para debater o texto.
O assunto vem sendo discutido também no âmbito da proposta de reforma do Código Penal, tema de comissão especial do Senado. Um grupo de juristas preparou o anteprojeto, posteriormente apresentado como projeto (PLS 236/2012) por José Sarney (PMDB-AP). A intolerância religiosa está relacionada a assuntos do código, como os crimes contra os direitos humanos e os que podem ser praticados pela internet.
Saiba mais
Lei 9.459/1997, que considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões
http://bit.ly/lei9459
Cartilha da Campanha em Defesa da Liberdade de Crença e contra a Intolerância Religiosa
http://bit.ly/cartilhaCEERT
Mapa da intolerância religiosa e violação ao direito de culto no Brasil
http://bit.ly/mapaIntolerancia
Novo Mapa das Religiões
http://bit.ly/mapaReligioes
Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo
Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar, bairro Luz, São Paulo, SP
Tel: (11) 3311-3556/3315-0151 ramal 248
Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos no Rio de Janeiro
Tel: (21) 2334-9550
Veja as edições anteriores do Especial Cidadania em www.senado.leg.br/jornal
Jornal do Senado
(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)

Lençóis Maranhenses: um dos mais belos cartões postais do Brasil


Roteiro Lençóis Maranhenses: um dos mais belos cartões postais do Brasil


Saudações amigos viajantes!
lençóis maranhenses
Admirando o por do sol nos lençóis maranhenses
Os Lençóis Maranhenses compõem um dos mais lindos cenários do nordeste brasileiro. Repleto de lindas paisagens, suas dunas de areias brancas entremeadas entre pequenos lagos fazem do lugar um dos principais cartões postais brasileiros. Acabamos de retornar de nossa viagem com um sabor de quero mais. A seguir, separamos para vocês as principais dicas dessa viagem sensacional. Se você pretende conhecer os lençóis maranhenses, não deixe de dar uma conferida nesse roteiro até o final.
O Parque Nacional Lençóis Maranhenses é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região nordeste do estado do Maranhão. O território do Parque está distribuído pelos municípios de Barreirinhas, Primeira Cruz e Santo Amaro do Maranhão. O parque é formado por ecossistemas de mangues, restingas e dunas, associando ventos fortes e chuvas regulares.
Barreirinhas
Município de Barreirinhas – “porta de entrada” para os Lençóis Maranhenses
Crianças recitando poema de Gonçalves Dias
Crianças recitando poema de Gonçalves Dias
Como Chegar:
De São Luís até barreirinhas, são cerca de 254 km de estrada. Se você optar por alugar um veículo, gastará cerca de 3 horas e meia de viagem. Se optar por ir de ônibus, a empresa Cisne Branco (http://www.cisnebrancoturismo.com.br) possui diversos horários saindo do Terminal Rodoviário e a passagem custa R$ 44,00 (atualizado em 04/01/16). Outra opção é ir de Van/Transfer. A Empresa SLZ Turismo – (98) 3236-6056 – oferece saídas diárias do aeroporto às 08:00 a.m e a passagem custa R$ 60,00.
Lençóis Maranhenses
Como chegar em Barreirinhas
Se for uma viagem de casal, fizemos um comparativo entre os preços para os três tipos de viagem.
· Carro: diária: 68,20 x 4 diárias = R$ 272,80
             Gasolina: Aproximadamente R$ 150,00
             Total: R$ 422,80
             Total por pessoa: R$ 211,40
· Van: Passagem: R$ 60 x 2 (ida e volta): R$ 120,00
· Ônibus: Passagem: R$ 44 x 2 (ida e volta): R$ 88,00
Melhor época:
A melhor época para conhecer os Lençóis Maranhenses é entre maio a agosto, período em que as chuvas enchem as lagoas. Como fomos no final de dezembro, as lagoas estavam secas, com exceção da Lagoa Esperança, que é perene. Mesmo estando secas, as paisagens ainda são incríveis, mas se seu objetivo é conhecer outras lagoas, recomendo não ir nesse período.
lençóis maranhenses
Melhor época para ver os lagos: entre os meses de maio a agosto. Créditos: @morenarosaoficial
O que visitar:
As agências de turismo em Barreirinhas oferecem alguns passeios, ideais para quem pretende fazer um roteiro de 4 a 5 dias. Indico a agência de turismo K-beça. Foram pontuais e não tivemos nada a reclamar. Começarei pelos passeios que fizemos e, a seguir, detalharei um pouco sobre eles.
Captura de Tela 2016-01-10 às 14.18.24
· 1º dia: Pequenos Lençóis (Vassouras, Mandacaru e Caburé):
Esse passeio começa pelo Rio Preguiça, onde se inicia o percurso em uma voadeira (barco a motor). Fechamos um passeio privativo por R$ 350,00 (6 pessoas), mas as empresas costumam cobrar cerca de R$ 60,00 por pessoa. Começa por volta das 09:00 e termina por volta das 16:00. São 3 paradas ao longo do passeio. A primeira em Vassouras, região formada por dunas conhecidas como Pequenos Lençóis. Nessa região é possível avistar e fotografar pequenos macacos que ficam esperando vocês alimentá-los.
Dicas Lençóis Maranhenses
1ª Parada: Visitar os Pequenos Lençóis Maranhenses
roteiro lençóis maranhenses
Macaco-prego se alimentando de um pedaço de banana
dicas lençóis maranhenses
Passeio pelas dunas
A segunda parada é em Caburé, um pequeno vilarejo próximo da foz (região onde o mar se encontra com o mar). Lá paramos para almoçar, fizemos um passeio de quadriciclo (R$ 50,00 por meia hora) e tomamos banho de mar.
o que fazer nos lençóis maranhenses
Caburé – Parada para almoço
dicas lençóis maranhenses
Passeio de quadriciclo em Caburé
Dica importante: infelizmente passei por uma decepção com a empresa de turismo desse dia (Malibu). Antes de iniciar o passeio, havíamos perguntado se seria possível o guia nos levar até Atins, um pequeno vilarejo de pescadores com lindas paisagens e famoso por ter um dos camarões mais deliciosos do Brasil: O camarão da Luzia.
O guia disse que seria muito inviável, que demoraria horas para chegar até o local e que não seria possível. Depois fomos descobrir que Atins fica muito perto de Caburé e que várias pessoas conseguem ir até lá oferecendo um acréscimo em dinheiro para o guia. No entanto o nosso foi irredutível. Alguns me disseram que eles recebem comissão do restaurante de Caburé. Portanto, tente negociar antes de fechar o passeio. Digam que só irão se forem até Atins.
Por volta das 15 horas, partimos em direção à terceira parada: Mandacaru. É um pequeno vilarejo onde se encontra o Farol de Preguiças, um farol administrado pela Marinha do Brasil. É uma parada bem rápida, mas vale a pena porque você tem uma vista mais panorâmica do alto.
O que visitar nos lençóis maranhenses
Farol Preguiças
Roteiro lençóis maranhenses
Vista do Farol Preguiças
· 2º dia: Grandes Lençóis (Lagoa Esperança):
O povo em Barreirinhas costuma brincar que é de lá que vem o ditado: “ A esperança é a última que morre”, pois é a única lagoa que não seca. Conforme dito anteriormente, viajamos numa época em que os lagos estão secos. Mas se você for na época das chuvas, não deixe de conhecer as lagoas Bonita e Azul.
o que visitar nos lençóis maranhenses
Lagoa Bonita – foto de Cinthia Monaco @ci_mochileira – Siga-a no instagram
Este passeio custa R$ 70,00 por pessoa e saem pela manhã ou à tarde. Particularmente preferi o da tarde, pois é possível contemplar o belíssimo pôr do sol, um dos mais bonitos que já presenciei. Se você gosta de aventuras, o trajeto até a lagoa esperança é bem radical. O motorista segue um longo trajeto de trilhas de areias (cerca de 1h e 30 min) numa 4×4 numa velocidade considerável! Parecia que estava num Rally! Valeu a pena!
o que visitar nos lençóis maranhenses
Passeio de 4×4 até a Lagoa Esperança – Um verdadeiro Rally pelas areias
o que visitar nos lençóis maranhenses
Famiíla passeando pelas dunas
o que visitar nos lençóis maranhenses
Lagoa Esperança – Esta lagoa possui água em qualquer época do ano
roteiro lençóis maranhenses
Por do sol na Lagoa Esperança.
dicas lençóis maranhenses
Um dos mais lindos por do sol já visto
· 3º dia: Passeio de Quadriciclo:
É um passeio que dura o dia inteiro e custa cerca de R$ 350,00 (leva até duas pessoas). Sai as 10:00 e o trajeto é composto por trilhas em meio à vegetação, dunas, campos e praia. O percurso tem cerca de 50 km, passando pelos Pequenos Lençóis e chegando em Caburé e é feito por fora da área do Parque Nacional.
o que fazer nos lençóis maranhenses
Passeio de quadriciclo passando por Caburé
· 4º dia: Passeio ao Canto de Atins e à Lagoa Verde:
Caso decida ir na época em que as lagoas estejam cheias, é um passeio que vale a pena. É feito de jardineira (4×4) até o início da trilha que leva até a Lagoa Verde. A trilha dura cerca de 1 hora passando pelas dunas e algumas pequenas lagoas. Depois você tem cerca de 1 hora e meia para curtir a paisagem e se refrescar na lagoa. Em seguida, você é levado até Atins, no restaurante da Luzia, famoso por ter os camarões mais deliciosos do Brasil. Valor: R$ 100,00 e o restaurante é a parte. Saída as 08:00 e retorno às 18:00.
lençóis maranhenses
Lagoa Verde – Foto de Claudio Bezerra @cbezerraphotos Siga-o no instagram e conheça sua linda galeria
Onde se Hospedar:
Nos surpreendemos com a Pousada Chykos, que fica a cerca de 10 km do centro de Barreirinhas. Apesar de ser um pouco mais afastada do centro, ela oferece ótimas acomodações. Fomos muito bem atendidos e o café da manhã é excelente. Possui quartos para casais por R$ 200,00 com ar condicionado e nós conseguimos fechar um quarto família (6 pessoas) por R$ 315, ou seja, cerca de R$ 52,00 por pessoa a diária.
onde ficar em barreirinhas
Pousada Chykos
Além disso, logo em frente a pousada há um restaurante e é possível tomar banho nas águas do Rio Preguiça. Perfeito para esperar e se refrescar até a hora do passeio!
Onde comer:
Recomendamos o Restaurante e Pizzaria A Canoa, que, inclusive, é muito bem conceituado no tripadvisor. Fica na Av Beira Rio. Adoramos a pizza e o preço é bem acessível (R$ 38,00 uma pizza grande). A rua fica bem movimentada e da varanda era possível ver e ouvir um grupo de forró. Muito agradável!
onde comer em Barreirinhas
Restaurante A Canoa – Lugar muito agradável na Av Beira Rio
Dicas Complementares:
– Em Barreirinhas não há Banco do Itaú. Encontramos somente Bradesco, Banco do Brasil e Caixa. Restaurantes geralmente aceitam cartão, mas alguns passeios só aceitam dinheiro em espécie.
  • Não deixe de experimentar as frutas típicas da região: Caju, Cajá, Bacuri, Cupuaçu, Açaí, Graviola. Alguns estabelecimentos vendem deliciosos sorvetes artesanais.
  • Procure usar roupas leves e não esqueça do protetor solar. Se possível carregue uma garrafa de água mineral para os passeios, pois o calor é muito forte.
Espero que tenham gostado do roteiro. Sigam nosso instagram: @tripaddicits (www.tripaddicts.com/tripaddicts) e use #tripaddicts em suas fotos para ser destaque em nosso perfil. Quer aprender a tirar fotos iradas em suas viagens? Confira a sessão dicas de fotografias clicando aqui. Um abraço e até a próxima!
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Lençóis Jazz & Blues Festival começa hoje

Dias de jazz e blues em Barreirinhas

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Lençóis Jazz & Blues Festival começa hoje e a principal atração do evento é o cantor Paulinho Moska, que se apresenta sábado em show à beira do rio Preguiças; dias 12 e 13 o festival acontecerá em São Luís

Moska é uma das atrações mais esperadas do evento (Foto: Divulgação)
A 8ª edição do Lençóis Jazz & Blues Festival começa hoje na cidade de Barreirinhas, porta de entrada dos Lençóis Maranhenses. Serão 17 shows, seis oficinas de música - quatro delas em Barreirinhas e duas em São Luís -, uma palestra, duas exposições de fotografia e três jams sessions. A programação é gratuita. Em São Luís, o evento acontece nos dias 12 e 13 na Praça Maria Aragão.
Em Barreirinhas o evento ocorre hoje, amanhã e domingo, com shows à beira do Rio Preguiças. Para abrir o evento, se apresentam Carlos Malta Quarteto, às 20h; seguido por Liz Rosa Trio, às 21h15; e Camila Boeuri, às 22h30.
Carlos Malta é multi-instrumentista, compositor, orquestrador, educador e produtor. Lançou vários CDs, entre eles “Rainbow”, em duo com o violoncelista suíço Daniel Pezzotti, indicado ao Prêmio Sharp. Logo após, sobe ao palco Liz Rosa Trio. A cantora potiguar Liz Rosa lançou, em 2012, seu álbum de estreia, com arranjos concebidos por Ricardo Silveira. Atualmente, a cantora comemora a repercussão da turnê europeia, com o show “Cai Dentro” - o mesmo que ela apresentará no Lençóis Jazz & Blues Festival.
A noite será encerrada com Camila Boueri. A maranhense iniciou sua atividade musical em 2008. Ela atuou em algumas bandas e investiu em soul music, com repertório cover de cantoras como Adele, Joss Stone, Amy WhineHouse, Aretha Franklin, entre outras. Prepara, para este ano, seu primeiro CD solo.
Moska
Mas é no sábado que o evento promete movimentar Barreirinhas. Isto porque integra a programação o cantor e compositor Paulinho Moska, que encerra o segundo dia do evento. Nesta noite também se apresentam Sérgio Galvão, às 20h; e Rodrigo Nézio, às 21h15.
Com 20 anos de carreira solo, Moska é dono de sucessos como “O Último Dia”, “A Seta e o Alvo”, “Pensando em Você” e “Tudo Novo de Novo”, entre outros. Um dos nomes mais aguardados desta edição do Lençóis Jazz & Blues Festival, Paulinho Moska traz para o Maranhão um show intimista, de voz e violão. “A Idade do Céu”, “Lágrimas de Diamantes”, “Namora Comigo”, “Somente Nela”, “Admito que perdi”, só para citar algumas das canções de seu repertório que traz ainda “Tudo que acontece de ruim é para melhorar”, que integra a trilha sonora da novela “Êta Mundo Bom!”, da Rede Globo.
Já no domingo, último dia do festival, passarão pelo evento o maranhense Marconi Rezende, às 20h; Nicolas Krassik e Mestrinho às 21h15 e André de Sousa MB, às 22h15.
Além dos shows, haverá uma programação paralela com oficinas, palestras e exposições. A mostra fotográfica “Música no Olhar”, do Clube de Fotografia Poesia do Olhar, traz a música como inspiração e será montada durante todos os dias do festival, na Praça do Trabalhador.
Serviço
O quê
Lençóis Jazz & Blues Festival
Quando
Hoje, amanhã e domingo e dias 12 e 13 deste mês
Onde
Barreirinhas e São Luís, respectivamente
Entrada gratuita

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

UFMA E ITA: PARCERIA PELO MARANHÃO

 UFMA E ITA: PARCERIA PELO MARANHÃO

O Centro de Lançamentos de Alcântara - CLA, que até hoje ficou à deriva por decisões equivocadas das autoridades federais brasileiras é fator fundamental para o desenvolvimento do Maranhão. Temos que ter a consciência da sua enorme importância para o desenvolvimento científico e tecnológico do nosso estado, prestigiá-lo e apoiá-lo. É o que estou procurando fazer na Câmara com o apoio da bancada maranhense. Para tanto, estou criando a Frente Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamentos de Alcântara, a fim de dar a esse importante projeto um canal parlamentar em sua defesa e reforço.

Sem o CLA, nós não seríamos levados a sério na pretensão de criarmos uma escola engenharia de nível mundial, como a do Instituto Tecnológico da Aeronáutica que, junto com o Centro de Lançamentos de Alcântara, criarão as condições indispensáveis para atrair e desenvolver ali um grande Polo de Tecnologia, como o de São José dos Campos ou o de Toulouse na França.
O Comando da Aeronáutica encarregou Pedro Teixeira Lacava, Professor do Departamento de Propulsão, Subchefe da Divisão de Engenharia Aeronáutica do ITA e dono de um currículo muito importante no setor, para fazer um estudo que subsidiará uma proposta preliminar sobre a implementação de um curso de engenharia aeroespacial no Maranhão. A proposta se concentrou na formatação do curso e necessidades envolvidas.

Depois de uma conceituação técnica dos cursos de engenharia aeronáutica e aeroespacial (que no quinto e sexto períodos do ITA são comuns para os alunos das duas vertentes), o professor Lacava passa a discutir o nosso curso. Vejamos o que ele diz:

“O estado do Maranhão já faz parte do mapa da atividade espacial brasileira por meio do Centro de Lançamentos de Alcântara-CLA, parte integrante do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - DCTA. Apresenta-se, portanto, como oportuna a possibilidade de formação de pessoal qualificado no estado para que se atenda às necessidades do Centro de Lançamento ou de outros atores do Programa Espacial Brasileiro.
A presente proposta inicial de formação do curso de Engenharia Aeroespacial segue as premissas descritas na sequência.

1. Em geral, os cursos de Engenharia Aeroespacial, no que se referem à parte de espaço, focam em tópicos relacionados a veículos lançadores e satélites e pouco sobre as atividades ligadas a Centros de Lançamentos. O diferencial sobre os demais cursos, é que neste novo curso pretende-se dar ênfase também a esse último tópico.

2. Apesar da ideia principal ser guiar a formação do aluno para capacitá-lo para atuação no setor espacial, é importante que ele também tenha uma formação mais ampla em aeronáutica e espaço. Diferentemente de outras engenharias, como Mecânica, Eletrônica, Civil, entre outras, a Engenharia Aeroespacial é bastante específica, o que restringe as possibilidades de atuação no setor. Assim, apesar do foco na atuação espacial, é importante que o aluno se sinta confortável em perceber que sua formação lhe permita atuar em outras oportunidades do setor aeroespacial.

3. Também é preciso que o curso esteja ancorado em alguma instituição de ensino público do Estado do Maranhão. Com isso, pode-se aproveitar a infraestrutura e pessoal para a parte fundamental - os dois primeiros anos do curso, ou quatro semestres, são chamados de fundamental - necessária a qualquer engenharia (física, química, matemática e humanidades); além do uso de mecanismos de contratação de professores.

Dentro do contexto apresentado, o curso proposto seria de cinco anos, divididos em dez semestres. Os dois primeiros anos seriam dedicados a parte fundamental, especialmente focados em matemática, física e química. O terceiro ano dedicado às disciplinas técnicas comuns aos temas de aeronáutica e espaço. O quarto e o quinto anos dedicados às disciplinas técnicas específicas para área espacial. No quinto, além de disciplinas, o aluno ainda possui as atividades de estágio e Trabalho de Graduação - TG”.
O professor prossegue o seu alentado trabalho descrevendo os cursos, cada disciplina de cada semestre, as necessidades de professores, laboratórios, instalações físicas, etc.

E conclui assim: “Dada a existente relação do estado do Maranhão com o Programa Espacial Brasileiro, por abrigar o Centro de Lançamentos de Alcântara – CLA, a criação no estado de um curso de Engenharia Aeroespacial faz sentido e o direcionamento para se formar especialistas em centros de lançamento pode ser um diferencial em relação a outros cursos existentes no Brasil. Este diferencial também se torna uma justificativa forte para a sua criação”.

Ele diz ainda que o curso deve oferecer 10 vagas na sua primeira seleção e que deve prevalecer a qualidade ao invés da quantidade, porque a atividade aeroespacial exige pessoas altamente qualificadas. Enfatiza ainda a importância do CLA na formação dos engenheiros. Fala que o ITA poderá deslocar seus docentes para o Maranhão para ministrar algumas matérias de forma concentrada, ou aulas por intermédio de vídeo conferência. Diz que no começo os alunos poderiam passar algumas semanas em São José dos Campos, onde poderiam desfrutar de aulas de laboratórios no ITA e visita aos demais institutos do DCTA, como IAE e IEAv. E também o ITA poderá dar uma importantíssima contribuição na formação dos professores contratados ou a contratar, criando cursos de especialização, mestrado e doutorado ou até mesmo um programa de pós-doutorado.
Esse trabalho muito importante do professor Lacava foi revisado pelo Reitor do ITA, professor Dr. Anderson Ribeiro Correa, pelo ex-reitor Prof. Dr. Fernando Toshinori Sakane e pelo Prof. Dr. Flávio Luiz da Silva Bussamra, Chefe da Divisão de Engenharia Aeroespacial. Portanto, é um documento do ITA.

Na última sexta-feira, a convite da Prof. Dr. Nair Portela, Reitora da UFMA, estive com ela para detalharmos as providências que precisamos tomar para o funcionamento da nova instituição. O parecer do Prof. Dr. Lacava é um roteiro precioso para esse fim. Precisamos agora fazer os projetos dos laboratórios, instalações prediais, formação do corpo docente e demais providências. Para isso, temos a emenda impositiva decidida pela bancada federal do Maranhão na LDO. Ou seja, os custos que serão apurados permitirão um aporte de recursos oriundos do orçamento da União do ano que vem, fundamental para a implantação do nosso ITA.

E por fim, mudando de assunto, quero agradecer ao ministro da Saúde Ricardo Barros pelo atendimento do meu pedido em favor de Tuntum. Trata-se da revitalização de uma portaria de dois milhões de reais para aquele município que havia sido anulada junto com outras no início do governo Temer.

Muito obrigado, ministro!

http://josereinaldotavares.blogspot.com.br/

UFMA é a 19ª instituição das Américas com maior crescimento em produção científica



UFMA está entre as 20 instituições das Américas com maior crescimento em produção científica

Publicado em: 01/08/2016
Foto UFMA está entre as 20 instituições das Américas com maior crescimento em produção científica
SÃO LUÍS - A Universidade Federal do Maranhão figura entre as vinte universidades/instituições das Américas que mais tiveram avanço em atividades de pesquisa de alto impacto nos últimos anos, em Ciências Naturais, no período de 2012 a 2015, de acordo com o ranking do NATURE INDEX, alcançando o status de “RISING STAR” (Estrela Ascendente) no ranking de 2016.
O NATURE INDEX é constituído por um conjunto de artigos científicos publicados anualmente em um seleto grupo de jornais de alta qualidade. Com escopo em Ciências Naturais, proporciona um painel indicativo que engloba mais de 45 mil instituições em todo o mundo no que concerne à produção de alto impacto e qualidade em Física, Química, Ciências de Materiais, Geociências, Ciências Ambientais, Ecologia e Ciências da Vida em geral.
O índice é atualizado anualmente, contabilizando as publicações no período de um ano. O índice de 2016 foi construído com artigos publicados entre 1º de maio/2015 a 30 de abril/2016. Para conhecer a lista de periódicos que compõem a base do NATURE INDEX, acesse: http://www.natureindex.com/faq. Nesse ranking, as instituições são classificadas pelo WFC, índice fracionado que mede a contribuição de cada instituição nas produções consideradas.
O índice classifica tanto instituições quanto países. No ranking de 2016, o Brasil aparece na 24ª posição mundial no que concerne à produção de alta qualidade, com 991 produções contabilizadas. Destas, 760 advêm da área de Física, 160 das Ciências da Vida, 45 das Ciências Ambientais e 93 artigos da área de Química.
Segundo o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Fernando Carvalho Silva, vice-reitor no exercício da reitoria, houve avanços sensíveis na produção científica de alta qualidade. “A UFMA saltou da 32ª posição entre as instituições brasileiras, em 2013, para a 19ª, em 2016”, revelou.
A UFMA também está em 19ª posição na lista das “rising stars”/2016 das Américas do Sul e Central, atribuição dada às instituições que apresentaram crescimento mais acentuado na produção científica de alta qualidade.
O crescimento da UFMA no NATURE INDEX está fortemente atrelado às publicações na área de Física, que tem recebido grande destaque nesse ranking.
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Quer ver uma iniciativa bacana do seu curso divulgada na página oficial da UFMA? Envie informações à Ascom por WhatsApp (98) 98408-8434.
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Revisão: Débora Santos