quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Caema toma medidas que visam à despoluição das praias de São Luís

 
Companhia está juntando documentos comprobatórios que serão apresentados ao MPF, que deu prazo de 30 dias à empresa.
 
Vanessa Correa
Da equipe de O Estado
 
A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) está juntando documentos que comprovam ao Ministério Público Federal (MPF) que a companhia está tomando todas as medidas necessárias à despoluição das praias do município de São Luís e implantação de sistemas de esgoto adequado, que já está em andamento e é composto de três fases. Foi dado pelo MPF, por meio da Justiça Federal do Maranhão, 30 dias à empresa para a comprovação do atendimento das exigências, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A Caema se pronunciou na manhã de ontem por nota sobre o prazo dado pelo MPF para cumprimento de uma sentença expedida pela 6ª Vara Federal do Maranhão em 2008, quando a empresa foi condenada a adotar sistemas adequados de tratamento de esgoto e despoluição das praias da capital.
A Caema afirma que está cumprindo com todas as determinações do MPF e que já está em andamento o projeto total de ampliação do sistema de esgotamento sanitário da capital. O sistema é composto de três etapas: a primeira corresponde às obras das bacias do São Francisco, Anil e Vinhais; a segunda é a expansão desses sistemas e a bacia da margem direita do Rio Bacanga; e a terceira e última, cujo projeto executivo está em fase de licitação, abrangem as bacias do Turu/Olho d´Água e Geniparana.
Beneficiados - A companhia informou ainda que o investimento total nas três fases da obra será de R$ 756 milhões, sendo R$ 124 milhões para a primeira etapa, em que serão beneficiados cerca de 300 mil habitantes. Para a segunda etapa, serão gastos R$ 252 milhões e para a terceira etapa estimam-se investimentos de R$ 380 milhões. Em cinco anos, a cobertura da rede de tratamento de esgotos da capital será ampliada de 10% para 90%. Os recursos destinados à execução das obras são oriundos do Governo Federal por meio do PAC I, com a contrapartida de aproximadamente 20%, do Governo Estadual.
Na manhã de ontem, O Estado percorreu as praias do Olho d´Água, Calhau e Ponta d’Areia, e ouviu a opinião dos frequentadores sobre a medida imposta pela Justiça Federal para que as praias sejam despoluídas e o esgoto da cidade seja tratado de forma adequada. Muitos reclamaram do lançamento de esgoto no mar, que persiste.
"Espero que parem de jogar esgoto na praia. Gosto muito de praia, mas infelizmente não posso tomar banho, porque está tudo poluído. A única coisa que posso fazer é pegar sol e observar o mar", disse a manicure Susi Reis, de 27 anos.
"É deprimente a situação das nossas praias, é inadmissível que em outros estados possamos tomar banho de mar e aqui, uma cidade cercada de praias, somos impedidos porque a Caema não dá um destino correto ao esgoto da cidade", reclamou o médico Marcelo Nogueira, de 30 anos, que diariamente faz caminhada na Litorânea.

Números


R$ 756 milhões é o total de investimentos nas três fases da obra
R$ 124 milhões para a primeira etapa de obras
R$ 252 milhões serão gastos na segunda etapa de serviços
R$ 380 milhões é a estimativa de gastos na terceira etapa

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