quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Assinado contrato para construção de terminal portuário no Maranhão

Assinado contrato para construção de terminal no Maranhão

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Com prazo de implantação de três anos - prorrogável por mais três - a unidade funcionará em uma área de 2,190 milhões de metros quadrados

Ministro de Portos, Helder Barbalho, durante assinatura;  Walter Torre (WTorre), Simplício Araújo (Governo do MA), senador Edison Lobão e o deputado Hildo Rocha participaram da cerimônia
Ministro de Portos, Helder Barbalho, durante assinatura; Walter Torre (WTorre), Simplício Araújo (Governo do MA), senador Edison Lobão e o deputado Hildo Rocha participaram da cerimônia (Foto: ED FERREIRA/SEP.)
BRASÍLIA - O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Helder Barbalho, assinou nesta quarta-feira (6), o contrato para a construção e operação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP), em São Luís, onde a WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais - do grupo WTorre - irá investir R$ 780 milhões.

Com prazo de implantação de três anos - prorrogável por mais três - a unidade funcionará em uma área de 2,190 milhões de metros quadrados. Com acessos pela BR-135 e pelas ferrovias Carajás e Transnordestina, o terminal terá capacidade de movimentação de 24,8 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos e sólidos, além de carga geral.

"Os investimentos da WTorre permitirão um incremento na operação portuária do Maranhão. Isso vem de encontro ao interesse do governo em garantir maior competitividade no setor, com a maior oferta possível de agentes nesse mercado", destacou Barbalho. "Os exportadores poderão assim escolher o melhor caminho para escoarem sua produção", completou.

Para Walter Torre, a decisão de investir no Maranhão foi "muito fácil", devido à localização do porto em São Luís e o interesse do mercado pela região. "A demanda está espetacular e já estamos pensando em uma segunda fase de ampliação do projeto. Conseguiremos reduzir em até 40% o custo da exportação de grãos por essa rota. Estamos seguros do nosso investimento", declarou

O ministro lembrou que a SEP prevê investimentos de R$ 1,782 bilhão no setor portuário nos próximos anos somente no Maranhão, que irão elevar a capacidade de escoamento do Estado em 32,5 milhões de toneladas por ano. Além dos TUPs, esse montante inclui sete áreas de arrendamentos portuários a serem licitadas, com projetos orçados em R$ 810,61 milhões, além de três prorrogações contratuais cujos processos já estão em andamento, com investimentos previstos de R$ 191,1 milhões.

Além disso, Barbalho citou outros dois terminais privados cujos contratos serão assinados pela SEP este mês, totalizando quase R$ 2 bilhões em projetos anunciados em janeiro. A Nutripetro irá fazer investimentos de R$ 279 milhões em uma área em Aracruz (ES), para apoio offshore para movimentação de carga geral e granéis líquidos. Já a Bahia Terminais fará um projeto ainda maior para carga geral em Candeias (BA), orçado em R$ 850 milhões.

"É um momento oportuno para os investimentos no setor portuário. O setor vai continuar contribuindo para que o Brasil cresça. Tivemos 4,8% de crescimento na movimentação de cargas em 2015 e esse movimento continuará", acrescentou Barbalho.

Leilão

O ministro disse também que o edital para o segundo leilão de arrendamentos portuários, com seis áreas no Pará, deve ser publicado pelo governo entre os dias 21 e 25 de janeiro. O leilão está previsto para ocorrer em março. Segundo ele, o novo edital terá ajustes na modelagem, como uma ampliação do prazo para a análise dos projetos.

O segundo leilão incluirá três áreas em Outeiro, duas em Santarém, além do terminal de Vila do Conde, que foi retirado do certame de dezembro do ano passado por falta de interessados. Na ocasião, o governo arrecadou R$ 430 milhões com o arrendamento de três áreas no Porto de Santos.

"Concluímos ontem as reuniões com a entidades e investidores interessados nas áreas no Pará e vamos fazer ajustes para tornar o edital mais atrativo. Vamos ampliar o prazo entre a publicação do edital e a apresentação das propostas para que haja mais tempo para a interlocução com investidores estrangeiros", afirmou Barbalho.

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