A Vale investiu US$ 3,18 bilhões no Maranhão (entre
investimentos e custeio) em 2011, um acréscimo de 69% em relação a 2010. A
produção de minério de ferro alcançou o maior nível na história da empresa,
322,6 milhões de toneladas, sendo 4,8% acima do recorde anterior em 2010, quando
a produção ficou em 311,8 milhões de toneladas.
Em Carajás, foram produzidos 109,8 milhões de toneladas em 2011,
um novo recorde, 8,5% maior do que em 2010. A participação de Carajás na
produção total da Vale subiu para 34%.
Os principais destaques da empresa na área de Logística foram da
Estrada Ferro Carajás (EFC), por onde foram transportados 111,8 milhões de
toneladas de produtos no ano passado. Desse total, 106,8 milhões de toneladas
equivaleram ao transporte de minério de ferro e 5 milhões de toneladas restantes
ao total de carga geral.
Já o Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM) - incluindo
as operações realizadas no berço 105, operado pela Vale no Porto do Itaqui - foi
responsável em 2011 pelo embarque de 106,8 milhões de toneladas de produtos, dos
quais 100,4 milhões de toneladas equivaleram ao transporte de minério de ferro e
os 6,3 milhões de toneladas restantes ao total de carga geral.
Já com relação aos empregos, foram contratados mais de 1.700 no
ano passado. A Vale no Maranhão fechou 2011 com 10.987 empregados, entre
próprios e terceiros permanentes, um aumento de 19% em relação a 2010. Foram
contratados 1.718 profissionais durante o período. Além disso, em função dos
diversos investimentos em andamento no estado, a empresa mantém outros 15.578
empregos em canteiros de obras dos projetos em implantação, aumento de 37% em
comparação a 2010.
Compras locais - As compras com fornecedores locais da Vale no
Maranhão alcançaram mais de R$ 3,8 bilhões em 2011, um aumento de 89% em relação
a 2010, quando foram desembolsados pela empresa R$ 2,01 bilhões. O montante
também é superior aos valores investidos em 2009, cujo total foi R$ 1,43
bilhão.
Já os investimentos socioambientais da mineradora somaram US$
29,8 milhões no ano passado no Maranhão.
Previsto preço estável para o minério
Depois de ter o resultado de 2011 afetado pela queda do preço do
minério de ferro, a Vale prevê que o seu principal produto ficará estável, em
torno dos US$ 140 a tonelada, neste início de ano. A empresa, no entanto, avalia
que com o fim do inverno mais rigoroso na China, é possível que ocorra alguma
recuperação ao longo de 2012.
"O preço realmente estabilizou em US$ 140 [a tonelada] e essa
tendência deverá permanecer. A partir do segundo semestre, pode ser que haja
alguma movimentação", disse o diretor de Ferrosos e Estratégia da mineradora,
José Carlos Martins, em teleconferência para comentar o resultado da companhia
em 2011, divulgado quarta-feira à noite.
O lucro da Vale no ano passado foi de R$ 37,8 bilhões, 17,3%
maior do que há um ano. O quarto trimestre, porém, teve um recuo para R$ 8,35
bilhões, dos R$ 10 bilhões um ano antes, impactado por preços menores do minério
de ferro do que no resto do ano.
Na média de 2011, o preço do minério de ferro ficou em US$
136,07 a tonelada e no quarto trimestre em US$ 121,38.
Análises - Para o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, o
resultado da Vale veio em linha com as suas expectativas e o desempenho
operacional da companhia foi muito bom.
"O faturamento teve o impacto do preço, mas mesmo assim não dá
para falar nada de uma empresa que tem um lucro desses, foi um resultado
excelente", observou.
O analista do Banco do Brasil Victor Penna concorda com Galdi.
Para ele, operacionalmente a Vale foi muito bem, registrando forte demanda,
apesar da crise econômica global, mas a queda de preços limitou esse ganho, além
de um custo maior com pessoal, provocado por reajuste salarial e bônus para
retenção de pessoal.
"A queda de preços afetou bastante o resultado da companhia e
foi reflexo da Vale ser mais flexível", disse o analista, referindo-se à mudança
do mecanismo para ajuste de preço da empresa realizado no último trimestre do
ano a pedido dos clientes chineses. Com a mudança na fórmula trimestral, o preço
do minério de ferro vendido por contrato ficou mais próximo do valor praticado
no mercado à vista chinês.

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