O Sarau do Odylo, que foi sucesso de público e conteúdo no mês passado, já tem data para o mês de setembro. Será amanhã, às 19h. Promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, o evento apresenta performances plásticas, musicais e poético-teatrais, fazendo uma integração entre as linguagens visual, sonora e textual, além de imagem, som e palavras expressas em performance. A entrada é franca. Nesta edição, o evento estará voltado para a linguagem musical instrumental e terá como tema Noite de Romantismo-Encontro com Catulo da Paixão Cearense, com a participação da Orquestra de Câmara da Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo.
O sarau contará ainda com a presença de artistas convidados, como Roberto Brandão (voz/tenor), Joaquim Santos (violão e arranjos), Paulo Santos (flauta), Marcos Martins (clarinete), Manoel Mota (violino), Thaynara Oliveira (violino), Kátia Salomão (violoncello) e Edson Cosmo (contrabaixo).
A programação prevê interpretações de clássicos do repertório do compositor maranhense. Peças conhecidas e populares como Luar do Sertão, Flor Amorosa, Ai de mim!, A Flor do Maracujá são apenas algumas que serão apresentadas ao público. Nascido em 8 de outubro de 1863 em São Luís, Catulo da Paixão Cearense teve sua infância até os 10 anos em São Luís quando se transferiu para o sertão agreste cearense onde seus avós maternos portugueses eram fazendeiros, onde permaneceu até os 17 anos.
Em 1880, em companhia dos pais e irmãos mudou-se para o Rio de Janeiro. Aos 19 anos, ele interrompeu os estudos e abraçou o violão, instrumento naquela época repelido dos lares mais modestos. Iniciante tocador de flauta, Catulo trocou o instrumento pelo violão para cantar suas modinhas. Nessa época, compôs e cantou as modinhas, como Talento e Formosura, Canção do Africano e Invocação a uma estrela. Moralizou o violão introduzindo nos salões mais nobres da capital federal.
Homenageado – Catulo foi autodidata autêntico. Suas primeiras letras foram ensinadas pela mãe e toda sua cultura foi adquirida em livros que comprava na Biblioteca do Senador do Império, por ser professor dos filhos do Conselheiro Gaspar da Silveira. Sua primeira modinha, Ao Luar, foi composta em 1880. Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha da Silva, Francisco Braga e outros.
Morreu aos 83 anos de idade, em 10 de maio de 1946, no Rio de Janeiro
Catulo deixou inúmeras obras, como: Canções musicadas, Luar do Sertão, Choros ao Violão, Trovas e Canções, Cancioneiro Popular, A Canção do Africano, O Vagabundo.
Serviço
• O quê
Sarau do Odylo
• Quando
Amanhã, às 19h
• Onde
Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande)
• Entrada franca

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