Do blog do Décio
Público foi surpreendido por chuva de flores na abertura da Semanda do Teatro
Teatro Arthur Azevedo: depois da merda, flores
Uma chuva de flores marcou ontem a abertura da VI Semana do Teatro do Maranhão no Teatro Arthur Azevedo. Participaram da cerimônia o secretário de Estado da Cultura, Luís Henrique Bulcão; o diretor do TAA, Roberto Brandão; representante do Convention & Visitors Bureau, Nan Sousa; superintendente da Caixa no Maranhão, Valdemilson Nascimento, além de teatrólogos, atores, diretores e estudantes.
O ato de desagravo com chuva de flores sobre a plateia foi uma resposta ao episódio ocorrido no dia 6 de maio, classificado como vandalismo pela direção da casa. Durante o show do humorista cearense Paulo Diógenes, a Raimundinha, um vândalo jogou sacos de fezes sobre o público.
As flores foram seguidas por aplausos dos presentes Na abertura, houve a apresentação do espetáculo “Quando ando em pedaços ou nota sobre minha mãe”, do grupo Paula Pi, de São Paulo.
O secretário Luís Bulcão destacou que a Semana do Teatro do Maranhão é um evento democrático, dando oportunidade para que os artistas se unam para discutir o teatro e mostrar talento nos palcos. “Queremos também resgatar os tempos áureos do teatro maranhense, época de Tácito Borralho, Aldo Leite e Reynaldo Faray. Sabemos que isso é possível”, enfatizou Luís Henrique Bulcão.
Roberto Brandão destacou que a iniciativa tem o propósito de aproximar o público da arte. “Teremos também espetáculos a céu aberto, nas praças e outros locais”, disse. Domingos Tourinho, diretor do Centro de Artes Cênicas do Maranhão (Cacem) e membro da Comissão Organizadora da Semana, informou que a iniciativa contempla a participação de grupos de diversos municípios e de outros estados da federação. “Temos conosco, na comissão organizadora, pessoas que entendem a fundo de teatro, como arte-educadores, professores, atores e atrizes”, disse Tourinho.
A VI Semana do Teatro no Maranhão inclui apresentação de espetáculos, oficinas e cursos, lançamento de livros, mesas-redondas, vivências, cortejo com artistas e um elenco de atores maranhenses, além de convidados de outros estados. A iniciativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com apoio do Sesc e Caixa.
Em São Luís, o evento se estenderá até o domingo (22) e contará com participação de 25 companhias. Os espetáculos acontecerão nos Teatros Arthur Azevedo, Alcione Nazaré, João do Vale, além das praças João Lisboa e Nauro Machado, Centro de Artes Cênicas e Galeria Ecimuseum (Rua 14 Julho, na Praia Grande). Também será levado às cidades de Açailândia, Vargem Grande, Humberto de Campos, Cantanhede, Rosário e Miranda do Norte, no período de 28 de maio a 3 de junho.
Confira a programação desta quarta-feira.
Confira a sinopse dos espetáculos.
Quem é do meio artístico sabe. Principalmente se você for um ator entusiasmado, esperando reconhecimento.
A expressão merda tem sido utilizada durante anos por atores, como uma espécie de mantra, utilizada antes de suas apresentações teatrais que simplemesnte significa: Boa Sorte! [Imagina como se diz: “Deus te abeçoe!”.]
Enfim, a expressão existe e para sua origem eu conheço pelo menos três teorias:
1. A primeira, eu conheci nos palcos mesmo: Segundo a minha trupe de atores dos tempos de colégio, a expressão teve origem na Grécia Antiga. Segundo eles, naquela época os atores se apresentavam em anfiteatros e suas peças, por serem bem críticas, afetavam os políticos daquela época ou alguma classe daquela sociedade. Enfim, estes não gostando das críticas representadas naquele fenômeno que era o teatro, atiravam merda nos atores. Por ironia do destino, os atores não ficavam por baixo com isso, porque quanto mais merda era atirada neles significava que mais repercussão teria o espetáculo. Afinal, eles tinham conseguido seu objetivo. Eles estavam lá era pra incomodar mesmo! 2. A segunda, eu soube de um amigo, que também é ator, que disse ter saído da boca do Jô Soares. Ele disse que o gordinho beijoqueiro que melhora nossa programação todas as madrugas explicou a origem da expressão da seguinte maneira: ela teria surgido na França pelo fato daquela sociedade ter o costume de frequentar o teatro indo a este por meio de carruagens, “geralmente” tracionada por cavalos. Os bichinhos naturalmente expeliam seus dejetos (cagavam mesmo!) e seus donos
3. A última, é meio que um conto de fadas. Reza a lenda que um ator iria apresentar a peça mais importante de toda sua vida naquele dia, muitos críticos estariam lá para avaliá-lo. O suposto ator sortudo, indo para o teatro deparou-se com vários obstáculos, passando por um incêndio que o deixou perdido e culminando com um pequeno toletito de mierda, que o sortudão francês não esqueceu de deixar de pisar. Ao subir no palco a divina criatura, candidata a ganhador da Mega Sena dos dias atuais, fez simplesmente a melhor peça de sua abençoada vida. Desde então, por causa do maior azarão, ao mesmo tempo sortudo, de toda a humanidade, continuamos reproduzindo afetuosamente a expressão “Merda pra você!”, antes de subirmos ao palco para agradar a vocês, espectadores. Pois sem vocês o fenômeno conhecido como teatro não aconteceria porque vocês são ingredientes tão fundamentais quanto nós, humildes atores. Essa é a lenda.
¡Só me fica uma questão na cabeça: se a história é de fato verdade, por que dizemos “Muita merda pra você!” ao invés de dizer “Que sua casa pegue fogo, que você se perca, e que depois de tudo isso que você pise no cocô, seu merda! E ai de você se não fizer uma boa apresentação depois de eu ter falado tudo isso.”!
Pra completar essa bagunça todiinha vou colocar aqui a opinião de alguns atores sobre a expressão. A postagem é toda de minha autoria mas a entrevista foi retirada do site da revista TPM, no endereço: http://revistatpm.uol.com.br/43/reportagem/03.htm
Pessoal, se vocês conhecem outra teoria. Coloquem aí nos comentários:
Em Tempo: O Blog Maranhão Maravilha deu este título à matéria na forma como utilizam os atores entre si para desejar boa sorte ao Teatro Arthur Azevedo e repudia veementemente o ocorrido no dia 6 de maio. Para o TAA, Morais Júnior, Paulo Diógenes, Roberto Brandão e todos os que fazem e sempre fizeram arte (no bom sentido) no Maranhão, só temos flores pra jogar.


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