domingo, 25 de novembro de 2012

Verticalização de cadeias produtivas dá novo perfil à indústria do MA

 

Atualmente, seis empreendimentos das cadeias de minério de ferro, alumínio e soja estão se instalando no estado, somando R$ 850 mi em investimentos.
 
Ribamar Cunha
Subeditor de Economia
 
A verticalização das cadeias produtivas do alumínio, minério de ferro e soja já é uma realidade no Maranhão. Seis empreendimentos, que juntos somam cerca de R$ 850 milhões em investimentos, começam a mudar o perfil do estado, que passará da condição de mero exportador de matéria-prima para produtor de bens de alto valor agregado. Integram esse novo panorama da indústria maranhense os projetos da Gusa Nordeste, Grupo Dimensão, Brascopper, Notaro Alimentos, Frango Americano e Algar Agro.
São empreendimentos que darão uma nova dimensão à indústria local, contribuindo não somente para a diversificação da pauta de exportação do estado, como também para proporcionar mais emprego e renda para a população.
Os seis projetos, que integram uma carteira de R$ 120 bilhões em investimentos em andamento no estado, localizam-se nos municípios de São Luís, Porto Franco, Balsas, Açailândia e Vargem Grande, e respondem pela criação de cerca de 10.400 empregos diretos e indiretos.
A indústria de aços planos do Grupo Dimensão e a Brascopper, na área de vergalhões, fios e cabos de alumínio, estão localizadas em São Luís. Os outros quatro estão sendo instalados ou já em operação nos municípios de Açailândia (aciaria da Gusa Nordeste), Balsas (Complexo industrial avícola da Notaro), Vargem Grande (agroindústria do Frango Americano) e Porto Franco (fábrica de óleo de soja da Algar Agro).
Dos seis empreendimentos, já estão operando as fábricas de óleo de soja da Algar Agro e a de produção de vergalhões, fios e cabos de alumínio da Brascopper. As duas unidades industriais, inclusive, já foram visitadas pela governadora Roseana Sarney.
A fábrica da Algar Agro, em Porto Franco, que recebeu investimentos de R$ 70 milhões e foi inaugurada em junho deste ano, tem capacidade para produzir 5,5 milhões de caixas de óleo de soja. O empreendimento é a primeira unidade de refinaria e envase do produto com capital exclusivamente nacional da Região Nordeste e a segunda refinaria do grupo no país.
Outro projeto que já está operando é o da Brascopper, instalado no Distrito Industrial de São Luís e que é o primeiro empreendimento verticalizado na cadeia produtiva do alumínio. A fábrica, que recebeu incentivos fiscais do ProMaranhão, teve investimentos de R$ 80 milhões, com capacidade para produzir 30 mil toneladas/ano de vergalhões, fios e cabos de alumínio.
Na cadeia produtiva da soja, existem ainda dois projetos em andamento: o complexo industrial avícola da Notaro Alimentos, em Balsas, e o complexo agroindustrial da Frango Americano, no município de Vargem Grande. O primeiro empreendimento está em fase de terraplenagem e aquisição de equipamentos e o segundo em etapa de licenciamento.
O complexo industrial avícola da Notaro Alimentos, em Balsas, é um investimento de R$ 146 milhões e compreende granja, incubatório, fábrica de ração, produção de óleo e farelo de soja, granjas integradas e centro de distribuição. A capacidade do projeto é para abater 150 mil aves/dia.
A verticalização da cadeia de minério de ferro está se concretizando com a instalação dos projetos da Gusa Nordeste em Açailândia, na área de aciaria e laminação, e do Grupo Dimensão, em São Luís, no segmento de aços planos.
Ambos os empreendimentos, que reúnem investimentos totais de R$ 470 milhões, estão em fase final das obras e montagem.

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