Zeca Maranhão
Aconteceu no ano passado e este ano mais uma vez a Beija-Flor foi vítima de ataque virutal das escolas concorrentes que planejaram pelas redes sociais dar a menor nota à Beija-Flor. Isso deixou ainda mais claro que a escola de Nilópolis é sempre a escola a ser batida, a temida, a irritantemente perfeita. Haroldo Costa fez um comentário certeiro sobre essa atitude dos internautas. "Quem quiser ganhar carnaval tem que ganhar da Beija-Flor".
Diferentemene da Imperatriz Leopoldinense que literalmente passou em branco na avenida, a Beija-Flor carregou nas tintas com o enredo "São Luís o poema encantado do Maranhão". Poderia ter sido menos "over", explorado mais a cultura ludovicense e feito um espetáculo mais leve, mais pra cima.
O que vimos na avenida foi um desfile tecnicamente perfeito porém pesado que não refletiu a alegria natural do povo ludovicense. A escola pecou por isto e também por ter dado ênfase quase que somente aos martírios da escravidão e a Joãosinho Trinta, deixando em segundo plano a alegria, o brilho, as cores do nosso rico folclore e do nosso carnaval, o que teria deixado a escola mais alegre, mais a cara de São Luís.
A Beija-Flor entrou com o pé direito na Sapucaí, mostrou ênfase, empolgou, cantou e sambou na cara das concorrentes. Não deixou pedra sobre pedra, um verdadeiro rolo compressor, passou no tempo certo, correta, sem nenhum problema, apesar da torcida de mau agouro das escolas notadamente menos competentes.
Da mesma forma que entrou, deixou a avenida sob os aplausos de "É campeã" de um público emocionado e envolvido pela magia do enredo tecnicamente perfeito, coisa não vista em nenhuma outra escola que passou na avenida na noite do primeiro dia de desfile no sambódromo do Rio.
Confira as mais belas imagens do desfile da Beija-Flor

A Beija-Flor, penúltima escola a desfilar neste domingo, falou do Maranhão e prestou homenagem especial ao carnavalesco Joãosinho Trinta, que morreu em dezembroMarcelo Piu / O Globo

A porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, Selminha SorrisoMarcelo Piu / O Globo

O enredo da escola mostrou, principalmente, a influência da cultura africana na cidadeMarcelo Piu / O Globo

Detalhe de um dos carros alegóricos da Beija-FlorMarcelo Piu / O Globo

A azul e branca de Nilópolis é uma das favoritas deste carnaval. Na foto, um dos carros alegóricos mostrando uma faixa de agradecimento ao carnavalesco Joãosinho TrintaMarcelo Piu / O Globo

Carro com o beija-flor, símbolo da escolaGuito Moreto / O Globo

A escola azul e branca de Nilópolis apostou em alegorias gigantesGuito Moreto / O Globo

Integrantes da agremiação mostram suas coreografias na avenidaGuito Moreto / O Globo

Carro que homenageava Joaosinho Trintra trazia uma réplica do ‘’Cristo Mendigo",Pablo Jacob / O Globo

A homenagem a Joãosinho TrintaPablo Jacob / O Globo

Integrante da escola traz uma foto do carnavalesco Joãosinho Trinta, que morreu em dezembro de 2011Pablo Jacob / O Globo

Carro alegórico representando o bumba-meu-boi do MaranhãoGuito Moreto / O Globo

Nesta ala, as baianas trouxeram o branco e o dourado, além de muitas fitas coloridasGuito Moreto / O Globo

Detalhes de uma das alasGuito Moreto / O Globo

A rainha de bateria, Raíssa, filha de Neguinho da Beija FlorGuito Moreto / O Globo

A ala das baianas veio de azul e branco, as cores da escolaGuito Moreto / O Globo

O carro que homenageava o carnavalesco Joãosinho Trinta chegando à ApoteoseGuito Moreto / O Globo

A Beija Flor trouxe uma ala representando velhas baianasMarcelo Piu / O Globo

Muitas alas vieram de pretoGuito Moreto / O Globo

Um dos carros alegóricos da escolaGuito Moreto / O Globo

Detalhe de uma das alas da escola de NilópolisMarcelo Piu / O Globo

Detalhe de uma das fantasias da Beija Flor, que trouxe a história de São Luís do Maranhão para a avenidaMarcelo Piu / O Globo

A África é aqui....Marcelo Piu / O Globo

Integrantes da escola carregam alegorias gigantes pela avenidaMarcelo Piu / O Globo

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha SorrisoMarcelo Piu / O Globo





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