quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Programação de Carnaval em análise


Secma reúne grupos carnavalescos para discutir a reestruturação da grade de apresentações oficiais do Carnaval.

A Secretaria de Estado da Cultura (Secma) está promovendo, até hoje, a Oficina Cultural com grupos carnavalescos, no Teatro João do Vale, na Praia Grande. O objetivo é dar continuidade ao processo de reestruturação da grade de apresentações carnavalescas da programação oficial do Governo do Estado e regulamentar o Carnaval maranhense, processo que está previsto para ser encerrado em 2014.
Durante os encontros, estão sendo apresentados dados relativos aos trabalhos de observação realizados durante as apresentações dos grupos nos espaços oficiais do Carnaval do Governo do Estado, desde 2010. “Isso inclui os palcos na Praia Grande, o Circuito São Pantaleão, os Espaços Viva e os Cortejos”, informou o coordenador de Observação e Relatoria da Secma, Carlos Junot.
No primeiro ano dos trabalhos de observação, o acompanhamento foi realizado apenas nos quatro dias de Carnaval. Ano passado, a pesquisa incluiu mais dois dias. Este ano, o trabalho está sendo realizado desde as prévias carnavalescas, o que também será feito em 2013. Este ano, o acompanhamento das apresentações está sendo realizado por uma equipe de 25 pessoas, entre técnicos da Secretaria de Estado da Cultura e profissionais ligados à área cultural no estado.
A pesquisa será finalizada em 2014, quando será feita a reestruturação da grade de apresentação das agremiações. Essa reestruturação significa alterar o quadro que atualmente vem sendo utilizado pela Secma para distribuição das manifestações durante o Carnaval, bem como o número de apresentações. “Nós precisamos desse trabalho para avaliar o que vem sendo mostrado ao público, saber se os grupos estão cumprindo o Termo de Responsabilidade, que todos assinam para que possam fazer parte da programação”, explicou Carlos Junot.
Serviço - De acordo com o técnico, ao contratar um grupo para se apresentar no Carnaval, ou no São João, a Secma está contratando um serviço. “As manifestações folclóricas têm que entender isso. Elas são pagas e, como contratante, a Secma exige um serviço de qualidade”, alerta Junot.
Diversos critérios estão sendo utilizados para observar as apresentações, incluindo número de integrantes, vestimenta, instrumentos, tempo de apresentação, entre outros. “Estamos identificando algumas falhas que deverão ser corrigidas. Tudo está sendo discutido com os representantes, para que possamos discutir as razões dessas falhas e apresentar os motivos da eventual saída de determinado grupo da grade”, conta ele.
Carlos Junot diz que, este ano, a grade de apresentação dos blocos Tradicionais e Organizados e das Escolas de Samba já sofreu alterações. “Nós fizemos isso a partir dos trabalhos iniciais de observação realizados pela Secma, mas, sobretudo, pelos dados fornecidos pela Prefeitura, que há alguns anos acompanha as apresentações desses grupos”.
Hoje, o quadro da Secma reúne os blocos afro, alternativos, arganizados e tradicionais, escolas de samba, tambor de crioula e tribos de índio. Além desses há os que se convencionou chamar de extras, composto por diversas manifestações.
O coordenador explicou que nenhum outro grupo, além dos que estão sendo avaliados atualmente, pode entrar na programação oficial do Governo do Estado. “Foi estabelecido um ciclo, que só termina em 2014. Somente depois disso poderão ser acrescentados outros grupos, na categoria de extras, que também serão avaliados. O trabalho que estamos realizando é muito cuidadoso e com critérios que exigem esse ciclo de observação”, justificou Junot.
Regulamentação - Em outubro do ano passado, o secretário de Estado da Cultura, Luís Bulcão, assinou uma portaria que determina o que já vem sendo utilizado pelos trabalhos de observação da Secma, ou seja, que nenhuma agremiação carnavalesca poderá ingressar na programação oficial do Estado até 2014, quando será estruturado o Regulamento do Carnaval promovido pelo Governo. “Além disso, nenhum grupo poderá solicitar a mudança de categoria até o final deste ciclo de observação”, acrescentou Carlos Junot.

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