![]() Os dois navios em operação de abastecimento inédito em São Luis |
A Petrobras realizou com sucesso a primeira operação de abastecimento de bunker (combustível para navios) em São Luís (MA). O procedimento foi realizado no último sábado (26) a cerca de 20 quilômetros da entrada do Complexo Portuário de São Luís (CPSL), na Baía de São Marcos, onde estão fundeados 95% dos navios mercantes com destino aos portos da capital maranhense, e teve como responsável pela faina a agência de navegação Muniz Agência, empresa que atende a Petrobras e todos os navios da Transpetro que aportam no Complexo Portuário de São Luís. Seja no Itaqui, seja no Terminal da Alumar.
Esse novo serviço implantado no sistema portuário de São Luís é mais um esforço da Petrobras em melhorar sua prestação de serviços nos principais terminais portuários brasileiros e no Maranhão, acontece pela primeira vez. É, também, uma reivindicação do Ministério de Minas e Energia, do Governo do Estado do Maranhão e de um conjunto de esforço das diretorias da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão vinculado ao MME. “Antes de São Luís, apenas o porto de Santos tem ativado esta experiência, mas por força das diferentes variações de marés, é frota com balsas e não com navios como em São Luís do Maranhão”, explica o empresário e agente de navegação Juvenal Rocha Muniz.
Para o diretor da Antaq, Fernando Fialho, tanto a navegação de longo curso (internacional) quanto a cabotagem (comércio entre portos da mesma região ou país) serão atendidas por esse serviço. “A operação realizada na área de fundeio [Baía de São Marcos] é uma vantagem, pois não vai ocupar um dos berços do sistema portuário”, ressaltou Fialho. Rocha Muniz, da Muniz Agência, também destaca que a idéia é justamente levar o bunker aos navios ainda na zona de fundeio, o que de certa forma descongestiona os píer de atracação, uma vez que as atracações ficarão apenas por conta da atividade fim.
De acordo com estimativas preliminares do MME, o fornecimento de bunker aos navios mercantes deve movimentar anualmente de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões, o que representa a arrecadação de aproximadamente R$ 200 milhões para o estado em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O potencial de atendimento nos terminais que compõem o CPSL (Itaqui, Ponta da Madeira e Alumar) é de 70 navios por mês. De acordo com o informe da Petrobras, a maioria dessas embarcações abastece em Cingapura (Ásia). Com o Sea Emperor fundeado permanentemente em São Luís essa prática deve ser alterada.
Agências - De acordo com o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Maranhão (Syngamar), Jorge Afonso Quagliani, essa operação iniciada pela Petrobras vem atender a uma necessidade antiga de abastecimento de combustível dos navios que atracam no CPSL. Segundo o Syngamar, além de contribuir para reduzir o tempo de atracação de navios, a operação de abastecimento dos navios fora dos berços, também resultará em economia de custo para os armadores. “Essa operação vem resolver um enorme gargalo no porto que, por limitações de berços, provoca longas filas de navios à espera para atracar e movimentar suas cargas. Por conta dessa espera, muitos armadores eram obrigados a procurar outros portos fora do estado para abastecer”, disse Jorge Afonso Quagliani.
Operação - Para a implantação dessa nova modalidade de abastecimento foi incorporado à frota de bunker o navio Sea Emperor, com casco duplo, equipado com propulsor que fornece maior facilidade nas manobras e capacidade de fornecimento de 12 mil toneladas. A embarcação, de bandeira das Ilhas Marshall, tem 130 metros de comprimento, 20 metros de largura e 8,7 metros de calado (distância da linha d’água até o fundo da embarcação). A embarcação abastecida – a primeira de uma série de outras já previamente programadas - foi o navio-tanque Elka Bene, de bandeira liberiana, com 188 m de comprimento, 32 m de largura e 45.467 toneladas de porte bruto.
Para realizar essas operações foram obtidas autorizações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA), Departamento de Marinha Mercante, Receita Federal e Port State Control (instância da Organização Marítima Internacional – IMO). Com o início das operações, a Petrobras espera um crescimento sustentável nas vendas do produto na região. A próxima operação, segundo a Muniz Agência, será com o navio Spordes, que deverá transferir (ainda na zona de fundeio) 10 mil toneladas de bunker para o Sea Emperor, que por sua vez, ganha autonomia para outros abastecimentos na zona de fundeio do Complexo Portuário do Maranhão.
Segundo a Rocha Muniz, o navio base, Sean Emperor, veio do porto de Santos e deverá ficar atracado na Zona de fundeio da costa maranhense onde servirá de base para todas as demais operações desse tipo. A primeira operação de transferência em alto mar levou quatro horas, tempo que o Sea Emperor ficou colado ao costado do Elka Bene, que entra para a história portuária do Maranhão como um marco nessa nova proposta de levar o bunker onde o navio está, antes mesmo de sua atracação. “Toda operação foi coordenada pela Petrobras e pela Marinha do Brasil e exigiu por parte da Muniz Agência um esforço adicional, visto o ineditismo da operação”, explicou Rocha Muniz.
O Navio Sea Emperor
- Tipo de navio: Tanque
- Ano de construção: 2008
- Comprimento x largura: 129 m X 20 m
- Porte Bruto: 13 mil/ t
O Navio Elka Bene
- Tipo de navio: Tanque
- Ano de construção: 2002
- Comprimento x largura: 188 m X 32 m
- Porte Bruto: 45.467
Para ver o filme da operação de abastecimento do navio Sea Emperor para o Elka Bene, realizado pela Petrobras com o apoio da Marinha do Brasil e da Muniz Agência CLIK AQUI.
Lugar: PORTOSMA
Fonte: Muniz Agência / O Estado
Data da Notícia: 02/04/2011

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