Marcial Lima, para o Imirante
Foto: Marcial Lima
Dentre seus trabalhos de composição, além de muitos dobrados para a banda da PM, existem valsas e hinos, como o da Polícia Militar, o da Bandeira do Maranhão e músicas populares como “Cajueiro Velho”, “Itelvina, minha nega”, ambas gravadas pela cantora Alcione e sucesso em todo o Brasil.
- A polícia está habituada a condecorar seus heróis nas batalhas das ruas. E é muito difícil você ver uma festa para um policial músico. O músico no Brasil já tem uma vida tão difícil. Já lutamos por direitos, por causas. E é legal quando parte da polícia homenagear o seu policial músico – disse Alcione.
Durante a solenidade, que contou com a presença de Alcione e de outros integrantes da Família Nazareth, a Polícia Militar entregou a Comenda Comemorativa do Centenário de Nascimento do Maestro João Carlos, reconheceu várias autoridades e a imprensa maranhense. A solenidade foi presidida pelo Comandante da PM, coronel Franklin Pacheco.
- Agora, por ocasião do centenário de idade do maestro, a gente faz essa justa homenagem àquele que também representou a PM , originou a banda e criou a canção da Polícia Militar que é cantada até hoje. A PM esta honrada de fazer esta homenagem ao maestro. Sem sombra de dúvidas, ele se mantém de inspiração para os músicos. Ele é expoente pioneiro no desenvolvimento da musicalidade”, revelou Franklin Pacheco.
História
O tenente João Carlos Dias Nazareth nasceu na Fazenda Aliança, município de Cururupu, em 10 de abril de 1911. Como entregador de leite, João Carlos conseguiu juntar 100 mil réis e comprou um piston. Com alguns amigos, organizou um pequeno conjunto que se apresentava aos domingos. Aos poucos, conquistou a simpatia das pessoas, e o dinheiro que ganhava nas apresentações, comprava instrumentos musicais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário