domingo, 5 de maio de 2013

Graça Foster confirma refinarias

 
Presidente da Petrobras afirma que as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, deverão sair da fase de avaliação.
 
Rio - A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que em julho as refinarias Premium I e Premium II, ambas no Nordeste (a Premium I no Maranhão e a Premium II no Ceará), sairão da fase de avaliação e entrarão em implantação.
“Vamos ao mercado contratar obras. Fazer bons contratos é importante, pois isso é buscar disciplina de capital. E essas refinarias devem entrar em operação em 2017”, confirmou a presidente da Petrobras, lembrando que o Brasil tem déficit de derivados. “Os preços de petróleo e diesel precisam estar nas métricas internacionais, precisam ter paridade”, reforçou.
Ele informou também que a companhia vai lançar até julho seu plano estratégico de 2030. Segundo Graça, a prioridade será o aumento de produção de petróleo e gás. “No Plano Estratégico, vamos definir as bases de gestão. A disciplina de capital é essencial. É prazo. E isso vale também para pesquisa, que tem que começar e acabar”, afirmou Graça.
Graça ressaltou também que a empresa não pretende fazer uma nova emissão de ações para financiar seu plano de investimentos até 2017.

Gás natural - A Petrobras está revisando sua carteira de projetos de olho no potencial das oportunidade de gás em terra. As mudanças serão conhecidas em julho, quando a estatal apresentar o Plano Estratégico 2030. “Eu não tenho a menor dúvida de quando sair o Plano Estratégico de 2030, haverá uma modificação na carteira de projetos visto o nosso interesse em gás onshore [em terra]. Se existir esse gás, nós vamos produzir. E aí estamos em uma grande revolução de energia. Aí, eu saio um pouco da minha camisa de presidente da companhia e volto aos tempos em que pensava a energia de uma forma mais romântica, em que é possível fazer uma grande geração de energia térmica a gás, fazendo uma ligação dessa produção de energia com a linha de transmissão”, afirmou.
A exploração de gás em terra envolve principalmente o gás natural não convencional, como o shale gas, ou gás de folhelho (rochas). Esse tipo de exploração vem sendo questionado por ambientalistas, que alertam sobre os riscos de contaminação dos lençóis freáticos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a legislação vem ficando mais severa para reduzir os riscos ambientais.
A exploração de shale gas no Brasil vem sendo defendida pelo governo, como forma de aumentar o desenvolvimento no interior do país e elevar a produção de gás e reduzir seus preços. Por conta disso, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) prepara leilão de áreas em várias bacias terrestres do país para explorar o gás. Segundo estimativas, o Brasil pode ter reservas prováveis de até 17 trilhões de metros cúbicos.

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