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| Graça Foster explica porque refinaria de Bacabeira é prioridade para a estatal de petróleo Petrobras cita o empreendimento de Bacabeira como um dos mais importantes para os planos da estatal. |
De acordo com a presidente da estatal, a partir de 2020, a demanda no Norte e no Nordeste será de 1,23 milhão de barris de derivados por dia. Considerando a Refinaria Abreu e Lima pronta, a capacidade será de 550 mil barris por dia. Teremos um déficit no Norte e Nordeste, em 2020, em torno de 700 mil barris/dia. Fazer essas refinarias nos três estados nordestinos, portanto, é uma questão de atendimento da demanda de mercado.
"Quando construirmos as três refinarias no Nordeste - Pernambuco, Ceará e Maranhão -, teremos uma disponibilidade adicional à demanda do mercado de 200 mil barris/dia, que tanto poderão descer para o Sudeste, quanto poderão, dentro de uma exportação vantajosa para a Companhia, serem destinados para fora do Brasil", disse ela.
Prioridade
Graça Foster disse ainda que “se tivesse uma varinha mágica eu faria qualquer coisa para essas refinarias ficarem prontas, pelo menos, em cinco anos, porque o mercado está extremamente demandado, nós temos margens positivas de refino no Brasil, independentemente da paridade de preço internacional, e se tivéssemos todas elas hoje certamente estaríamos fazendo um excelente resultado para os nossos acionistas”.
Sobre investimentos neste segmento na Região Sudeste, Graça Foster lembrou que construir mais refinarias no Sudeste seria uma dificuldade gigantesca do ponto de vista ambiental. “Já estamos construindo o Comperj, e temos a Reduc, toda a parte petroquímica e uma série de atividades na Região Sudeste”.
No painel View from the top: New lessons in leadership, Graça Foster conversou com Michael Reid, editor do veículo, sobre expectativas para o aumento da produção da Petrobras, política de conteúdo local, marco regulatório do setor e novas refinarias, entre outros temas.
Produção
A presidente ressaltou ainda que o grande objetivo da Petrobras é alcançar o topo da curva de produção. O potencial de produção está mantido, como já foi informado na divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, em que é citada uma postergação de dois anos, justificado principalmente por atrasos de sondas de perfuração que precisavam chegar.
Ela disse que a estatal já dispõe de todas as sondas que precisa até 2020 e a partir de 2016 deve começar a receber novas sondas construídas no Brasil, com conteúdo local entre 55% e 65%.
Somente na Bacia de Campos, nos próximos 16 meses, entram em produção a P-55, P-58, P-61, P-62, P-63. Todos esses sistemas de produção, em fase adiantada de construção, nos darão uma capacidade adicional de produção de 750 mil barris por dia. Com sondas de perfuração e unidades de produção, além dos barcos de lançamento de linhas, que também estão na mão, temos segurança de que estamos no caminho certo para colocar a produção em marcha como previsto.
Para atender suas metas, “estamos exigindo muita disciplina com as paradas de manutenção das unidades de produção. Fazer o trabalho que tem que ser feito é uma condição muito importante. Parar de forma programada para ter uma produção sustentável”.
*Com dados da Petrobras

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