SÃO LUÍS - Com aumento da profundidade dos berços, o Porto do Itaqui registrou uma redução em até 14 dias na fila de espera de navios fundeados na Baía de São Marcos aguardando para atracar em operações de carregamento ou descarregamento.
A medida, que deverá refletir a médio prazo na produtividade do porto maranhense, que em 2009 movimentou mais de 100 milhões de toneladas de carga, está sendo acompanhada de outras mudanças operacionais.
A dragagem dos berços 100 ao 103 foi retomada no primeiro semestre e deverá ser finalizada este mês. A obra, financiada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de responsabilidade do Consórcio Serveng/Camargo Correa – no valor de R$ 36,7 milhões – é uma das ações de melhoria do porto.
A dragagem do berço 101 para menos 13 metros, por exemplo, permitiu a sua utilização sem restrições, inclusive com navios de grande porte. “O berço 101 tinha limitações. Alguns navios ficavam impossibilitados de atracar devido a sua profundidade ser inferior a 10 metros”, explicou Paulo César Santos, gerente de gestão portuária da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), empresa que administra o Porto do Itaqui. O tempo médio de espera chegava a 22 dias.
A Emap realizou melhorias no acesso terrestre interno do porto e mudanças operacionais que aperfeiçoaram a entrada e saída de caminhões na área primária, além do compartilhamento dos berços 102 e 103 na atracação simultânea de navios. Essas alterações são suficientes para permitir a entrada de navios maiores e aumentar a movimentação de cargas.
Resultado
Um bom reflexo dessas mudanças ocorreu com o desembarque de três equipamentos de grande porte transportados pelo navio BBC Maryland vindo do Porto de Antwerp, na Bélgica.
Ao final de outubro, dois navios foram atracados ao mesmo tempo no berço 103 do Itaqui e a operação de desembarque foi realizada em menos de 24 horas. Assim, a espera prevista para atracar caiu de 39 para 10 dias, tendo uma redução de 29 dias no pagamento de demurrage”.
Demurrage é uma multa que o afretador paga ao fretador se o navio permanece com ele por mais tempo do que o acordado. Quando ocorre um afretamento de navio, esta é sempre uma das cláusulas estabelecidas no contrato de afretamento. As longas filas de espera em portos de todo o mundo resultam em perdas financeiras.
Ao contrário, se o tempo de permanência do navio, incluindo o embarque e desembarque, for menor do que o previsto, isso representa vantagem financeira para os envolvidos na operação e a possibilidade de o porto movimentar uma maior quantidade de carga.
As informações são da Secom do Estado.

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