A OGX Petróleo e Gás, do empresário Eike Batista, deve iniciar este ano perfurações em blocos na Bacia do Parnaíba (terrestre), que abrange uma área de 680.000 km², distribuídos nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, onde serão investidos R$ 50 milhões até dezembro. Parte dos recursos será utilizada também em pesquisa sísmica, que permitirá aos geólogos definir as possíveis localizações dos futuros poços na região.
Segundo o diretor-geral de Exploração e Produção da OGX, Paulo Mendonça, a Bacia do Parnaíba é classificada como de Fronteira Exploratória para pesquisa de hidrocarbonetos, ou seja, necessita de investimentos em aquisição/processamento e interpretação sísmica para avaliar o potencial de óleo e/ou gás natural.
Uma primeira etapa da pesquisa sísmica já foi realizada, de janeiro a março deste ano. Agora, com a licença ambiental concedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a OGX iniciou a segunda fase dos estudos, com previsão de ser concluída de três a quatro meses.
No período de concessão, até março de 2012, a OGX investirá recursos expressivos na avaliação do potencial destas áreas. “A pesquisa sísmica é importante porque funciona como uma ‘radiografia’ ou ‘ultra-sonografia’ do subsolo”, explicou Paulo Mendonça.
No trabalho de pesquisa, serão utilizados equipamentos tradicionais, típicos de bacias terrestres, como sismógrafo, caixas coletoras de sinal, cabos condutores, redes de geofones, equipamentos portáteis de comunicação, etc, todos de pequeno porte, que não provocam movimentação de larga escala na região.
Segundo Paulo Mendonça, os blocos em referência são da Rodada 9, ano de 2007, e a OGX os adquiriu em 2009 num processo de negociação privada conhecido como farm-in. Nesta negociação a empresa comprou 70% dos sete blocos da Petra Energia, formando a OGX Maranhão Petróleo e Gás, com participação da OGX (operadora), MPX e Petra. A negociação foi aprovada pela Agência Nacional de Petróleo.
Gás natural - Os blocos teriam alto potencial de gás natural. “Não é possível definir esta quantidade com antecedência, mas estudos indicam que os recursos existentes poderiam abastecer uma térmica em torno de 1.000 MW”, informou o diretor da OGX.
Diante desse potencial, a MPX, do grupo OGX, projeta construir uma segunda usina termelétrica no estado, no município de Capinzal do Norte, movida ao gás natural que será produzido na Bacia do Parnaíba. A planta terá capacidade para produzir 1.000 MW de energia elétrica.
Mais
- Focada na exploração e produção de óleo e gás natural, a OGX Petróleo e Gás é responsável pela maior campanha exploratória privada no país. A empresa possui um portfólio diversificado e de alto potencial, composto por 29 blocos exploratórios nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba, cobrindo uma área marítima de aproximadamente 7.000 km² e área terrestre de cerca de 21.500 km².
- A OGX é parte do Grupo EBX, conglomerado industrial fundado e liderado pelo empresário brasileiro Eike Batista.

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