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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Na condição de capital brasileira da cultura, São Luís terá espaço para divulgação internacional na Grécia.

São Luís terá um espaço para divulgação em Atenas
Na condição de capital brasileira da cultura, São Luís terá espaço para divulgação internacional na Grécia.

Presidente da Grécia (centro), primeira Capital Cultural da história

BARCELONA - O Bureau Internacional de Capitais Culturais divulgou hoje, desde a sua sede em Barcelona, que a cidade de São Luís, na sua condição de Capital Brasileira da Cultura 2009, terá um espaço específico no Centro Internacional de Documentação de Capitais Culturais de Atenas (Grécia), cidade que foi a primeira Capital Cultural da história, em 1985, com o título de Capital Européia da Cultura.

Toda a documentação que a Capital Brasileira da Cultura São Luís 2009 produza durante este ano será arquivada nesse Centro e disponibilizada para futuros estudiosos e historiadores, igualmente como será feito no arquivo histórico do Bureau Internacional de Capitais Culturais, em Barcelona.

O Centro Internacional de Documentação de Capitais Culturais em Atenas foi instituído pelo prefeito dessa cidade, Nikitas Kaklamanis, por iniciativa de Rodolfo Maslias, anterior Secretário Geral da Rede Européia de Capitais Culturais, com a intenção de que todas as capitais culturais do mundo possam depositar a informação sobre suas capitais culturais e que essa documentação seja preservada para o futuro.

O prefeito de Atenas escolheu três pessoas de reconhecido prestígio internacional no âmbito das capitais culturais para compor o Comitê Internacional que dirige o Centro. São o alemão Joerg-Ingo Weber, o grego Christos Roilos e o catalão Xavier Tudela, Presidente do Bureau Internacional de Capitais Culturais, entidade da qual a Organização Capital Brasileira da Cultura (ONG CBC) faz parte.

O Diretor Executivo da ONG CBC, Mário Vendrell declarou que “Com esse importante espaço em Atenas, berço da cultura e da civilização ocidental, São Luís passará a fazer parte de um seleto grupo de cidades no mundo que já foram designadas como capital cultural, e poderá deixar preservadas ali para futuras gerações as informações sobre a sua história e a sua cultura”.

São Luís que no final do Séc. XVIII recebeu o título de “Atenas Brasileira” pelo seu fervor cultural e pela importante contribuição que os escritores maranhenses deram aos movimentos literários brasileiros, terá presença agora na histórica e culta Atenas, também Patrimonio Mundial da Humanidade, terra de grandes filósofos como Sócrates e Platão e muitos outros personagens que influenciaram a formação da nossa civilização.

O projeto Capital Brasileira da Cultura que está sendo implementado no Brasil desde o ano 2003 pela Organização Capital Brasileira da Cultura, tem o apoio dos ministérios da cultura e do turismo, Bureau Internacional de Capitais Culturais, Discovery Networks e SESC TV.

http://www.oimparcial.com.br/noticias.php?id=3183

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Adeus a Nelson Brito



Homenagens no adeus a Nelson Brito
Reconhecido no meio cultural, artista morreu na noite de sábado, após sofrer acidente vascular cerebral


Bruna Castelo

Branco

da equipe de o estado



Foi enterrado às 15h de ontem, no Cemitério do Gavião, o ator, diretor e dançarino popular Nelson Brito, diretor e um dos fundadores do Laboratório de Expressões Artísticas (Laborarte). Brito faleceu às 23h do sábado, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Na Central de Velórios da Pax União, na rua Oswaldo Cruz, artistas, escritores, amigos e intelectuais estiveram presentes e, antes do enterro, seguiram em cortejo para a sede do Laborarte, onde prestaram as últimas homenagens, com rodas de capoeira e tambor de caixa. “Bem cedo, tivemos um tambor de choro, mas essas homenagens estão acontecendo espontaneamente. Não sabemos nem como será daqui para a frente”, observou a cantora Rosa Reis, viúva do artista.

Nelson Brito sofria de hipertensão e teve um mal-estar após o almoço, relatando que sentia fortes dores de cabeça. Levado ao Hospital Aliança, foi diagnosticado o AVC. Depois de internado, o artista teve duas paradas cardiorrespiratória. Ele chegou a ser transferido para o Hospital São Domingos, mas não resistiu à terceira parada cardíaca. “Foi tudo muito rápido. Ele começou a passar mal. Depois, resolveu deitar um pouco. Como não melhorou, resolvemos levá-lo ao hospital. Infelizmente, foi tarde demais”, disse, emocionada, a cantora.

O artista, que tinha 55 anos, deixou a esposa Rosa Reis, as fi-lhas Imira, Luana e Camila e o neto Warlison, além de um legado valioso para a cultura popular, fruto de mais de trinta anos dedicados ao incentivo e ao resgate das manifestações culturais, principalmente relacionados aos períodos carnavalesco e junino. À frente do Laborarte, desenvolvia também atividades culturais como oficinas de tambor de crioula, capoeira, percussão, artes cênicas, dança popular e produção de espetáculos.

A atuação de Nelson Brito levou vários ícones da cultura do Maranhão a ganhar visibilidade, a exemplo do Cacuriá de Dona Teté e o Tambor de Crioula de Mestre Felipe. O Laboratório, recentemente, foi contemplado como um Ponto de Cultura, iniciativa do Governo Federal.

Além de diretor, Nelson Brito era, atualmente, presidente do Conselho Estadual de Cultura. Antes, foi presidente da Fundação Municipal de Cultura, durante parte das administrações de Jackson Lago e de Tadeu Palácio.

Este ano, o Laborarte completará 36 anos de atuação. Foi criado em 11 de outubro de 1972, no casarão da rua Jansen Müller, com o propósito de engendrar os aspectos da arte maranhense, em música, teatro, dança e literatura.


REPRESENTATIVIDADE

Segundo artistas e intelectuais ligados à cultura, a morte de Nelson Brito representa uma lacuna nas lutas em prol das atividades e expressões populares do Maranhão. Para o secretário estadual de Cultura, Joãozinho Ribeiro, o artista pode ser considerado um “guerrilheiro da cultura”, devido às grandes atividades que já realizou em prol da arte no Maranhão. “Eu vou falar como um amigo há mais de trinta anos. Ele teve toda uma vida dedicada às nossas manifestações populares. Por causa de sua atuação, o Cacuriá de Dona Teté teve visibilidade na Europa. Ele carregava o calendário cultural desta cidade nas costas, realizando Festa do Divino, Sábado de Aleluia, Carnaval e São João. Era uma pessoa única e especial”, destacou.

De acordo com o compositor Chico Saldanha, a morte de Nelson Brito é um grande golpe para a cultura popular. “Era uma pessoa que há muitos anos conseguiu levantar este movimento cultural e torná-lo ainda melhor”, detalhou.

Ressaltando a visibilidade nacional que Nelson Brito conseguiu para a cultura popular, o compositor Josias Sobrinho lembrou a atuação do artista como presidente da Federação Nacional de Teatro. “Ele conseguiu o respeito pela atuação cultural. Era um cidadão que lutava e que discutia os assuntos e cobrava posições. Teve uma trajetória brilhante”, comentou.

Muito emocionado, o dançarino Hélio Martins lamentou a morte do amigo, mas, principalmente, pela cultura local. “Não quero nem falar do amigo, imenso, que foi embora. Mas parte da cultura maranhense morreu com ele”, desabafou.

Presente também no velório, o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA), Guilherme Zagallo, ressaltou que Nelson Brito ajudou a resgatar traços da cultura maranhense, por meio da pesquisa e da organização de espetáculos culturais. “Era um grande produtor, pesquisador e animador. Para ele, o que em outros lugares é folclore, aqui é cultura popular. Fora isso, era uma pessoa muito alegre, comunicativa, e todos nós ficamos muito consternados”, frisou.

MEU AMIGO PRA MIM VOCÊ SEMPRE SERÁ UMA ESTRELA QUE AGORA MUDOU DE PALCO E BRILHARÁ ETERNAMENTE EM NOSSOS CORAÇÕES. A CULTURA MARANHENSE PERDEU UM GRANDE ATOR, UM GRANDE INCENTIVADOR E UM GRANDE ARTISTA, MAS ESTAMOS CONFORMADOS PORQUÊ O CÉU PRECISAVA DO SEU TALENTO TAMBÉM. IMAGINO A FARRA QUE DEVE ESTAR POR LÁ COM A SUA CHEGADA. POR TUDO O QUE FEZ E REPRESENTOU PELA ARTE DO MARANHÃO, LEVANTO E APLAUDO.

Zeca
http://imirante.globo.com/oestadoma/...codigo1=147988

sábado, 3 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

São Luís eleita a capital brasileira da cultura 2009


São Luís (Maranhão) foi eleita a “Capital Brasileira da Cultura” em 2009. A iniciativa que teve início na Europa em 1985 por idéia da ex-ministra da cultura da Grécia, Melina Mercouri, visa valorizar o patrimônio artístico e cultural das cidades de diversos países do mundo promovendo as cidades eleitas, dando suporte na realização de eventos e divulgando suas riquezas para todo o resto do mundo.

A primeira cidade eleita como “Capital Européia da Cultura” foi Atenas, na Grécia, em 1985. A partir daí a idéia se espalhou pelo Velho Mundo e chegou às Américas em 2000, quando foi eleita a primeira “Capital Americana da Cultura”, a cidade de Mérida, no México.

Mas para que a eleição da capital cultural chegasse até estas terras, foi criado em 1997 o “Bureau Internacional de Capitais Culturais” (IBOCC), em Barcelona, Espanha, com o objetivo de se tornar um novo instrumento de integração entre os países americanos e entre estes e a Europa através da preservação e valorização das características culturais regionais e comuns.

O IBOCC, então, criou a Organização Capital Americana da Cultura, Ong CAC, para comandar o projeto nos países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos), com o apoio do Parlamento Latino Americano, Europeu e da Rede de Capitais Culturais Européias, além de outros apoiadores como o Discovery Channel e a Antena 3 TV Internacional (canais oficiais da CAC).

A primeira cidade brasileira a ser nomeada Capital Americana da Cultura foi Maceió em 2001, seguida por Curitiba em 2002 (empatada com a Cidade do Panamá).

Devido ao enorme sucesso do projeto em promover o turismo histórico, artístico e cultural das cidades nomeadas, o projeto foi estendido também e passou a nomear as “Capitais Nacionais da Cultura”, onde cada país escolha uma cidade para ser sua capital da cultura a cada ano.

No Brasil, a primeira cidade nomeada “Capital Nacional da Cultura” foi Olinda, em Pernambuco, eleita em 2006 pela Ong CBC (Ong Capital Brasileira da Cultura), fundada em 2004, no Rio de Janeiro e com sede atual em São Paulo, exclusivamente para esse fim.

Em 2007, São João Del Rei (MG) foi a segunda “Capital Nacional da Cultura”. Em 2008 foi a vez de Caxias do Sul (RS) e, em 2009 é a vez de são Luís, no Maranhão. Brasília foi eleita a Capital Americana da Cultura em 2008.

Guia Turístico do Reggae de São Luís



Reggae para além fronteiras
Edição do dia
Sunday, 28 December 2008 00:00
RONALD ROBSON
DA EQUIPE DE O IMPARCIAL

No último dia 18, às 17h, no auditório da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), foi lançado o “Guia Turístico do Reggae de São Luís”, em evento destinado ao trade turístico maranhense e a grupos e personalidades do reggae maranhense cadastrados no projeto como “cadeia produtiva do reggae local”. Só agora impressos, os três mil exemplares da primeira tiragem serão distribuídos a agências de turismo, hotéis e comunidades diretamente ligadas à difusão do reggae na capital, sendo esta uma ação do âmbito de promoção do projeto “São Luís – Ilha do Reggae”, que tanto mapeou a produção do gênero musical na cidade, como também investiu na reestruturação de espaços culturais e na pesquisa histórica a respeito do trajeto do gênero musical no Maranhão.

O Guia é um dos resultados obtidos através da parceria entre a Setur e o Serviço de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário (Sebrae). Esta parceria se iniciou em meados do mês de julho, com as visitas de consultores nas áreas de designer, arquitetura e qualidade a casas de show tidas como representantes e promotores autênticos do reggae em São Luís (a seleção desses espaços foi feita por meio do banco de cadastros da Setur – portanto, casas não cadastradas não puderam ser incluídas no projeto). Após as visitas, os consultores propuseram melhorias para os estabelecimentos e elaboraram projetos arquitetônicos personalizados conforme as necessidades individuais.

Após o recebimento desses projetos, os proprietários dos bares participaram de uma nova etapa, que consistiu na captação de recursos junto ao Banco do Nordeste através do programa CrediAmigo. De posse do recurso, as obras foram iniciadas, sendo que alguns bares já as concluíram, enquanto outros dão prosseguimento a elas. Os bares que participaram de todo procedimento estão inseridos no roteiro turístico do reggae local, sendo estes: Roots bar, Celson Cliff, Túnel do Tempo, Bar do Nelson, Creóle, Chama Maré e Cidinho Bar.

O Guia, cujos textos de seus onze “capítulos” foram redigidos por José Ribamar Mendes Bezerra, professor doutor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) que há dez anos desenvolve trabalho de pesquisa sobre o reggae maranhense, teve, desde a elaboração de seu projeto até o resultado final, alguns objetivos bastante delineados. Entre eles, há dois principais: primeiro, fazer o substrato histórico e cultura que dá a medida do que reggae que hoje é feito, tocado e dançado em São Luís; segundo, apontar quais características do reggae ludovicense o torna extremamente particular diante do reggae do restante do país. Quanto aos objetivos secundários, de ordem mais prática, contam-se os de informar turistas, público regueiro e a comunidade em geral sobre o desenvolvimento do reggae local; indicar possibilidades para os turistas visitarem as festas de reggae ludovicenses; instruir o trade turístico (principalmente hotéis, agências e guias de turismo) sobre o movimento reggae; e divulgar a força de trabalho de parte da cadeia produtiva do reggae local.

Eis os onze capítulos que formam o “Guia Turístico do Reggae de São Luís”: “São Luís, capital brasileira do reggae”; Da Jamaica à capital brasileira do reggae”; “O reggae aportou na ilha”; “Regueiros guerreiros”; “Tribos do reggae”; “Reggae na mídia”; “Reggae e a responsabilidade social”; “Reggae o ano todo”; “A linguagem das pedras”; “Roteiro turístico: o caminho das pedras”; e “Informações úteis”.