Em julho do ano passado, ele chegou a conseguir, através de liminar da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís, suspender qualquer pagamento da estatal brasileira à Astra Oil Trading NV ou ao grupo Transcor/Astra.
Na ação popular com pedido de tutela antecipada contra a Petrobas e a Astra Oil Trading NV, Pedro Leonel já relatava todos os indícios de malversação de recursos públicos relacionados à compra da refinaria.
Consta no pedido da ação popular que, em 2005, a Pasadena foi adquirida pelo grupo belga Transcor/Astra (controlador da Astra Oil Trading NV) por US$ 42,5 milhões e, em 2006, 50% da refinaria foi vendida à Petrobrás por US$ 360 milhões, sendo que, em julho de 2012, a empresa brasileira pagou pelos 50% restantes mais US$ 820 milhões.
Pedro Leonel Pinto sustentou no processo que, no total, a Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão pela refinaria, o que representou ao grupo belga um lucro de 1.852% nessa negociação.
Reportagem da Folha de S. Paulo publicada hoje (21) – quase um ano depois – revela que o barão belga Albert Frére foi quem lucrou com o negócio. Ele é controlador da empresa Astra Oil, que comprou a refinaria de Pasadena em 2005 por US$ 42,5 milhões e no ano seguinte vendeu 50% dela para a Petrobras por US$ 360 milhões.
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