quarta-feira, 28 de abril de 2010

Portos de São Luís movimentaram 26,6 milhões/t de janeiro a março


O Complexo Portuário de São Luís (CPSL), que compreende o Porto do Itaqui, o Terminal Portuário Ponta da Madeira (TPPM), operado pela mineradora Vale, e o Porto da Alumar, registrou um total de 26.692.045 toneladas de carga nos três primeiros meses do ano, movimentando 352 navios mercantes na Baía de São Marcos. O resultado representa um crescimento de 15,16% em relação ao mesmo período do ano passado, que somou 23.177.099 toneladas, em 360 navios. Os dados estatísticos são da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

A movimentação de cargas no CPSL no primeiro trimestre deste ano teve seu melhor desempenho no mês de janeiro, com 9.560.054 toneladas. Em fevereiro, o resultado foi de 8.355.519 toneladas, diferença de 12,5% em relação a janeiro. Em março, a movimentação foi de 8.776.472 toneladas, superando em 4,79% o resultado de fevereiro, mas inferior 8,19% em relação ao primeiro mês do ano.

O principal item da pauta portuária de São Luís é o minério de ferro, com um total de 21.734.645 toneladas no primeiro trimestre do ano, equivalente a 81,42% do volume de cargas do CPSL. Entretanto, os embarques de minério de ferro diminuíram no período. Em janeiro, foram 8.025.628 toneladas, em fevereiro 6.852.798 toneladas e em março 6.856.219 toneladas.
Neste quesito, de fevereiro para março nota-se na estatística portuária uma ligeira recuperação no volume de minério de ferro, precisamente uma diferença de 3.421 toneladas, ou 0,04%. Entretanto, de janeiro para março a diferença foi de 14,57%.

No ano passado, o volume de minério de ferro movimentado no CPSL foi de 19.621.090 toneladas no primeiro trimestre. Comparando com o resultado do mesmo período deste ano verifica-se um crescimento de 10,77%.

Itaqui - O Porto do Itaqui é o responsável pela movimentação do segundo item de maior volume da pauta de São Luís, os produtos derivados de petróleo, que apresentou um crescimento constante no primeiro trimestre, totalizando 1.740.011 toneladas. Em janeiro, foram 523.833 toneladas. Em fevereiro, o resultado foi de 536.176 toneladas e em março o volume chegou a 680.002 toneladas. A alta na movimentação de carga, neste quesito, foi de 29,81% no exercício trimestral. Em relação ao mesmo período do ano passado, que computou 1.198.911 toneladas, o crescimento foi de 45,14%.
O terceiro item de maior movimentação na pauta portuária de São Luís, os carregamentos de bauxita no Porto da Alumar, chegou a 1.345.655 toneladas nos três primeiros meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, com 788.238 toneladas, verifica-se que a movimentação do produto apresentou alta de 70,72%, a maior variação entre os três principais produtos em operação no CPSL.

Neste ano, os carregamentos de bauxita chegaram a 459.988 toneladas em janeiro, caindo para 347.462 toneladas em fevereiro e totalizando 538.205 toneladas em março.

Navios - O número de navios mercantes que operaram na Baía de São Marcos no primeiro trimestre deste ano foi de 352. Foram 120 embarcações em janeiro, 117 em fevereiro e 115 em março, segundo a estatística da Emap. De acordo com dados da empresa de praticagem Pratimar, até ontem, 86 navios atracaram no sistema portuário de São Luís desde o início deste mês. No somatório das duas estatísticas, constata-se que atracaram 438 navios no CPSL neste ano.

De janeiro a março, o Porto do Itaqui foi o que mais recebeu navios. Foram 153 embarcações, sendo 51 em janeiro, 54 em fevereiro e 48 em março. No trimestre, foram 84 navios utilizados para operações de transbordo (transferência de carga entre navios no mesmo cais) e/ou cabotagem (comércio marítimo entre portos de um mesmo país ou região); outros 69 navios operaram navegação de longo curso, isto é, comércio entre países.

No caso do TPPM, da Vale, as operações portuárias foram todas de navegação de longo curso. No trimestre, a empresa utilizou 133 navios, sendo 49 em janeiro, 40 em fevereiro e 44 em março. Já o Porto da Alumar registrou no período 66 embarcações, sendo 41 para operações de transbordo/cabotagem e 25 para navegação de longo curso.

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