terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Maranhão vai ter Bope para atuar contra crime organizado

Começou ontem curso com participação de 52 policiais militares que farão parte do Batalhão de Operações Especiais.



Foto: Douglas Júnior
Policiais militares que farão parte do Bope do Maranhão assistem a aula inaugural no Comando Geral da PM

A Polícia Militar do Maranhão (PM) colocará nas ruas de São Luís, já no próximo mês, um novo batalhão de policiamento. O grupamento, semelhante ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Rio de Janeiro, terá como objetivo combater o crime organizado e tráfico de drogas na capital. A aula inaugural do curso para formação dos 52 policiais militares que farão parte do grupamento aconteceu ontem.
A criação do novo batalhão na capital foi uma proposta do comandante-geral da PM, coronel Zanoni Porto, que assumiu o cargo em novembro de 2013. A ideia do comandante é que o chamado "Bope do Maranhão" trabalhe principalmente com a tropa do Batalhão de Choque (BPChoque), com apoio do seu Esquadrão Águia (EA); e também com o efetivo do Esquadrão de Polícia Montada (Epmont).
A coordenação do curso é do coronel Ivaldo Barbosa, que tem formação no Bope. O diretor pedagógico da PM, coronel Flávio de Jesus, informou que, assim que estiver formado, o novo batalhão de operações especiais será colocado nas ruas, combatendo o crime organizado, sobretudo o tráfico de drogas, principal causa de criminalidade no estado. "Nós estamos preparando os policiais para ingressarem em um novo modelo de policiamento especial, que será um Bope, aqui no Maranhão", informou.
Ainda segundo o coronel Flávio de Jesus, depois de formados, os PMs serão destacados para os quatro Batalhões de Polícia Militar (BPM) da capital - 1º, 6º, 8º e 9º -, onde serão formados pelotões especiais para atuar na área de responsabilidade dos BPMs, combatendo o crime organizado de forma ostensiva. Além da repressão, os policiais estarão aptos a investigar esse tipo de crime.
Durante o treinamento, os policiais permanecerão por 20 dias enfrentando condições extremas, dormindo poucas horas por dia e com uma carga de atividades físicas levada ao limite. Também aprenderão técnicas especiais de combate e de sobrevivência. Tudo isso para proporcionar uma boa qualificação técnica e levar profissionais qualificados para o combate em ações especiais, tais como rebeliões e desordens urbanas, combate e investigação do crime organizado, entre outras situações de alto risco.

Primeira aula - A aula inaugural aconteceu no auditório do Comando Geral da PM, no Calhau, onde o coronel Ivaldo Barbosa, comandante de Policiamento Especial da PM, que coordenará o curso, além de ser um dos instrutores, explicou os objetivos do treinamento aos 52 inscritos - entre os quais apenas uma mulher-, demais instrutores e oficiais da PM presentes - como será ministrado o treinamento.
Segundo o coronel Ivaldo Barbosa, depois de formados os policiais serão uma força de pronto emprego, se antecipando ao Batalhão de Choque no atendimento às ocorrências. "Esta nova turma ajudará a deixar o Choque aquartelado para o atendimento a ocorrências de maior gravidade, mas, se for preciso, o Choque também entrará em ação para conter a situação. Os policiais que serão formados poderão, inclusive, atuar no Presídio de Pedrinhas", explicou.
O coronel Flávio de Jesus informou ainda que outro curso será oferecido para os policiais que atuam no interior do estado. "Em São Luís, estão inscritos 52 policiais. No interior do estado, iremos formar mais 80. Com isso, teremos uma tropa mais qualificada e o policial se sentirá valorizado, com a possibilidade de, por meio do curso, aumentar seu conhecimento e técnica para desempenhar sua missão", afirmou.

Saiba mais


O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) é uma força de intervenção da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), responsável por atuar em situações críticas, sendo a reserva tática de pronto emprego da Corporação. Seu efetivo é voluntário, formado por policiais de elevado preparo técnico, tático e psicológico.
Hoje, o Bope comandado pelo tenente coronel Wilman René Alonso é conhecido em todo o Brasil e também fora dele. Muito se fala, se escreve e se produz sobre a unidade. No entanto, trata-se de um batalhão com mais de três décadas de existência, com trajetória ampla e diversificada, na busca constante da excelência operacional.
No cinema, o símbolo do Bope se popularizou ao trazer uma faca cravada em uma caveira. No Maranhão, o Comando de Policiamento Especial (CPE) da PM também adotou uma caveira estilizada, com boina e fuzis cruzados. Assim como nas unidades em outros estados, o "Bope do Maranhão" também deve usar fardamento preto.

Números


52 policiais estão inscritos no Curso Especial de Força Tática
80 policiais participarão de curso a ser aberto no interior do estado

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