quarta-feira, 3 de julho de 2013

Produção de cimento no Maranhão ainda é insuficiente para abastecer o mercado


Consumo de cimento se mantém no Maranhão e déficit é de 738,4 mil t/ano

Estado ainda precisa importar o produto, já que a produção anual das duas fábricas existentes em território maranhense não chega a 790 mil toneladas
 
O Maranhão ainda precisa importar cimento, cujo déficit chega a 738.474 toneladas por ano. O atual consumo do produto corresponde a 1.528.385 toneladas, enquanto a produção não ultrapassa 789.911 toneladas anuais. Ou seja, praticamente metade do cimento consumido é importada, embora se tenha duas fábricas instaladas no estado - uma em São Luís e outra em Codó.
As duas fábricas em operação no estado, uma da Votorantim (São Luís) e outra da Itapicuru Agroindustrial S.A (Codó), são responsáveis pela produção
anual de 750 mil toneladas e 38 mil toneladas, respectivamente.
A soma das duas unidades é suficiente para fazer do Maranhão somente o sétimo estado produtor de cimento na Região Nordeste. Mas, com a instalação, em breve de uma terceira fábrica, a capacidade do estado será elevada em mais 500 mil toneladas, chegando a 1.250.000 toneladas.
Essa terceira unidade da Queiroz Galvão pretende investir R$ 70 milhões na instalação de uma fábrica em São Luís. Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), o projeto depende apenas de adequação ao Código de Urbanismo da prefeitura de São Luís.

Operação - A fábrica do grupo Votorantim entrou em operação no fim de 2011, em área na BR-135, Vila Maranhão. O empreendimento de R$ 80 milhões tem capacidade para produzir 750 mil toneladas de cimento por ano, volume que representa 50% da atual demanda de consumo do produto no estado.
O Maranhão, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), ocupa a quarta colocação em consumo de cimento na região Nordeste, atrás de Ceará, Pernambuco e Bahia.
O consumo de cimento vem aumentando a cada ano no estado, devido ao forte crescimento da economia, sobretudo na atividade da construção civil. De 2011 para 2012, houve um incremento de 242.369 toneladas na demanda de consumo.
A produção também teve aumento considerável como reflexo da entrada em operação da fábrica da Votorantim, no fim de 2011. Em 2012, quando a produção alcançou 789.911 toneladas, houve um incremento de 404.857 toneladas do produto em relação ao ano anterior.

Um comentário:

Alan Ferreira disse...

Cheguei a pensar que o maranhão tinha perdido essa fábrica. Bom que Queiroz Galvão não tenha desistido do projeto. Só que existe uma quarta, de um grupo ítalo-brasileiro, qual a Sedinc não deu nenhum detalhe. Sempre torcendo pelo maranhão