terça-feira, 31 de julho de 2012

Walmart, leia-se Bompreço, chega a Timon

(imagem ilustrativa)


Maior rede de supermercado do mundo vem para Timon

O Walmart, a maior rede de supermercado do mundo tem projeto para se instalar em Timon. A aquisição do imóvel onde será construído o supermercado já foi adquirida pelo grupo. O supermercado, provavelmente um Hiper Bompreço que funcionará as margens da BR 316 onde atualmente está o prédio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e o Departamento Municipal de Trânsito – DMTRANS.


A informação foi repassada ao jornalista Elias Lacerda pelo empresário Valdeci Cavalcante (foto), proprietário do imóvel que foi vendido para multinacional do ramo de supermercados. Segundo ele, o grupo Walmart lhe comprou o imóvel que tem dois hectares de extensão.

Valdeci Cavalcante salientou que a meta do grupo é construir um grande supermercado da rede com posto de combustível e todos os serviços que dispõe. O empresário acrescentou como curiosidade que o Walmart que tem sede no Arkansas, Estados Unidos com volume de capital de economia mais forte que 60 países do mundo.

O Walmart atua no Brasil há quinze anos. Escolheu a cidade de São Caetano do Sul para abrir sua primeira unidade (loja). Atuou primeiramente pelo Sudeste, expandindo seus negócios para o Nordeste com a compra da Rede Bompreço. Abriu lojas também em Brasília, Goiânia, Minas Gerais e em Campo Grande.

Em 2004 o Walmart adquiriu as lojas da Rede Bompreço na região nordeste e em 2005 adquiriu as lojas da rede Sonae. O grupo emprega aproximadamente 90 mil pessoas no país.

Atualmente possui 49 lojas da bandeira, presentes em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

A rede possui ao todo, incluindo todas as bandeiras, ou seja; Walmart Supercenter, Hipermercados BIG, Hiper Bompreço, Supermercado Bompreço, Mercadorama, Nacional, Maxxi Atacado, TodoDia, e Sam's Club; mais de 454 lojas espalhadas pelo Brasil.

(Do Jornal O Timonense)

Gandes nomes da MPB nos 400 anos de São Luís

Caetano Veloso e Roberto Carlos são dois dos grandes nomes contratados para a festa dos 400 anos de São Luís

 

400 anos



Rigorosamente certo: a programação de grandes shows para quando setembro vier, em comemoração aos 400 anos de São Luís, é para ninguém botar defeito. Logo no primeiro dia do mês teremos um grande espetáculo com Ivete Sangalo. E nos dias seguintes outros grandes nomes da MPB, como a maranhense Alcione, Zeca Pagodinho, Fafá de Belém, Caetano Veloso, Reginaldo Rossi, entre muitos outros, agitarão os que gostam de boa música. Um dos pontos altos da programação é a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira. Mas o show que deverá atrair maior público, no entanto, será o do dia 8 de setembro, com Roberto Carlos e sua orquestra. Vale destacar que todos os espetáculos serão de portas abertas para o público. E todos terão a participação de artistas maranhenses

Codomar fará projeto de navegabilidade no Rio Madeira, em RO

Com 1.056 km de extensão navegáveis, hidrovia começa na capital de Rondônia, Porto Velho, e vai até a foz do Rio Madeira.


BRASÍLIA - O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assinou convênio com a Companhia Docas do Maranhão (Codomar) para a elaboração de estudos de navegabilidade no Rio Madeira. A assinatura do documento ocorreu na semana passada.
De acordo com o convênio, o Dnit vai investir R$ 6,9 milhões no projeto, que vai analisar os 1.056 quilômetros navegáveis do rio. Desde 1989, esse será o primeiro planejamento capaz de resultar em intervenções significativas para melhorar a navegação no trecho.
O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA) terá 18 meses de duração. A Hidrovia do Madeira, por sua posição, é estratégica para o desenvolvimento regional. Ela é uma das únicas vias de transporte para quem vive nas cidades às suas margens.
A hidrovia começa em Porto Velho (RO) e vai até a foz do Rio Madeira, na confluência com o Rio Amazonas. Além de servir de via de escoamento para a produção de grãos de Mato Grosso para Manaus (AM), de onde segue para exportação, o Rio Madeira também é usado para o transporte de vários tipos de cargas: fertilizantes, derivados de petróleo, cimento, frutas, eletroeletrônicos e até veículos.
Competência - Desde 2001, a Codomar gerencia a Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (AHIMOC), que tem atualmente na Hidrovia do Rio Madeira seu principal campo de atuação, fundamental via de escoamento para os mercados consumidores do exterior da produção de soja do Centro-Oeste, bem como da região amazônica. A Hidrovia do Madeira constitui-se praticamente como a única via de transporte para a população que vive nas cidades às suas margens, excluindo-se apenas a cidade de Humaitá (AM). Também é de competência da Codomar a Administração das Hidrovias do Nordeste (AHINOR), com sede em São Luís (MA).

Duplicação da BR 135 vai até Miranda, afirma Lobão

Ministro recebeu a informação do titular da pasta dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sobre prolongamento da rodovia.

Em visita ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em seu gabinete, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, informou que, nos próximos 30 dias, serão finalmente iniciadas as obras de duplicação da BR-135, entre São Luís e Bacabeira. A grande novidade, segundo Passos, será o prolongamento da rodovia até a sede do município de Miranda do Norte.
“Nesta visita ao ministro Lobão, meu colega de ministério, eu quero me dirigir ao povo maranhense, aos seus governantes, a toda a representação política do estado, para anunciar que, superados os aspectos técnicos, a licitação para início dessa obra, de capital importância para o Maranhão, estará concluída dentro de no máximo 30 dias”, assegurou o ministro Paulo Sérgio Passos.
O ministro dos Transportes disse ao seu colega Edison Lobão que, “agora, mais importante do que isso é também assegurar à população do Maranhão, e isso por uma decisão da nossa Presidenta Dilma Rousseff, que iremos avançar na duplicação até Miranda do Norte.”
Decisão corajosa - Agradecido pela visita, o ministro Edison Lobão disse que “afinal, tomou-se uma decisão dentro da linha da sensatez”. E afirmou: “Eu não posso deixar de agradecer ao ministro Passos pela corajosa decisão que tomou, atendendo a esses clamores que não são apenas das autoridades do estado, mas de toda a sociedade maranhense.”
Para Lobão, a decisão de estender a obra até Miranda do Norte é lógica e justa, pois o fluxo de transportes atual na BR-135 não se restringe ao trecho Estiva-Bacabeira, mas se estende até Miranda. “Futuramente, vamos prosseguir essa duplicação para toda área abrangida pela rodovia no Maranhão”, assinalou.
A decisão de duplicar a BR-135 foi tomada em função da construção da Refinaria Premium, em Bacabeira, obra já iniciada pela Petrobras. Em face de rumores sobre a possibilidade de paralisação das obras da refinaria, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, veio a São Luís, seguindo orientação do ministro Lobão, para comunicar à governadora Roseana Sarney e à população maranhense que a construção da refinaria está assegurada.
Expectativa- No entendimento do ministro Paulo Sérgio Passos, a duplicação da BR-135 até Miranda do Norte atende aos reclamos, à expectativa do povo maranhense. “Uma expectativa muito procedente, muito justa e que o Ministério dos Transportes quer, com o trabalho do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes [DNIT], levar adiante. De modo que possamos resgatar essa expectativa, essa ansiedade da população que é justificada e que se deve exatamente as condições da rodovia hoje. Principalmente, considerando-se que essa é a principal rodovia do estado do Maranhão, como bem mencionou o ministro Edison Lobão”, afirmou.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Teatro da Cidade de São Luís abre temporada de pautas


Os interessados podem procurar a sede do teatro até o dia 15 de agosto; serão aceitos apenas eventos culturais.

Os artistas maranhenses têm agora uma nova opção de lugar para a realização de peças teatrais, danças, shows e os mais diversos eventos de arte. Administrado pela Fundação Municipal de Cultura (Func), o Teatro da Cidade de São Luís (Rua do Egito) abriu o período para reserva de espetáculo. O período de inscrição será até o dia 15 de agosto, das 14h às 18h, de segunda-feira a quinta-feira, e das 9h às 13h, na sexta-feira.
Após a confirmação da pauta pela direção do local, o produtor deverá efetuar o valor de
R$ 100, 00 em espécie por dia de evento para confirmar a reserva, em um prazo de 10 dias úteis. Segundo a Func, o produtor que desmarcar uma pauta com menos de 60 dias para a realização do evento será multado no valor da reserva retida e não terá prioridade para a marcação de pautas posteriormente.
O Teatro da Cidade de São Luís é voltado somente para eventos de caráter artístico e a direção não permitirá a realização de solenidades ou cerimônias de formatura, colação de grau, congressos, simpósios, seminários, conferências, feiras de negócios e similares, diplomação, cerimônias ou cultos religiosos.
Estrutura - A estrutura do teatro tem um palco de 53m², todo em madeira freijó. O salão, que recebeu o nome do teatrólogo e dançarino maranhense Reynaldo Faray, tem capacidade para 265 lugares com cadeiras numeradas e revestidas em tecido. No térreo, tem ainda camarins, foyer, banheiros e espaço para arrendar um café. No piso superior, ficou a sala de administração, cabine de som e de projeção com equipamentos de áudio e vídeo multimídia e sistema de iluminação com 18m², além de copa e cozinha.
O Teatro da Cidade de São Luís foi criado com a finalidade de facilitar as apresentações de canto lírico e popular, exibições de músicas orquestradas, de canto coral, de trabalhos audiovisuais, convenções de natureza diversa e eventos socioculturais. O Teatro é localizado na Rua do Egito (Centro) e foi fundado em junho deste ano, substituindo o Cine Roxy, cinema histórico que estava em decadência havia várias décadas.

Taxas de pautas


De terça a quinta - R$ 400,00. A partir de dois dias - R$ 300,00.
De sexta a domingo - R$ 600,00 – A partir de dois dias - R$ 500,00
Montagem: R$ 400,00
Caução de reserva:
R$ 100,00 por dia.
Evento só para convidados: R$ 1.100,00.

Inscrições para seletivo do Senai-MA até sexta-feira

 

Há vagas para Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Imperatriz e São Luís.
Divulgação/Fiema
SÃO LUÍS - O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (Senai-MA) está selecionando currículos até esta sexta-feira (3), para 113 vagas de diversas áreas profissionais para seus cursos de educação profissional, na maioria para o cargo de instrutor.
Há vagas para Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Imperatriz e São Luís, os seis municípios onde o Senai tem unidades. No total, além das 113 pessoas que serão selecionadas para contratação imediata, há mais 13 vagas para cadastro de reserva.
As oportunidades são para os níveis médio, técnico e superior nas áreas de Alimentos e Bebidas, Panificação, Automação, Caldeiraria, Soldagem, Manutenção e Operação de Máquinas, Logística, Têxtil e Vestuário, Construção Civil, Eletroeletrônica, Eletricidade, Eletrotécnica, Informática, Metal Mecânica e/ou Engenharia Mecânica, Refrigeração, Segurança no Trabalho, Telecomunicação, Administração, Orientação Educacional, Supervisão Pedagógica, Inglês Técnico, Motorista, Vidraçaria e Esquadria. O processo seletivo também abriu vagas para pessoas com deficiência (PcD).
Os interessados em participar do processo seletivo deverão observar os requisitos, documentos, perfil profissional exigidos nos Comunicados de Seleção do Senai, disponíveis nosite do Sistema Fiema http://www.fiema.org.br/editais/6/0 e as inscrições são presenciais e devem ser feitas, de acordo com a vaga disponibilizada, nas unidades do Senai em Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Imperatriz e São Luís.
Vagas:
113 para contratação imediata e 13 para cadastro de reserva
Nível de escolaridade:
Médio, técnico e superior
Perfil profissional
Instrutor de aprendizagem industrial; instrutor de nível médio; técnico em educação – supervisão pedagógica; técnico em estudo e desenvolvimento; educador ambiental; coordenador ambiental; agente de manutenção e assistente técnico de informática
Áreas
Alimentos e Bebidas, Panificação, Automação, Caldeiraria, Soldagem, Manutenção e Operação de Máquinas, Logística, Têxtil e Vestuário, Construção Civil, Eletroeletrônica, Eletricidade, Eletrotécnica, Informática, Metal Mecânica e/ou Engenharia Mecânica, Refrigeração, Segurança no Trabalho, Telecomunicação, Administração, Orientação Educacional, Supervisão Pedagógica, Inglês Técnico, Motorista, Vidraçaria e Esquadria.

Maranhão recebe aeronave para combater crime

A aeronave será entregue hoje em Brasília; além do Maranhão, outros 10 Estados brasileiros também serão contemplados.

Leandro Santos
Da equipe de O Estado


O Maranhão vai receber uma aeronave para ser utilizada no combate à criminalidade no estado. A cerimônia de entrega acontece na manhã de hoje, em Brasília. O avião será compartilhado entre o Poder Judiciário e as Forças de Segurança Pública.
Além do Maranhão, outros 10 estados brasileiros também serão contemplados com aeronaves. Serão doados 16 aviões de pequeno porte, que foram apreendidos por estarem sendo utilizados para o tráfico de drogas no país. Os estados contemplados são: Acre, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins.
Entrega - A doação das aeronaves será feita às 11h pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ayres Britto, e pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, no hangar da Polícia Federal, no Aeroporto Internacional de Brasília (Setor de Hangares número 13/14, ao lado do Terminal 2).
Também participarão da solenidade de entrega das aeronaves os presidentes dos Tribunais de Justiça dos estados que receberão as aeronaves, os dirigentes dos órgãos parceiros da Corregedoria Nacional de Justiça no Programa Espaço Livre - Aeroportos, conselheiros e juízes auxiliares do CNJ, entre outras autoridades do Poder Judiciário. Na ocasião, também será lançado um relatório de balanço do programa, com os resultados obtidos desde sua criação, em fevereiro de 2011.
O Programa Espaço Livre tem por objetivo remover dos aeroportos brasileiros as aeronaves que estão sob custódia da Justiça ou que foram apreendidas em processos criminais. Para atingir o objetivo de retirar os 119 aviões que se encontram nessas situações, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trabalha em convênio com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o Ministério da Defesa (MJ), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Comando da Aeronáutica, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A Anac já avaliou quais aeronaves ainda estão em condições de uso. As que estão sucateadas serão removidas com o auxílio de caminhões do Exército e desmontadas.

Mais


O Maranhão tem um avião monomotor, que foi apreendido há cerca de 10 anos em poder de traficantes de drogas e repassado ao Grupo Tático Aéreo (GTA) para uso em operações de combate à criminalidade no estado.

Vale Festejar encerra festejos juninos com chave de ouro

Vale Festejar tem grande noite


Grupos folclóricos, como bumba meu boi e de danças típicas, mostraram a beleza e a diversidade das noites de São João no Maranhão.

Jock Dean
Da equipe de O Estado

O último fim de semana de festa do projeto Maranhão Vale Festejar, que desde o dia 12 deste mês transformou a Lagoa da Jansen em um arraial fora de época, foi marcado pela alegria do público, que demonstrou disposição para mais um mês de festejos juninos. No sábado (28), os bois de Maracanã e de Morros foram as principais atrações da noite.
Nessa década de Maranhão Vale Festejar, o aposentado José Carlos Neves, 82 anos, só não frequentou o primeiro ano do evento. Em todas as outras nove edições, ele foi figura constante em todas as noites de apresentações. A paixão do aposentado pelo São João é tamanha que em 2010 ele foi homenageado pela organização do Vale Festejar com uma placa de honra ao mérito. “Eu gosto das brincadeiras, da organização, da tranquilidade que é vir ao arraial no mês de julho”, afirmou.
E foi do cantinho do palco, local em que todas as noites, desde 2004, ele se posiciona para assistir a todas as apresentações, acompanhando o desfile de ritmos maranhenses feito pelo Grupo Piaçaba. Lelê, dança do caroço, dança do coco e quadrilha foram alguns dos ritmos apresentados ao público pela companhia. “Em cada apresentação, contamos um pouco da história e das tradições do Maranhão. Por isso o público gosta tanto”, comentou Boscoto, o cantor do grupo.
Bois - Depois, foi a vez da atração principal do São João do Maranhão ocupar o palco. Os grupos de bumba meu boi atraíram o público, que se aglomerava em frente ao palco para ver mais de perto todos os detalhes das indumentárias dos integrantes do grupo e não perder um só momento da apresentação. “É uma festa tão bonita, tem gosto de quero mais, pena que termina este fim de semana”, disse Ana Cláudia Vieira, que veio de Minas Gerais para participar da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência (SBPC) e aproveitou para passar o fim de semana na Ilha.
O sotaque de zabumba, mais antigo dos bumbas maranhenses, do Boi da Fé em Deus, foi o primeiro que ecoou pela Lagoa da Jansen. Os desenhos no couro do boi, feitos de miçangas e canutilhos, deram um colorido e brilho especial à apresentação. Depois foi a vez das orquestras dos bois Mocidade de Pinheiro e da Lua que convidou o público para dançar consigo no palco. “Eu adoro esse momento em que podemos nos juntar aos integrantes do boi”, disse Thiago Vieira, universitário.
Um dos grupos mais antigos de tradicionais do sotaque de matraca, o Boi de Maracanã subiu ao palco para celebrar os seus mais de 100 anos de São João, 40 dos quais esteve sob o comando do cantador Humberto, que mais uma vez mostrou a quem foi ao arraial a toada mais conhecida do grupo. Maranhão, meu tesouro, meu torrão foi cantada em coro pelo público, que aplaudiu o cantador que espera poder cantar por mais 40 anos. “Nasci, cresci e me criei no meio do São João. Por isso quero festejar por muitos anos ainda”, comentou Humberto.
Fechando a noite, a beleza, o bailado e a sensualidade dos índios e índias do Boi de Morros, que aproveitaram a ocasião para gravar o seu segundo DVD. “Não poderíamos escolher outro palco senão o do Vale Festejar para eternizar a magia de Morros. Aqui é onde maranhenses, turistas e os grupos folclóricos renovam suas forças para continuar fazendo essa festa linda que é o São João”, afirmou Lobato, cantador.

Números


5 mil pessoas, em média, por noite
14 noites de festa
112 apresentações
40 atrações diferentes

Univima abre edital que oferece bolsas a diversos profissionais



Vagas para recém-graduados em cursos superiores e para cargo técnico.

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e Universidade Virtual do Maranhão (Univima), órgãos vinculados à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Ensino Superior (Sectec), informam que estão abertas inscrições para a seleção de bolsistas de ensino médio e superior.
Eles vão atuar no Programa Suporte à Implantação de Ações Estratégicas em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Estado do Maranhão Parque Tecnológico e Infovias.
As inscrições estão abertas no site da Fapema (www.fapema.br) até sexta-feira (3). Estão sendo oferecidas 11 vagas para nível superior e sete para nível técnico (veja quadro).
O Programa de Suporte à Implantação de Ações Estratégicas em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Estado do Maranhão é um instrumento idealizado infraestruturantes, atendendo as necessidades de recursos humanos com uma visão racional e eficiente, explorando as especificidades e as semelhanças dos projetos atendidos”.
O objetivo é contribuir para a elaboração de ações estratégicas de infraestrutura e recursos humanos com foco na pesquisa, no desenvolvimento tecnológico e inovação para competitividade. Além de dar apoio para a concepção e conceituação.
Os candidatos devem estar formados no máximo há 36 meses, e devem dedicar-se integralmente às atividades dos projetos nos quais as vagas estão inseridas. Os valores das bolsas disponibilizadas se encontram no Edital (Nº 35/2012), no site da Fapema.

Mais


Nível superior
Engenharia Elétrica, Engenharia da Computação ou Ciência da Computação, com sólida formação em TICs ­ Engenharia Civil
­Arquitetura
­Economia
­Direito
Nível médio:
Técnico em administração
­Técnico em informática

Sem poluição, praia de Panaquatira é opção para o banho de mar na Ilha

Movimento na praia aumentou com a poluição na orla de São Luís.


A 40 minutos de São Luís, a praia de Panaquatira, no município de São José de Ribamar, já não é mais a mesma desde que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) fincou placas em praticamente todas as praias da capital alertando para o fato de que suas águas estão poluídas. O resultado foi o aumento de banhistas naquele trecho do litoral maranhense, o que está animando quem tem bares e restaurantes na localidade. As praias de Panaquatira e Juçatuba são as únicas da Ilha apropriadas para banho, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).
Ontem de manhã, por exemplo, banho de sol e de mar foi bem-vindo em Panaquatira, apesar da distância da maré, que obrigou os banhistas a andarem um pouco mais para se refrescar. Nos bares, prevaleceu o cardápio tipicamente maranhense, como camarão, peixe frito e caranguejo. Diferentemente do que ocorria até pouco tempo, quando a praia ficava praticamente vazia aos fins de semana, o cenário mudou significativamente.
“O aumento no número de banhistas aqui é visível e está sendo ótimo para as vendas. Até os turistas estão vindo com mais frequência, pois temos visto caravanas de várias cidades, entre elas Belém e Teresina, e também do interior do estado”, contou Benevenuto Diniz Filho, proprietário do Bar e Restaurante do Bena.
Divulgação - Ele disse, no entanto, que as autoridades deveriam divulgar mais sobre o potencial turístico da Panaquatira em São Luís, principalmente pelo fato de a praia ser considerada própria para o banho, como atestam as duplas placas lá instaladas em dois pontos pela Sema. “Muita gente não sabe que a praia de Panaquatira está boa para o banho. O que nós pedimos é que as autoridades encontrem uma forma de divulgar esta informação nos hotéis, pontos turísticos, restaurantes e bares da capital”, pediu Benevenuto Filho.
Ao longo da faixa de areia, há pelo menos sete bares e todos servem pratos típicos da culinária maranhense. Assim como na praia do Araçagi, veículos podem circular na faixa de areia. Um dos pontos negativos é que não há salva-vidas, mas os proprietários de bares fazem o apelo para que as autoridades pensem nisso devido ao aumento no número de banhistas.
De acordo com Gledson Cabral, do bar Leila Mar, a clientela no estabelecimento cresceu em 100%. “Desde quando começou essa história de praias poluídas, percebemos o aumento do fluxo de pessoas aqui, principalmente neste mês das férias. Aos fins de semana, a movimentação é ainda maior”, afirmou .

Mais


No dia 8 de junho, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) divulgou novo laudo técnico sobre as condições de balneabilidade na orla da Região Metropolitana de São Luís. Foram coletadas amostras em 26 pontos diferentes das praias e todas foram consideradas impróprias para banho, exceto as de Panaquatira e Juçatuba.
O laudo referia-se à ação de monitoramento realizada nos dias 3 e 4 de junho, integrando a série de acompanhamento semanal.

domingo, 29 de julho de 2012

Damha lançará residencial em São Luís


Vem coisa boa por aí

A empresa Damha Urbanizadora (Grupo Encalso-Damha) está se instalando em São Luís com investimento de R$ 40 milhões na construção do residencial Damha I. Quinta-feira (2 de agosto), o diretor-superintendente da empresa, José Paranhos (foto), virá à capital para apresentação e lançamento do empreendimento, em evento no Hotel Luzeiros para a imprensa, a partir das 11h. Este lançamento é parte do plano de expansão da companhia para 2012 e que envolve, ao todo, sete empreendimentos, marcando presença em sete estados brasileiros. A Damha afirma que traz a São Luís o melhor conceito de urbanismo do país, com a qualidade urbanística e construtiva que a diferencia no segmento de loteamentos fechados e condomínios residenciais, baseados nos pilares integrados de moradia, bem-estar, lazer, segurança, respeito ao meio ambiente e infraestrutura altamente qualificada.

Após dias de atividades, Reunião da SPBC tem balanço positivo em São Luís


Pesquisadores e alunos discutiram meios de usar os conhecimentos tradicionais para erradicar a pobreza no país.

Jock Dean
Da equipe de O Estado

A 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi encerrada na sexta-feira, dia 27. Durante o encontro, que teve início na segunda-feira, 23, professores, pesquisadores e alunos discutiram meios de usar os conhecimentos tradicionais para erradicar a pobreza no país. O evento debateu ainda a necessidade de maiores investimentos em pesquisas científicas e a valorização da educação como instrumento de cidadania. Esta foi a segunda vez que São Luís sediou a SBPC. O primeiro evento foi realizado em 1995. A 47ª Reunião teve como tema Ciência e desenvolvimento autossustentável e é considerada até hoje uma das recordistas destes 64 anos de trabalho da entidade.
Diariamente, passaram pelo campus do Bacanga da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA) cerca de 25 mil pessoas que assistiram a palestras, conferências, exposições, participaram de minicursos e mesas-redondas. “Fizemos um levantamento e constamos que de cada 10 visitantes, apenas três estavam inscritos. Isso nos surpreendeu, pois poucas edições da SBPC foram tão populares quanto a deste ano. A maioria dos visitantes era da área Itaqui-Bacanga, onde fica a universidade”, destacou Natalino Salgado, reitor da UFMA.
Helena Nader, presidente nacional da SBPC, observou que o evento deste ano teve a missão de pensar formas de trazer os saberes populares para o âmbito científico, para que eles sirvam como base para o desenvolvimento das ciências no país. “Esse é diálogo que não pode se perder, mas ser intensificado. Antes, os saberes populares eram vistos como um obstáculo para o desenvolvimento científico, mas muitas inovações só foram possíveis a partir da sistematização da tradição popular, por isso defendemos a proteção desses saberes”, disse.
Para a realização da SBPC, foi construído um novo centro acadêmico com três andares e salas para até 160 expectadores, totalmente climatizadas, uma avenida que contorna todo o campus para facilitar acesso aos prédios da universidade. Mais de 2.000 pessoas trabalharam nos serviços de limpeza, segurança, alimentação, atendimento médico e outros. Veículos adaptados para o transporte de cadeirantes, interpretes de libras, transcritores de braile, monitores para deficientes, rampas e elevadores também foram disponibilizados. “O evento deste ano foi o mais inclusivo e democrático de todos os já realizados e isso só foi possível porque a população abraçou a causa”, frisou a presidente nacional da SBPC, Helena Nader.
Eventos – A SBPC foi composta por diversos eventos paralelos, um deles foi a SBPC Jovem que acontece desde 1993 e tem o objetivo de envolver as crianças e adolescentes com a pesquisa científica, formando novos pesquisadores no país. A programação, aberta ao público geral, teve como base questões como sustentabilidade e acessibilidade. Na tenda Stand’Arts, montada para receber as atividades, era possível aprender origami, fazer cabelo afro, comer babaçu, além de assistir a diversas exposições. O Governo do Estado investiu R$ 475 mil no projeto.
Na grande tenda armada para a Exposição de Ciência e Tecnologia (ExpoT&C), uma mostra de ciência, tecnologia e inovação que reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços à população, o público teve a oportunidade não só de ver, mas de experimentar novas tecnologias e de realizar os experimentos científicos no espaço que teve como marca principal a interatividade. “A mostra foi a maior já realizada, com 64 estandes distribuídos em 6.500 metros quadrados de área”, destacou Natalino Salgado.
Uma das conferências que mais atraiu a atenção dos participantes foi a proferida na terça-feira, dia 24, pelo cientista israelense Daniel Shechtman, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2011, que explicou como descobriu uma nova categoria de materiais sólidos, os quasicristais. Esta foi a primeira vez que um vencedor do Prêmio participou de uma SBPC. A descoberta possibilitou inovações em áreas como a da produção de aço-cirúrgico, utilizado na fabricação de agulhas usadas na cirurgia ocular.
Críticas - Durante o encontro, Helena Nader também fez críticas aos cortes no orçamento do governo para as áreas de ciência, tecnologia e inovação, por considerar que a medida impacta negativamente no sistema educacional do país. “Já são dois anos consecutivos com cortes no orçamento. No ano passado, alertei que o Governo Federal, ao cortar os recursos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, estaria sinalizando que os investimentos no desenvolvimento científico seriam cada vez menores. Não pode haver educação de qualidade sem desenvolvimento científico”, disse.

Compromissos


- Durante os dias de trabalho, a UFMA assumiu diversos compromissos. Entre eles a realização, em Alcântara, de seminários para discutir a questão quilombola na cidade junto com a sociedade ci-vil e as comunidades tradicionais.
- A universidade vai coletar também dados das conferências realizadas para a produção de um relatório que será entregue a administração municipal e estadual para a elaboração de políticas públicas.

Em tempo

O reitor da UFMA, Natalino Salgado, passa o fim de semana em estado de graça. A organização da 64ª Reunião da SBPC foi considerada uma das melhores e mais eficientes da história da entidade. O representante da Universidade Federal de Pernambuco, onde ocorrerá a próxima edição, avisou que vai importar o modelo integralmente e ajustá-lo à realidade da UFPE.

Noite junina fora de época na Lagoa


Manifestações folclóricas características do período do São João no Maranhão se apresentaram em mais uma edição do projeto Vale Festejar.

Yane Botelho
Da equipe de O Estado

Quem não brincou São João no mês de junho teve a oportunidade de ver a beleza e a alegria do folclore maranhense na sexta-feira, na Lagoa da Jansen, durante o antepenúltimo dia de apresentações de grupos no projeto Maranhão Vale Festejar deste ano. Maranhenses e turistas aproveitaram a noite de festa junina fora de época para se divertir.
A noite reuniu grupos de bumba meu boi, dança portuguesa e tambor de crioula. A tradição do sotaque de matraca do Boi da Madre Deus, o brilho dos bois de orquestra de São Simão, Meu Tamarineiro e Nina Rodrigues e a mistura de ritmos do Boizinho Barrica foram destaque entre as atrações.
As manifestações folclóricas atraíram muitos participantes da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que terminou sexta-feira em São Luís. A turista Izadora Alves, 34 anos, veio de Belém participar do evento e aproveitou o Vale Festejar para conhecer o bumba meu boi. Ela ficou impressionada com a beleza do folclore maranhense. “É algo único. Reúne folclore e religiosidade. É uma festa grande e realmente mágica”, comentou.
Pandeirões e matracas comandaram os pés descalços das índias do Boi da Madre Deus. A coreografia e o ritmo do grupo encantou a todos. Em cima do palco, o batalhão de matraqueiros, pandeireiros e caboclos de pena recebeu o público para dançar.
Muitos turistas aproveitaram para tirar foto com as belas índias do Boi de Nina Rodrigues. “Quero registrar essa festa. Vou mostrar a todos como é São Luís, o quanto são lindos o bumba meu boi e as índias que dançam nos grupos”, disse a turista de Minas Gerais Bianca Oliveira.
Um grupo de integrantes da Marinha do Brasil prestigiou o Vale Festejar. Eles vieram a São Luís para conhecer o Porto do Itaqui e a Capitania dos Portos e aproveitaram a passagem pela capital maranhense para ver a festa junina fora de época. O almirante Gilberto Max Roffé Hirschfeld, diretor-geral de navegações do Comando de Operações Navais, sediado no Rio de Janeiro, ficou admirado com a beleza histórica e com os festejos. “A música e o ritmo são maravilhosos”, disse.
Exposição – Com o tema folclore maranhense, as pinturas criadas por senhoras aposentadas que participam do Programa de Ação Integrada para Aposentados (PAI), desenvolvido pelo Governo do Estado do Maranhão, e expostas na festa chamou a atenção dos visitantes. Alguns avaliavam os preços na tentativa de levar as peças como uma lembrança cultural, a ser exposta em uma parede em casa. Uma das artistas, Graça Coelho, de 63 anos, começou a pintar há somente dois anos. “Os temas mais presentes em minhas telas são o bumba-meu-boi e o tambor de crioula”, explicou.
Essa é a décima edição do Maranhão Vale Festejar, patrocinado pela Vale. A festa de sexta-feira se estendeu até a madrugada de ontem, com arraial lotado. O Boizinho Barrica foi a última atração a se apresentar. Era uma das apresentações mais esperadas. “O grupo é lindo, as indumentárias são bem artesanais. É um belíssimo espetáculo”, descreveu a administradora de empresas Letícia Castro.

Maranhão Vale Festejar encerra a programação hoje com grande festa


Evento já tradicional no calendário de festas do Maranhão terá diversidade de manifestações folclóricas.

Em São Luís, o São João é prolongado durante todo o mês de julho. Hoje marcando o encerramento da temporada junina de 2012, será o último dia do Maranhão Vale Festejar, no Arraial da Lagoa (Lagoa da Jansen). O evento reserva a multiplicidade de sotaques, ritmos e cores das nossas festas juninas para ludovicenses e turistas que comparecerem à Lagoa da Jansen, a partir das 19h. Realizado pela Associação dos Amigos do Bom Menino, o projeto completa uma década de sucesso neste ano, encantando multidões e deixando saudades ao fim de cada edição.
Este ano, a festa começou no dia 12 deste mês, acontecendo sempre às quintas, sextas, sábados e domingos. Nesta semana, entretanto, a festança começou na terça-feira (24), para alegria dos amantes das manifestações folclóricas locais. O Maranhão Vale Festejar tem o patrocínio da Vale e o apoio da Cemar, Bumba Meu Pão, Guaraná Jesus e Sistema Mirante.
Programação - A noite começa com a vitalidade e o encanto da Banda do Bom Menino. Em seguida, quem sobe ao palco são os Amos da Ilha e os Amos da Baixada. Já no meio da noite, o som da zabumba toma conta do ambiente e o Boi de Leonardo faz todo mundo dançar. Na sequência, a orquestra e o colorido das indumentárias do Boi de Axixá encantam o público, seguido do sotaque da baixada do Boi da Floresta.
Já no fim da festa do último dia de Vale Festejar, as matracas e os pandeirões do batalhão do Boi da Pindoba também marcam presença. O som envolvente dita os passos dos pés das índias e contagia maranhenses e turistas.
Encerrando essa edição da festa, a Companhia Barrica apresenta seu espetáculo Maranhão de Festejos. O grupo homenageia os 400 anos de São Luís, numa apresentação que mistura as danças e ritos juninos. “O tambor de crioula, a riqueza dos figurinos tradicionais, as danças... A referência visual do espetáculo é a diversidade de indumentárias do nosso São João”, explica José Pereira Godão, diretor da companhia.
No repertório do espetáculo, músicas como Todos Cantam sua Terra, de João do Vale; Louvação a São Luís, de Bandeira Tribuzi; e Toada em Oração, de Oberdan Oliveira. “É nosso presente para São Luís podermos apresentar esse musical no encerramento do Vale Festejar. A expectativa é gravá-lo em DVD e eternizar essa bonita homenagem à nossa cidade”, comenta Godão.

Mais


• O quê
Último dia do Maranhão Vale Festejar
• Quando
Hoje, às 19h
• Onde
Arraial da Lagoa

Governo anuncia obras para a urbanização do espigão costeiro


A SINFRA aguarda a liberação da Marinha para iniciar os serviços de urbanização, o que deverá acontecer em menos de um mês.

O espigão costeiro da Ponta d’Areia, construído pelo Governo do Estado em São Luís para conter o avanço da erosão na área e desassorear o canal, melhorando a navegabilidade das embarcações, já apresenta efeitos visíveis, como o aumento da faixa de areia no local. A próxima fase de obras consiste na urbanização local, cujo início está previsto para o próximo mês, que transformará a paisagem em um novo ponto turístico de São Luís.
Segundo o secretário Max Barros, a licitação já foi concluída, a empresa vencedora está contratada e a Secretaria de Infraestrutura já tem o licenciamento ambiental. Agora, aguarda a liberação da Marinha para o início dos serviços de urbanização.
“Esperamos que, no máximo, em duas semanas tenhamos o documento. A expectativa é de que em um mês as obras sejam iniciadas e em um ano a urbanização, não só do espigão, mas de toda orla da Ponta d’Areia, esteja totalmente concluída”, enfatizou.
A primeira etapa da obra, que inclui a complementação de pedra do espigão e vai tornar a chegada das embarcações no local mais segura, deverá ser concluída em seis meses. Já a fase da urbanização total deve durar um ano.
Deque - O projeto inclui a construção de um deque de madeira, que utilizará madeira reaproveitada e palmeiras imperiais como item de ornamentação, proteção das laterais, bancos ao longo do espigão, quiosques para venda de artesanato maranhense, lanchonetes, locais para coleta de lixo, pontos de observação, além de calçadão e ciclovia, entre outros espaços paisagísticos.
“O espigão vai se tornar uma área de passeio público, um espaço de contemplação tanto para os moradores de São Luís, quanto para os turistas, com quiosques de conveniência e bancos em toda área. A orla vai ter um grande calçadão que pode ser utilizado para práticas esportivas como ciclismo, corrida e caminhada”, contou Max Barros.
A maranhense radicada em Portugal, Indira Gand, visitou pela primeira vez o espigão costeiro e revelou que o pôr do sol no local é muito bonito. “Eu não costumava visitar essa área da cidade, mas, depois da obra vejo que ficou muito bonito. O local é lindo para visitar no fim de tarde e também de manhã cedo para ver o nascer do sol”, disse.
Já para o turista paulista, János Varga, a obra tem tudo para fazer ainda mais sucesso. “Virou um ponto turístico bem interessante e quando estiver toda urbanizada então, vai ficar ainda mais bacana”.
Erosão - De acordo com estudo elaborado pela Universidade de São Paulo (USP), encomendado pela Vale e doado ao Governo do Estado, as transformações ocorridas com a construção da Barragem e do Aterro do Bacanga modificaram a velocidade dos rios Bacanga e Anil. Issoa carretou em mudanças na corrente marítima na área da Ponta da Areia, aumentando a intensidade da erosão e diminuindo a faixa de praia, o que acentuou ainda mais o assoreamento do canal.
Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, Max Barros, o espigão costeiro da Ponta d’Areia, também conhecido como quebra-mar, vai recompor a faixa de praia que existia, anos atrás, no local, de forma a conter o avanço da erosão, que já atinge bares, restaurantes e prédios residenciais.
A previsão é que a faixa de praia esteja totalmente recomposta, como era há 50 anos, em um período de 10 anos, ou seja, é uma obra com benefícios a longo prazo. “O que a natureza levou anos para fazer, vai levar anos, também, para se recompor e ter o efeito desejado. Mesmo assim, apesar da previsão de 10 anos, os efeitos do espigão já são percebidos”, afirmou.
Desassoreamento - Outro papel importante desempenhado pela obra é o desassoreamento do canal da Ponta d’Areia, existente entre a península e o banco de minerva, uma espécie de banco de areia. O local serve para o tráfego de embarcações, que estavam encalhando por causa do assoreamento existente no canal.
“Se a obra não fosse realizada seria ainda maior o número de embarcações encalhadas no local, dificultando a ligação da cidade de São Luís com a Baixada Maranhense. O espigão vai permitir que as embarcações não precisem mais contar com a sorte das marés, pois em breve, o local ganhará uma Marina”, contou Max Barros.
A estrutura do quebra-mar tem 572 metros de extensão e contará com mais 128 metros perpendicular à área onde hoje é o Espigão, formando um ângulo de 90º, é nesse encontro que será construída a Marina da Ponta d’Areia.
A obra tem largura variável, indo de 7 metros, no ponto mais próximo da terra, até 13 metros, no ponto mais profundo da orla. Já a altura, varia de 4 a 14 metros.

Benefícios do espigão costeiro


- Promover o fim da erosão na área da Ponta d’Areia;
- Recompor a faixa de praia do local;
- Desassorear o canal de navegação;
- Ajudará no processo de renovação da água da Lagoa da Jansen, pois no local era necessária a dragagem de forma mais eficiente;
- Local será transformado em ponto turístico de São Luís;
- Vai contribuir para geração de emprego e renda com a inclusão de quiosques ao longo do espigão e estimular a venda de artesanatos locais.

Dilma Rousseff inaugura Casa Brasil em Londres


Na foto, Dilma Rousseff e o ministro Gastão Vieira observam um boi bordado em homenagem aos 400 anos de São Luís.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A Casa Brasil é espaço montado em Londres para promover o país.

LONDRES - A presidenta Dilma Rousseff afirmou em Londres, que o Brasil começou com o pé direito nos Jogos Olímpicos. A cerimônia de abertura dos Jogos será nesta sexta-feira (27), mas em algumas modalidades, como o futebol, já houve partidas, com vitória das seleções masculina e feminina. Ao participar da inauguração da Casa Brasil, espaço montado em Londres para promover o país, a presidenta disse que a realização das Olimpíadas é um momento especial para o mundo.
Na foto, Dilma Rousseff e o ministro Gastão Vieira observam um boi bordado em homenagem aos 400 anos de São Luís.
“Estamos aqui torcendo para que essa Olimpíada que vai começar, que já começou, que nós, aliás, começamos com o pé direito, muito bem começado, e estamos agora, inclusive, continuando esse começo de vitória. Mas eu quero dizer que é um momento muito especial para o mundo, é o momento em que as diferentes nações se congregam aqui, em Londres. E eu tenho certeza que essa experiência que nós estamos vivendo hoje, aqui, em Londres, nós vamos levá-la para o Brasil”, disse.
As informações são do Palácio do Planalto.

sábado, 28 de julho de 2012

Inaugurada unidade de beneficiamento de frutas em Ribamar

Foto: Divulgação/Sedes

Durante a inauguração, Fernando Fialho, anunciou a construção de outra unidade de beneficiamento.

Divulgação/Sedes
 
SÃO LUÍS - Os secretários de Estado Chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva, e o de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho, representantes da Prefeitura e agricultores familiares inauguraram, no fim da tarde de sexta-feira (27), a Unidade Comunitária de Beneficiamento de Frutas de Itapari, um polo agrícola localizado em Panaquatira, no município de São José de Ribamar.
Durante a inauguração, Fernando Fialho, anunciou a construção de outra unidade de beneficiamento no município, desta vez no polo agrícola de Bom Jardim.
Falando em nome do Governo do Estado, o secretário Luis Fernando Silva, disse que a instalação de uma fábrica no polo agrícola de Itapari, onde vivem cerca de 300 agricultores, é uma determinação da governadora Roseana Sarney, para que os trabalhadores tenham uma vida mais digna.
Luis Fernando afirmou que os agricultores são fortes e precisam de oportunidades, e o que o Governo do Estado faz, ao estimular talentos, quando cria as condições para agricultores familiares serem empreendedores.
Para Fernando Fialho, o apoio à agricultura familiar contribui para a melhoria da renda das famílias rurais, trazendo oportunidades para que as pessoas mudem de vida e ajudando o Maranhão a ter uma economia mais consistente. Ele destacou ainda a parceria com a Prefeitura de Ribamar para o funcionamento da unidade de beneficiamento de frutas, e disse que os resultados das ações de combate à extrema pobreza no Estado vão depender de um compromisso forte com as prefeituras.
Obra
A unidade de beneficiamento foi construída em uma área de 77m², com recursos do Governo do Estado, no valor de 46 mil reais, viabilizados por meio de convênio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) com o Instituto de Agronegócios do Maranhão (Inagro). A Prefeitura de São José de Ribamar participa da iniciativa garantindo a limpeza, a vigilância do local e a compra de parte da produção de polpa de frutas beneficiada na unidade, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos – Compra Local Municipal.
“Este projeto vai dar certo, porque o povo aqui quer trabalhar, quer produzir e melhorar de vida”, falou o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Itapari/Panaquatira, José Ribamar Caldas Silva.
São 15agricultores familiares, sendo 13 mulheres e dois homens, treinados para trabalhar na unidade no beneficiamento de frutas como caju, tamarindo, buriti, maracujá, graviola, bacuri, cupuaçu, acerola, manga, goiaba, açaí, cajazinho, murici, jaca e abacate. A capacitação foi feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em todas as etapas de produção como descascamento das frutas, despolpamento, processamento e embalagem, além da qualificação em gerenciamento de vendas.
“É fonte de renda, estamos melhorando no conhecimento, estamos progredindo”, disse Maria José Costa, uma das agricultoras familiares treinadas para beneficiar a sua própria produção de frutas na unidade.
Os agricultores também foram treinados para a autogestão do empreendimento, e a produção receberá certificação sanitária, possibilitando a sua comercialização. Cada pequeno produtor vai levar a sua produção individual de frutas até a unidade, processar, embalar e comercializar.
“Agora com a unidade de beneficiamento, não vai haver mais desperdício, principalmente de manga, goiaba e caju. Temos excesso dessas frutas durante a estação e não tínhamos como utilizar, a gente só aproveitava um pouco da castanha de caju. Agora vamos despolpar, processar e vender”, disse o agricultor João Capistrano Alves, que tem três filhas também agricultoras, beneficiadas com a instalação da unidade de produção.

Como nos palcos da Broadway

Espetáculo Broadway, do Coral São João, será apresentado hoje e amanhã, no Teatro Arthur Azevedo.

O Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol) se transformará, mais uma vez, na Broadway. O Coral São João, que comemora 35 anos de existência, reapresentará hoje, às 21h, e amanhã, às 19h, espetáculo inspirado nos musicais norte-americanos. A montagem teve a primeira edição no início deste ano e, devido ao sucesso de público, terá uma nova montagem. Com elenco formado por mais de 50 artistas, entre cantores, solistas, bailarinos e músicos, a apresentação marcará também o lançamento do CD gravado durante a primeira temporada na mesma casa. Além do CD, um DVD está sendo produzido, mas ainda sem data de lançamento.
Entre os musicais escolhidos, Don’t cry for me Argentina (Evita), The Beauty and The Beast (A Bela e a Fera), The Phantom of The Opera (O Fantasma da Ópera), Memories (Cats) e Sunset Boulevard. Além desses, New York New York, O Rei Leão, Jesus Christ Super Star, A Noviça Rebelde, Carrossel, entre outros. A direção geral de Broadway é da Ruber Produções e a musical, de Henrique Duailibe.
No palco, estarão os cantores Fernando de Carvalho, Lúcia Alvino, Alessandro Batista, Núbia Maranhão e Vanessa Furtado, além de Angélica Vieira (teclado e piano), Ruy Mário (teclados e acordeão), Marquinhos (teclados e efeitos), Rogério Leitão (bateria) e Arlindo Carvalho (percussão). A coreografia dos bailarinos foi ensaiada por Miliane Moreira. A soprano Lúcia Alvino, maranhense radicada em Teresina, por exemplo, surpreende o público com o Belting: técnica vocal utilizada para se produzir uma voz mais clara projetada em volume alto e notas musicais agudas sem danificar as cordas vocais.
Segundo o regente oficial do Coral São João, Fernando Mouchrek, a apresentação de Broadway no primeiro semestre deste ano empolgou a plateia e surpreendeu, haja vista o capricho da produção e a preocupação da Ruber Produções com os detalhes e com a estética do espetáculo, de uma forma geral. Somem-se a isso o desempenho dos artistas e o capricho dos técnicos.
“Fizemos uma grande produção e como estamos comemorando os nossos 35 anos de existência, resolvemos fazer uma segunda temporada do espetáculo, que ficou muito bonito e musicalmente afinado”, disse Mouchrek.
O regente do coral acrescentou que, além de comemorar o aniversário de 35 anos do Coral São João, a iniciativa é também uma homenagem dos coralistas aos 400 anos de São Luís. “O grupo optou por uma manifestação diferente, já que ao longo do ano homenageamos a cultura maranhense cantando a música produzida no Maranhão. Esta é outra maneira de celebramos essa data tão especial”, continuou o regente.
Reunião - O Coral São João, segundo Fernando Mouchrek, começou com uma reunião entre amigos no fundo da Igreja São João, na rua de mesmo nome. A partir daí, as vozes decidiram se juntar para a formação do grupo independente. Atualmente, 42 coralistas de diferentes naipes se apresentam em nome do coral. Pelo grupo, já passaram muitos talentos maranhenses, entre eles os cantores Rosa Reis, Roberto Brandão, Luciana Simões, Fátima Passarinho e Djalma Chaves.
Os integrantes do Coral São João também já estiveram em outros estados do Brasil e em outros países, como Argentina, Itália, Alemanha, França, Canadá e Suíça. O grupo começou a se apresentar no dia 10 de abril de 1977, e desde então não mais se calou.

Serviço


• O quê
Espetáculo Broadway
• Quando
Hoje, às 21h, e amanhã, às 19h
• Onde
Teatro Arthur Azevedo
(Rua do Sol)
• Ingressos:
R$ 20,00 (galeria),
R$ 30,00 (balcão e camarote) e R$ 40,00 (frisa e plateia).

Espigão Costeiro aumenta areia e contém erosão na Ponta d’Areia

Foto: Antônio Martins

A construção já apresenta efeitos visíveis, como a recomposição da faixa de praia.

Imirante
 
SÃO LUÍS - O Espigão Costeiro da Ponta d’Areia, construído pelo Governo do Estado em São Luís para conter o avanço da erosão na área e desassorear o canal, melhorando a navegabilidade das embarcações, já apresenta efeitos visíveis, como o aumento da faixa de areia no local. Com investimentos na ordem de R$ 12 milhões, uma parte da obra, iniciada em abril de 2011, está concluída. A previsão é que em menos de um mês tenha início a fase de urbanização, que transformará a paisagem em um novo ponto turístico de São Luís.
De acordo com estudo elaborado pela Universidade de São Paulo (USP), encomendado pela Vale e doado ao Governo do Estado, as transformações ocorridas com a construção da Barragem e do Aterro do Bacanga modificaram a velocidade dos rios Bacanga e Anil. Isso acarretou em mudanças na corrente marítima na área da Ponta da Areia, aumentando a intensidade da erosão e diminuindo a faixa de praia, o que acentuou ainda mais o assoreamento do canal.
Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, Max Barros, o Espigão Costeiro da Ponta d’Areia, também conhecido como quebra-mar, vai recompor a faixa de praia que existia, anos atrás, no local, de forma a conter o avanço da erosão, que já atinge bares, restaurantes e prédios residenciais.
A previsão é que a faixa de praia esteja totalmente recomposta, como era há 50 anos, em um período de 10 anos, ou seja, é uma obra com benefícios a longo prazo. “O que a natureza levou anos para fazer, vai levar anos, também, para se recompor e ter o efeito desejado. Mesmo assim, apesar da previsão de 10 anos, os efeitos do Espigão já são percebidos”, afirmou.
Desassoreamento
Outro papel importante desempenhado pela obra é o desassoreamento do canal da Ponta d’Areia, existente entre a península e o banco de minerva, uma espécie de banco de areia. O local serve para o tráfego de embarcações, que estavam encalhando por causa do assoreamento existente no canal.
“Se a obra não fosse realizada seria ainda maior o número de embarcações encalhadas no local, dificultando a ligação da cidade de São Luís com a Baixada Maranhense. O Espigão vai permitir que as embarcações não precisem mais contar com a sorte das marés, pois em breve, o local ganhará uma Marina”, contou Max Barros.
A estrutura do quebra-mar possui 572 metros de extensão e contará com mais 128 metros perpendicular à área onde hoje é o Espigão, formando um ângulo de 90º, é nesse encontro que será construída a Marina da Ponta d’Areia.
A obra tem largura variável, indo de 7 m, no ponto mais próximo da terra, até 13 m, no ponto mais profundo da orla. Já a altura, varia de quatro a 14 m.
Urbanização
Além de ser uma obra de engenharia com a função específica de conter a erosão e desassorear o canal, o Espigão tornou-se um ponto turístico em São Luís, levando o Governo do Estado a incluir no projeto inicial, a parte de urbanização da área.
Segundo o secretário Max Barros, a licitação já foi concluída, a empresa vencedora está contratada e a Secretaria de Infraestrutura já possui o licenciamento ambiental. Agora, aguarda a liberação da Marinha para o início dos serviços de urbanização. “Esperamos que, no máximo, em duas semanas tenhamos o documento. A expectativa é que em um mês as obras sejam iniciadas e em um ano a urbanização, não só do Espigão, mas de toda orla da Ponta d’Areia, esteja totalmente concluída”, enfatizou.
A primeira etapa da obra, que inclui a complementação de pedra do Espigão e vai tornar a chegada das embarcações no local mais segura, deverá ser concluída em seis meses. Já a fase da urbanização total deve durar um ano.
O projeto inclui a construção de um deque de madeira, que utilizará madeira reaproveitada e palmeiras imperiais como item de ornamentação, proteção das laterais, bancos ao longo do espigão, quiosques paravenda de artesanato maranhense, lanchonetes, locais para coleta de lixo, pontos de observação, além de calçadão e ciclovia, entre outros espaços paisagísticos.
“O Espigão vai se tornar uma área de passeio público, um espaço de contemplação tanto para os moradores de São Luís, quanto para os turistas, com quiosques de conveniência e bancos em toda área. A orla vai ter um grande calçadão que pode ser utilizado para práticas esportivas como ciclismo, corrida e caminhada”, contou Max Barros.
A maranhense radicada em Portugal, IndiraGand, visitou pela primeira vez o Espigão Costeiro e revelou que o pôr do sol no local é muito bonito. “Eu não costumava visitar essa área da cidade, mas, depois da obra vejo que ficou muito bonito. O local é lindo para visitar no fim de tarde e também de manhã cedo para ver o nascer do sol”, disse.
Já para o turista paulista, János Varga, a obra tem tudo para fazer ainda mais sucesso. “Virou um ponto turístico bem interessante e quando estiver toda urbanizada então, vai ficar ainda mais bacana”.
Memorial Bandeira Tribuzi
Também está incluída no processo de melhoria urbanística do Espigão Costeiro, a revitalização do Memorial de Bandeira Tribuzi, que deve ser transformado em Centro Cultural guardando toda a obra do poeta ludovicense. O memorial servirá ainda, de apoio para a Marina a ser construída no local.
Outra mudança será a interrupção do tráfego de veículos nas proximidades do Forte da Ponta d’Areia. “A área será transformada para incentivar passeios. O muro do Forte também será recomposto, para valorizar ainda mais, o monumento”, disse Max Barros.
Obras para os 400 anos de São Luís
Segundo Max Barros, além das obras de urbanização do Espigão Costeiro, o Governo do Estado tem preparado diversas ações para serem entregues nos 400 anos de São Luís. É o caso da primeira etapa da Via Expressa, no trecho da Avenida Carlos Cunha ao Cohafuma. A obra, que vai beneficiar mais de 300 mil pessoas prevê a ligação da Avenida Colares Moreira - passando pela Carlos Cunha – até a Avenida Daniel de La Touche, na altura do Ipase.
Também serão entregues a Biblioteca Pública Benedito Leite, que teve a parte estrutural, elétrica e hidráulica totalmente recuperada. O local ganhou climatização e a inclusão de elevadores para permitir o acesso de pessoas com deficiência.
Outra obra é o Estádio Castelão, localizado na Vila Palmeira, com capacidade para abrigar 40 mil pessoas, que foi totalmente recuperado e passa a atender as normas de segurança da legislação brasileira e da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
As informações são da Secom do governo do Estado.

Instalação do Museu da Ciência em São Luís é discutida na SBPC


A secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Rosane Nassar Meireles Guerra, se reuniu na quinta-feira (26) com membros do Governo Federal, da Associação Brasileira do Centro de Museus e do Instituto Oswaldo Cruz para discutir a criação de um Museu da Ciência em São Luís. A iniciativa já vem sendo estudada há dois anos pelo Governo do Estado e está cada vez mais próxima de sair do papel. Durante uma plenária na 64ª Reunião Anual da SBPC, foi divulgada uma monção de apoio à criação do museu na capital maranhense. A reunião aconteceu na Sala Maranhão, instalada no estande do governo estadual, na Expo T&C, no Campus da UFMA (Bacanga).

No Brasil, existem hoje 190 museus da ciência, um número ainda pequeno, se levarmos em consideração que o país tem mais de 5 mil municípios. No entanto, avanços significativos já estão sendo colhidos no público que frequenta museus científicos. Uma pesquisa realizada em conjunto pelos Ministérios da Cultura e da Ciência e Tecnologia mostrou que de 2004 para cá dobrou o número de visitantes nesse tipo de museu: eram 4% da população há oito anos e agora chega a 8%, prova de que o interesse por esse tipo de mostra é crescente.
“O fundamental é que a população se aproprie do conhecimento tecnológico, até porque a ciência está em nosso cotidiano, e as pessoas às vezes não se dão conta da inovação tecnológica diária que vivemos”, observou Rosane Guerra. Ela afirma que é importante a existência de um museu científico não só em São Luís, mas nos outros municípios do estado. “E para isso podemos fazer o museu virtual. No momento em que você virtualiza o físico, ganha fronteiras e permite uma interação com o mundo todo”, avaliou a secretária.
Na reunião, ficou acertada a realização de um workshop, no mês de setembro, que vai figurar como parte da programação do aniversário de 400 anos de São Luís, com especialistas na construção dos museus da ciência e pesquisadores de todo o país, que vão auxiliar na implantação deste museu na capital maranhense.
O Governo do Estado já vem trabalhando para a criação do museu nos últimos anos. Tanto que a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema) já tem pronta a minuta de um edital que deverá ser lançado em breve, para envolver os pesquisadores no plano de lançamento desse museu científico.
Para o presidente da Fapema, Antônio Luiz Pereira, a troca de experiências entre os estados que já têm essa ferramenta de conhecimento, é fundamental para que se tenha, no futuro, um espaço interativo de ciência para toda a população. "Temos que buscar parceiros na iniciativa privada, no Governo Federal e onde for possível para viabilizar o projeto", argumentou Pereira.
Essa busca por parcerias foi o que possibilitou que uma grande arena da ciência fosse montada na cidade de Petrolina, no agreste do estado de Pernambuco. É uma área de 4.500m² que vai abrigar o Museu da Ciência. “Isso vai mudar a realidade de uma cidade com 300 mil habitantes como é lá. No Brasil, 80% da população que visita museu é de escolas, que vêm atrás desse mundo que é a ciência. A gente quer que a ciência se aproxime da sociedade”, defendeu Carlos Wagner Araújo, presidente da Associação Brasileira do Centro de Museus de Ciência. Para ele, também é importante que haja uma modificação no ensino da ciência no país. “Hoje é algo muito livresco, chato, não temos laboratório. Isso precisa mudar”, disse.

Itinerância e interiorização da ciência são defendidas


O representante do Governo Federal, Hildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização da Ciência, do Ministério da Ciência e Tecnologia, defende a implantação do museu em mais lugares e, agora, na capital maranhense. “Acredito que criar um espaço de ciência interativa para toda a população é importante para o desenvolvimento do país”, disse. Ele também afirmou que é necessária a criação de uma força-tarefa para interiorizar os museus.
Nesse sentido, a contribuição do projeto Ciência Móvel tem sido fundamental. O coordenador do projeto, José Ribamar Ferreira, da Fundação Oswaldo Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reforçou a importância desse empreendimento. “Nós temos a obrigação de atender as populações dos pequenos centros que têm o direito de receber cultura, ciência e informação. O projeto ciência móvel tem essas características. Ele tem o poder de romper a barreira dos grandes centros e levar a ciência para as populações excluídas do interior, ampliando o público e o conhecimento”, disse.
O fortalecimento das culturas locais seria outro ganho da sociedade maranhense com a implantação do Museu da Ciência. Para a Associação Brasileira do Centro de Museus de Ciência, o estímulo à criação dos museus deve continuar.
A representante da Casa da Ciência e membro da Associação, Fátima Brito, vê com bons olhos a monção de apoio à criação do espaço na capital e ficou entusiasmada com a receptividade da ideia junto ao governo. “É fundamental você ter parcerias com as instituições e empresas locais, que possam apoiar não só a estruturação, mas também a manutenção desses espaços. E uma vez criado, o museu será mais um espaço para agregar pessoas, será um facilitador da cultura e do fazer humano. Precisamos saber hoje que, querendo ou não, a ciência faz parte de nossa vida”, assinalou.

Maranhão registrou saldo de 6.062 postos de trabalho no 1º semestre deste ano


Segundo dados do Caged, os empregos com carteira assinada no estado tiveram incremento de 1,41%.

O primeiro semestre de 2012 fechou de forma positiva para o mercado de trabalho maranhense. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a junho foram criados 6.062 empregos com carteira assinada, o que representa um incremento de 1,41%. Nos últimos 12 meses, verificou-se expansão de 5,82% no nível de trabalho ou mais 24.004 novas vagas.
Após iniciar o ano com retração na oferta de emprego formal, o mercado maranhense se recuperou, com destaque para as atividades de serviços e comércio (atacadista e varejista), que geraram, no primeiro semestre deste ano, 3.284 e 2.686 postos de trabalho, respectivamente.
Na atividade de serviços, os subsetores de transportes e comunicações e de ensino geraram, respectivamente, 1.278 e 1.148 empregos com carteira assinada. Serviços médicos, odontológicos e veterinários criaram 740 vagas.
No período, a indústria de transformação também se destacou com a criação de 1.177 empregos com carteira assinada, sendo 592 vagas geradas somente pela indústria química de produtos farmacêuticos. O setor metalúrgico contribuiu com a criação de 208 postos de trabalho.
Também registraram desempenho positivo no primeiro semestre de 2012 as atividades de agropecuária (saldo de 775 vagas), extrativa mineral (128) e administração pública (419).
Saldos negativos - De acordo com as informações do Caged, apenas dois setores - construção civil e serviços industriais de utilidade pública - fecharam o primeiro semestre com saldos negativos.
A construção civil, que nos últimos anos se notabilizou pelo crescimento de projetos imobiliários no estado, sobretudo em São Luís, registrou o fechamento de 2.811 postos de trabalho. A perspectiva é que o setor se recupere agora no segundo semestre do ano.
Já a atividade de serviços industriais de utilidade pública fechou o semestre com saldo negativo de 136 postos de trabalho, o que representa queda de 2,09%.

Iphan tem mais de 200 solicitações para obras em casarões tombados




O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está analisando 283 processos de intervenção em casarões tombados. Entre as quais estão principalmente reformas, restaurações e pequenos reparos. Proprietários reclamam de muita burocracia para obter autorização para reformar imóveis históricos.
Para qualquer intervenção no Conjunto Arquitetônico, Histórico e Paisagístico de São Luís ou em seu entorno, seja construção, reforma, conservação ou restauração, o proprietário do imóvel deverá apresentar projeto ou especificações dos serviços a serem realizados, solicitando alvará à Prefeitura Municipal, que montará um processo e o enviará ao Iphan para ser analisado. Mas, segundo a superintendente do órgão, Kátia Bogéa, muitas vezes os projetos podem descaracterizar os casarões históricos e por causa disso não são aprovados.
"Nós analisamos tudo com muito cuidado. Muitas vezes, proprietários chegam aqui com projetos absurdos, nos quais querem derrubar paredes, retirar azulejos, pintar com cores fortes, e em muitos casos transformar os imóveis em estacionamentos", disse Kátia Bogéa.
É caracterizado como uma área tombada aquela que é protegida pelo poder público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
A área tombada pelo Iphan compreende 1.342 imóveis em parte do centro de São Luís, que é a mesma área inscrita pela
Unesco como Patrimônio Mundial. Desses, 283 estão com processos em análise para fazer algum tipo de intervenção. Mas o órgão não é o único que faz tombamentos. Também o fazem o Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Estado do Maranhão (DPHAP), em nível estadual, e em nível municipal a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH). Somente pelo estadual, 5.600 imóveis são tombados e por isso não podem ser descaracterizados.
"O tombamento não tira o direito de propriedade do dono do imóvel. Apenas a restringe. Não se pode fazer mudanças que vão descaracterizá-lo", informou a superintendente do Iphan, Kátia Bogéa.
Exigências - Por haver uma série de exigências a serem cumpridas quando se trata de intervenção nas características de imóveis tombados, muitos proprietários reclamam da burocracia para poder fazer reformas. Como é o caso do geólogo José de Ribamar Mariano, que tem dois casarões na Rua dos Afogados e algumas casas em outras ruas, que também são tombadas.
Ele disse que sempre tem muitos problemas ao tentar reformar os imóveis e que falta apoio aos proprietários. "Entendo que o Centro Histórico deva ser preservado. O IPHAN deveria chamar os proprietários para conversar acerca do que pode ser feito para preservar os casarões, e se possível dar apoio, até mesmo financeiro, pois nem todos têm condições de arcar com uma reforma", frisou José de Ribamar Mariano.
Kátia Bogéa informou que muitos imóveis estão em estado avançado de deteriorização porque muitos proprietários não fazem reparos mínimos e que o órgão não pode fazer intervenções em propriedades privadas.
"O Governo Federal abrirá uma linha de financiamentos para reformar imóveis privados tombados, mas o que as pessoas precisam ter em mente é que se quisermos viver em sociedade precisamos respeitar normas e regras, e isso também se aplica aos casarões. Não se pode fazer o que bem entender com eles", ressaltou a superintendente do Iphan.

Mais


Segundo a Lei Nº 3836, de 21 de Junho de 1999 os imóveis integrantes do acervo arquitetônico, histórico e paisagístico de São Luís e que estejam tombados pela União, Estado ou Municipio, têm isenção integral ou parcial do Imposto Predial Urbano
(IPTU), desde que preservadas suas características arquitetônicas originais e mantidas em bom estado de preservação.

Números


1.342 imóveis tombados pelo Iphan
283 processos estão sendo analisados para reformas

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mais dois casos de cura da AIDS.


Transplante de células-tronco pode ter curado dois homens com HIV

Estudo sobre nova técnica foi divulgado durante conferência nos EUA.
Pacientes receberam transplante de medula e tratamento com antirretroviral.

Do G1, com agências internacionais

Um estudo divulgado em Washington nesta semana, durante a 19ª Conferência Internacional da Aids, afirma que dois homens com HIV não apresentaram sinais do vírus no período de oito e 17 meses, respectivamente, depois de receber transplantes de células-tronco devido a uma leucemia.
A pesquisa feita por Daniel Kuritzkes, professor de medicina do Hospital Brigham and Women, em Massachusetts, traz a possibilidade de que os dois homens estejam livres do HIV.
De acordo com os cientistas, as células-tronco transplantadas repovoaram o sistema imunológico dos pacientes e os traços de HIV foram perdidos. Após receberem a medula de doadores, foi mantido o tratamento com antirretrovirais. Isso permitiu que as células doadas não fossem infectadas e criou ainda defesas imunitárias.
Atualmente, de acordo com o estudo, não há traços de HIV no DNA, RNA ou ainda no sangue dos homens que serviram de cobaia. De acordo com a pesquisa, o próximo passo será determinar a existência de HIV nos tecidos.
Os dois casos são diferentes do famoso "paciente de Berlim", o americano Timothy Brown, que se considera curado do HIV e da leucemia após receber um transplante de médula óssea de um raro doador que possuía resistência natural ao HIV (sem receptor CCR5, que age como porta de entrada do vírus nas células).
Tratamento experimental
Brown, 47 anos, um ex- HIV positivo de Seattle, nos EUA, ficou famoso depois de passar por um novo tratamento de leucemia com células-tronco de um doador resistente ao HIV e desde então não apresenta traços do vírus.

Depois de 2007, Brown passou por dois transplantes de alto risco de medula óssea e seus testes continuam a indicar negativo para o HIV, impressionando os pesquisadores e oferecendo perspectivas promissoras sobre como a terapia genética pode levar à cura da doença.

"Eu sou a prova viva de que pode haver uma cura para a Aids", disse Brown em uma entrevista. "É maravilhoso estar curado do HIV". Brown parecia frágil quando se reuniu com jornalistas durante a XIX Conferência Internacional sobre a Aids, o maior encontro mundial sobre a pandemia, realizada durante esta semana na capital americana.
O transplante de medula óssea é delicado e um a cada cinco pacientes não sobrevive. Mas Brown afirma que apenas sente dores de cabeça ocasionais. Também disse estar consciente de que sua condição gerou polêmica, mas negou as afirmações de alguns cientistas que acreditam que ele pode ter traços de HIV no corpo e que pode contaminar outros. "Sim, estou curado", declarou. "Sou HIV negativo".

Prazo de vida
Brown estudava em Berlim quando descobriu ser HIV positivo, em 1995. Na época, deram-lhe dois anos de vida. Contudo, um ano depois, apareceu no mercado a terapia antirretroviral combinada, que fez com que o HIV deixasse de ser uma sentença de morte e passasse a uma doença controlável por milhões de pessoas em todo o mundo.

Brown tolerou bem as drogas, mas com fadiga persistente visitou um médico em 2006 e foi diagnosticado com leucemia. Passou por quimioterapia, o que lhe causou uma pneumonia e uma infecção que quase o matou.

A leucemia voltou em 2007 e seu médico, Gero Heutter, cogitou um transplante de medula óssea com um doador que tinha uma mutação do receptor CCR5. Pessoas sem este receptor parecem ser resistentes ao HIV, porque não têm a porta através da qual o vírus entra nas células. Mas essas pessoas são raras: cerca de 1% da população do norte da Europa.

A nova técnica pode ser uma tentativa para curar o câncer e o HIV, ao mesmo tempo.
Brown foi submetido a um transplante de medula óssea com células-tronco de um doador com a mutação CCR5. Ao mesmo tempo, parou de tomar antirretrovirais. No fim do tratamento o HIV não foi mais identificado em Brown. Mas sua leucemia retornou, e por isso foi submetido a um segundo transplante de medula em 2008, utilizando as células do mesmo doador.

Brown afirmou que sua recuperação da segunda cirurgia foi mais complicada e o deixou com alguns problemas neurológicos, mas continua curado da leucemia e do VIH. Quando perguntam se acredita em um milagre, Brown hesita. "É difícil dizer. Depende de suas crenças religiosas, se você quer acreditar que foi a ciência médica ou que se trata uma intervenção divina", disse. "Eu diria que é um pouco dos dois".

*Com informações da France Presse